sexta-feira, fevereiro 28, 2014

BATALHA DE DIU - VENCIDA POR QUEM NÃO QUERIA IMPERIALISMOS À ALEXANDRE

Antes que o mês acabe ainda se vai a tempo de lembrar e celebrar a vitória de Diu, há quinhentos e cinco anos...


Assinale-se neste mês mais um aniversário da batalha de Diu, travada a 3 de Fevereiro de 1509 entre os Portugueses e as forças islâmicas da região, como aqui se pode ler: de um lado, e em gravíssima inferioridade numérica, quase inverosímil, a tropa conduzida pelo vingativo D. Francisco de Almeida; do outro, as gentes do sultão de Gujarat, do sultão mameluco do Cairo, do sultão otomano Beyazid II e do samorim da época.

A vitória de Portugal foi retumbante e marcou uma época e um lugar - mercê de terem saído vencedores contra força tão superior em número, os Portugueses ganharam uma auréola de invencibilidade que muito contribuiu para o estabelecimento do seu poderio na região.
Tratou-se efectivamente de uma vingança bem sucedida do primeiro vice-rei da Índia, D. Francisco de Almeida, que no ano anterior, 1508, perdera o seu filho, D. Lourenço de Almeida, morto no ataque de Chaul.

Esta vitória naval lusa marcou o início do domínio português e europeu no Oceano Índico, tendo um impacto análogo ao das batalhas do Levante e de Trafalgar. O poderio turco otomano na Índia foi neste episódio seriamente abalado e o de Portugal tornou-se soberano. O Império Português venceu assim a Guerra Turco-Portuguesa, que tinha como aliadas as cidades mercadoras de Veneza e de Raguza, além do império sultanato mameluco do Egipto e do Samorim Raja. Glória a Portugal, aos soldados de Diu e a D. Francisco de Almeida, um dos maiores heróis da História Pátria, injustamente pouco lembrado.

Há que lembrar também o ponto de vista de D. Francisco de Almeida a contrariar a noção de império à maneira tradicional, numa carta que escreveu ao rei D. Manuel I:

«Toda nossa força seja no mar, desistamos de nos apropriar da terra. As tradições antigas de conquista, o império sobre Reis tão distantes, não convém. Destruamos estas gentes novas (árabes, afgãs, etíopes, turcomanos) e assentemos as velhas e naturais desta terra e costa: depois iremos mais longe. Se o que queremos são os produtos da Índia, o nosso império marítimo assegurará o monopólio português contra o turco e o veneziano. Imponhamos pesados tributos, exageremos o preço das licenças (cartazes) para as naus dos mouros navegarem nos mares da Índia e isso as expulsará. Que tenhamos fortalezas ao longo da costa mas apenas para proteger as feitorias porq a verdaddeira segurança delas estará na amizade dos rajás indígenas por nós colocados nos seus tronos, por nossas armadas defendidos. Substituamo-nos ao turco e abandonemos a ideia de conquista para não padecermos das moléstias de Alexandre.»

3 Comments:

Anonymous Anónimo said...

www.haaretz.com/jewish-world/jewish-world-news/1.577082

28 de fevereiro de 2014 às 21:17:00 WET  
Anonymous Anónimo said...

Ui, mas Alexandre era pagao. E aquela coisa de liberdade e democracia que seria coisa de europeus a serio e tal?

1 de março de 2014 às 04:43:00 WET  
Blogger Caturo said...

Pois por causa da liberdade e da Democracia é que os Europeus foram o único Povo da História a descolonizar voluntariamente...

E claro que Alexandre era pagão. Pagãos há muitos, seu beato. No Paganismo ninguém está obrigado a seguir determinada doutrina. Já o mesmo não se pode dizer da cristanada...


1 de março de 2014 às 08:35:00 WET  

Enviar um comentário

<< Home