quarta-feira, agosto 16, 2017

MAIORIA DOS ALEMÃES QUER RECAMBIAR «REFUGIADOS» PARA ÁFRICA

Uma pesquisa encomendada pelo jornal Die Welt aponta que 69,8% dos alemães são a favor de que refugiados que chegaram à Europa pelo Mar Mediterrâneo sejam enviados de volta à Líbia.
De acordo com a pesquisa, realizada pelo instituto Civey e divulgada nesta Lues (14/08), somente 20% são contra essa prática. Outros 10,2% disseram-se indecisos – um percentual elevado quando comparado ao de outras pesquisas, segundo o Civey.
Sobretudo alemães com 65 anos de idade ou mais querem que os refugiados sejam levados de volta ao norte de África, mesmo que já tenham alcançado o continente europeu.  Quase três quartos das pessoas nessa faixa etária manifestaram-se a favor da prática.
A mesma opinião também foi verificada entre mais de 75% dos habitantes de regiões pouco povoadas. Em relação aos moradores de áreas densamente povoadas, constatou-se uma diferença de dez pontos percentuais.
A pesquisa também indica que cidadãos do leste da Alemanha são mais favoráveis à repatriação dos refugiados (74,4%) do que os do oeste do país (68,5%). A diferença entre os que se manifestaram contrários ao reenvio dos imigrantes é ainda maior: 14,2% no leste, e 21,6% no oeste.
Entre os partidos políticos, os que mais se manifestaram a favor da condução dos refugiados de volta à Líbia foram os simpatizantes da sigla populista de Direita Alternativa para a Alemanha (AfD). Destes, 98,8% disseram defender a ideia. O único grupo de eleitores cuja maioria se manifestou contra a repatriação (48,8% contra e 34,7% a favor, os demais não opinaram) foi o do Partido Verde.
A Líbia é ponto de partida de milhares de imigrantes africanos que querem chegar à União Europeia (UE). Eles arriscam-se na travessia do Mediterrâneo em embarcações precárias, resultando em muitas mortes. Em torno de 2.230 imigrantes morreram este ano durante a viagem.
A Guarda Costeira líbia tem vindo a aumentar a sua presença no Mediterrâneo – supostamente por pressão da UE e da Itália, porta de entrada para os imigrantes do continente –, o que teria desencorajado traficantes de pessoas. Assim, o número de imigrantes que completaram a travessia em Julho caiu pela metade em relação a Junho, para 10.160, segundo a Frontex, agência europeia de protecção de fronteiras externas e costas.
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Agradecimentos a quem aqui trouxe esta notícia: http://www.dw.com/pt-br/maioria-dos-alem%C3%A3es-defende-enviar-refugiados-de-volta-%C3%A0-%C3%A1frica/a-40093307

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Mais uma vez se constata que o povo 
não quer
a iminvasão que a elite lhe enfia pela goela abaixo. Trata-se de mais um facto a confirmar a força do eco que o Nacionalismo tem no seio da massa popular, ou seja, o elevado potencial ao dispor das forças nacionalistas num regime democrático. A Democracia é, efectivamente e cada vez mais, uma aliada natural de qualquer política que assente na pulsão da Estirpe.

MULTIDÃO MUÇULMANA ATACA TEMPLO HINDU NA ÍNDIA

Em Jama Masjid, Índia, uma multidão muçulmana atacou a polícia e também um templo hindu numa sexta-feira à tarde, a seguir ao sermão muçulmano semanal. Seis agentes policiais ficaram feridos, dois deles em estado grave. A multidão tentou também saquear um banco. 
Inicialmente a polícia chegou mesmo a recuar, uma vez que no seio da maralha musla havia armas de fogo.
O pretexto do motim foi a exigência de um aumento na compensação da família de dois irmãos muçulmanos a sete de Agosto.
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Fonte: http://www.hindupost.in/news/muslim-mob-riots-friday-namaz-aligarh-many-policemen-injured/

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Porque será que esta gente aproveita sempre qualquer pretexto para atacar templos hindus... será por reacção contra o Trump, contra Israel, contra as Cruzadas, contra a destruição da camada de ozono, contra tanta pomba assassinada?...

PARTIDO NACIONALISTA PODERÁ SER O TERCEIRO MAIS FORTE N ALEMANHA


Na Alemanha, o partido Alternativa para a Alemanha (Alternative für Deutschland) tornou-se de acordo com sondagem recente na terceira mais forte formação política, com quase dez por cento dos votos, diante dos 25% dos social-democratas (SPD) e dos 37% dos cristãos-democratas (CDU, partido da actual chanceler Angela Merkel). Parece estar pois à frente dos «democratas livres»( FDP) e do «A Esquerda» («Die Link») cada qual com nove por cento dos votos, enquanto os Verdes se ficam com sete por cento.
Se estas previsões se mantiverem nas eleições legislativas de 24 de Setembro, a AfD será o terceiro maior partido do parlamento alemão, com tudo o que isso implica em matéria de poder que lhe pode ser conferido pelo eventual jogo das coligações governativas.
Outra sondagem coloca a AfD atrás do «Die Linke».
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Fonte: https://www.thelocal.de/20170815/far-right-afd-set-to-become-third-largest-party-in-german-parliament-poll-finds

RÚSSIA TRAVA ATENTADOS TERRORISTAS MUÇULMANOS EM MOSCOVO

Na Rússia, as forças de segurança travaram planos de atentados suicidas bombistas em Moscovo planeados pelo Estado Islâmico ou califado. Quatro indivíduos foram detidos por suspeita de planearem ataques contra o sistema de tráfego moscovita e diversos centros comerciais. Um deles é russo e outros três têm origem em nações ex-soviéticas da Ásia Central.
De lembrar que em Abril o presidente russo Vladimir Putin afirmou que cerca de nove mil militantes islâmicos, metades deles oriundos da Rússia e a outra de países ex-soviéticos centro-asiáticos, se tinham juntado ao califado na Síria e enfatizou que um objectivo-chave das operações militares russas na Síria tinham por intuito esmagá-los antes que possam voltar a casa.
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Fonte: http://abcnews.go.com/International/wireStory/russian-intelligence-agency-foiled-attack-plot-4920232

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Já as autoridades europeias procuram «integrar» essa espécie de gente que retorna do califado...

TRUMP ACUSA TAMBÉM OS ESQUERDISTAS MILITANTES PELOS CONFRONTOS DE CHARLOTTESVILLE

Defensor da supremacia branca nos Estados Unidos, o ex-líder da Ku Klux Klan, David Duke, elogiou o presidente norte-americano Donald Trump por “dizer a verdade” sobre os episódios de violência em Charlottesville, no Estado americano da Virginia, registados ao longo do fim de semana e que deixaram pelo menos uma pessoa morta.
“Obrigado, presidente Trump, pela sua honestidade e coragem para dizer a verdade sobre Charlottesville e condenar os terroristas de Esquerda do movimento ‘Black Lives Matter’ (‘Vidas Negras Importam’, em tradução livre) e anti-fascistas”, escreveu Duke no Twitter.
Numa conferência de imprensa realizada em Nova York, nesta Martes, Trump voltou atrás no seu discurso concedido um dia antes. Retirou a crítica exclusiva que havia feito aos nacionalistas, neo-nazis e supremacistas brancos pelos confrontos na Virgínia.
Segundo o presidente dos EUA, “grupos dos dois lados foram maus”.
“O que acontece com a Esquerda alternativa que atacou aqueles que vocês chamam de Direita alternativa?”, questionou Trump, criticando a retirada de uma estátua de um general confederado em Charlottesville, que seria simbólico para os nacionalistas e supremacistas.
No seu primeiro discurso sobre a violência na Virginia, Trump deixou de citar nominalmente os grupos neonazis e supremacistas brancos, o que gerou forte crítica da opinião pública dos EUA e da comunidade internacional.
Contudo, ao criticar tais grupos num segundo discurso, na Lues, o presidente dos EUA irritou lideranças supremacistas – incluindo Duke, que disse que tais palavras eram um incentivo para que grupos de Esquerda pudessem destruir.
Segundo analistas, Trump recebeu grande apoio eleitoral justamente de tais grupos que defendem o nazismo e a supremacia dos brancos nos EUA.
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Fonte: https://br.sputniknews.com/americas/201708169120707-lider-ku-klux-klan-agradece-trump/

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Trump volta a ter um comportamento basicamente positivo, valha isso. No contexto a coragem que teve em dizer pelo menos uma parte da verdadeé até de louvar.

terça-feira, agosto 15, 2017

MOMENTOS HISTÓRICOS DAS NAÇÕES

Catorze de Agosto de 1352 - Batalha de Mauron, em que as forças anglo-bretãs derrotaram as forças franco-bretãs no contexto da Guerra dos Trinta Anos. Umas décadas depois, em 1385, as forças lusas apoiadas por ingleses viriam a derrotar as forças castelhanas apoiadas por franceses (e italianos). Em ambos os casos, a Inglaterra esteve contra a França, travando com o seu arco longo («longbow») as pretensões de imperialismos latinos na área atlântica, num dos casos, o português, em terra latina e no outro, o bretão, em espaço céltico. A Inglaterra teve sempre talento para em seu proveito dividir os Europeus, o que neste contexto foi particularmente útil à Nação Portuguesa, latina mas ansiando sempre pela independência. Tenho de dizer, pessoalmente, que uma união latina não seria má ideia, desde que não significasse a subordinação de umas nações a outra(s). Nisso, a aliança e intervenção inglesa revelou-se proveitosa para Portugal, e não só em 1385 mas também quase três séculos depois, a partir de 1640, impedindo Castela de fazer aos Portugueses o que fez sempre aos demais espanhóis - espanhóis somos todos, os da Ibéria, pois que «espanhol» vem de «hispânico» e significa o mesmo, o que não dá aos Castelhanos nenhum direito natural de dominarem o resto da Península Hispânica, daí que Portugal tivesse protestado quando o rei castelhano resolveu passar a chamar «Espanha» ao seu país composto de Castela e de outras áreas ibéricas exceptuando a portuguesa...
Se a acção inglesa teve e tem ela própria as suas intenções imperiais, isso é outra história - o que é certo é que uns imperialismos opõem-se a outros e no fim de contas as Nações ficam ou podem ficar a ganhar. O mesmo se passa agora com a Escócia, que através do «império europeu» da União Europeia pode vir a libertar-se do imperialismo inglês, se os nacionalistas escoceses souberem aproveitar a deixa...
É frequente a manifestação do mais exacerbado ódio nacionalista de vários países europeus contra a UE. Uns poucos nacionalistas europeus começam todavia a entender que a UE pode ter a sua utilidade a favor precisamente das nações, em mais de uma situação - exemplo desta capacidade de compreensão é por exemplo a nova postura do Jobbik, partido nacionalista húngaro, que deixou de ser contra a UE ao entender que através de uma possível boa representação eleitoral no parlamento europeu os Nacionalistas podem conseguir influenciar toda a política europeia de uma só vez...

SOBRE AS MULHERES CURDAS EM ACÇÃO

Persistência, determinação e combate – este é o lema das combatentes curdas na província iraquiana de Kirkuk, metade da qual é controlada pelo grupo terrorista Daesh.
Um correspondente da Sputnik visitou as corajosas mulheres curdas nas suas posições de combate perto de Hawija, onde elas se preparam para lutar contra os terroristas. Algumas delas já têm experiência de combate fora de Kirkuk, enquanto outras se juntaram aos grupos de mulheres armadas recentemente. Elas falaram sobre como decidiram pegar em armas e sobre o que passaram na linha da frente.
Difícil no treinamento, fácil no combate
Centenas de mulheres chegaram dos distritos fronteiriços do Iraque para defender o Curdistão iraquiano e libertar as áreas ocupadas pelo Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia). Desde 2014, as mulheres têm tido treinamentos intensos antes e depois do seu serviço activo. Foi naquele ano que os Curdos, homens e mulheres, decidiram levantar-se em luta contra o "califado".
Khamanu Nakshabandi, uma combatente experiente do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), diz que os seus pais se juntaram às forças Peshmerga em 1979, inspirando-a a fazer a mesma coisa.
Agora, sob o comando de combatentes com experiência como ela, as jovens curdas estão a aperfeiçoar as suas capacidades de combate a cada dia, aprendendo a disciplina militar. Estão a preparar-se para a batalha contra o inimigo que elas vêem diariamente a uma distância de apenas alguns quilómetros.
"Após a libertação desta área em 2015, este ponto tornou-se o último a ser libertado. Mesmo à nossa frente tudo o que pode ver são aldeias do Daesh", disse Khamanu, acrescentando que a área é curda e antes era habitada pelos seus ancestrais. Notou que, durante os últimos três anos da guerra, aprendeu não apenas como combater mas também uma nova língua, o Árabe.
Nenhuma diferença dos homens
"Tenho 20 anos e estou aqui para ter orgulho da minha vida e defender o sonho curdo", disse Ayrin Akhmadi, uma das combatentes do PKK.
A mulher afirma que decidiu pegar em armas após ter ouvido histórias sobre mulheres yazidi que foram raptadas, escravizadas e estupradas pelos terroristas.
"Tive que tomar a decisão e pegar em armas para evitar a repetição disto. Não vejo diferença entre homens e mulheres, posso defender o meu país e o meu povo', acrescentou.
Ayrin Akhmadi foi quase morta em Novembro passado quando os terroristas atacaram as combatentes.
"Sofri ferimentos graves, mas a dor causada pela morte da minha amiga foi ainda pior. Fui levada ao hospital, mas cerca de um mês depois voltei para a linha da frente […] Apelo a todos os homens e mulheres para que lutem contra o Daesh até que este seja derrubado", ressaltou.
"Matei muitos terroristas"
Mani Leylakhi, de 22 anos, também fala sobre o orgulho. "Pegamos em armas para nos sentirmos orgulhosas e para sermos o orgulho das nossa famílias. Estou a lutar pelo meu país e pelos Curdos".
Desde 2014, a mulher participou de quatro operações militares contra o Daesh e afirma que nunca recuou perante os radicais.
"Sempre participei de combates contra os militantes. Eu disparei contra eles, eles dispararam contra em mim. Não tinha medo. Não sei o número exacto, mas matei muitos membros do Daesh", disse, acrescentando que a cada hora elas sentiam que os terroristas se tornavam mais fracos.
A guerra tem também outro lado. Uma vez Mani Leylakhi esteve a um passo da morte quando um homem-bomba num caro minado se dirigiu para o grupo de mulheres combatentes. Foram todas salvas por uma amiga, que se aproximou do veículo e lançou uma granada lá para dentro.
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Fonte: https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/201708159109298-coragem-mulheres-curdas-luta-daesh-foto-video/

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Fica sempre bem mais uma tirada de propaganda pró-curda, isto enquanto a Rússia - país da Sputnik, que publica estes artigos - for aparentemente favorável aos Curdos.

CARRO COM CINCO INDIVÍDUOS DESRESPEITA POLÍCIA E CAUSA ACIDENTE

Cinco homens foram detidos esta tarde em Alfragide, depois de terem fugido à polícia e provocado um acidente que envolveu uma outra viatura.  A equipa de reportagem da SIC acompanhou o momento em que foram imobilizados e detidos pela PSP.
Segundo fonte policial, os detidos não respeitaram um sinal de paragem da polícia e foram depois perseguidos durante alguns minutos.
A fuga terminou em Alfragide, quando o carro em que seguiam colidiu com uma outra viatura.
Não há feridos a registar.
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Fonte: http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2017-08-14-Cinco-detidos-apos-perseguicao-policial-em-Alfragide   -   Página com vídeo incorporado.

No vídeo pode ver-se que pelos menos dois dos detidos são africanos... Mais uma vez, o calor humano oriundo dos trópicos a aquecer o quotidiano português, como se o calor do Sol não fosse muito mais do que o suficiente...

NOSSA SENHORA DIANA E O SEU FESTIVAL DA NEMORÁLIA



Dia 13 de Agosto é marcado pela celebração da Nemorália (também conhecido como «Festival das Tochas»), mais tarde adoptado pelos católicos como Festa da Assunção.

Este festival é realizado ou no dia 13 ou no dia 15 de Agosto ou na Lua Cheia de Agosto, em honra de Diana.

Neste dia colocavam-se cornos de vaca - símbolo de Hércules - na parte da frente do templo da Deusa.

Ovídio (século I a.c. ou VI A.U.C.) descreve esta celebração do seguinte modo:

«No vale Ariciano,
Há um lago rodeado de florestas com sombra,
Consideradas sagradas por uma religião dos tempos antigos...
Numa longa cerca, pendem muitas peças de novelos feitos de fios de linho entrelaçados,
E muitas tábuas estão lá colocadas
Como ofertas de gratidão à Deusa.
Muitas vezes, uma mulher cujas preces foram por Diana respondidas,
Com uma grinalda de flores coroando-lhe a cabeça,
Vai a pé desde Roma carregando uma tocha ardente...
Lá, uma corrente flui, sussurando, do seu leito rochoso...
»


Durante a celebração, os adoradores formavam uma luminosa procissão de tochas e velas à volta das escuras águas do Lago Nemi, ao qual se chamava «Espelho de Diana». As luzes das suas velas juntavam-se às da Lua, dançando, reflectindo-se sobre a superfície da água.



O festival é levado a cabo à maneira grega, isto é, Grecu Ritu, de cabeça descoberta. Centenas de adoradores juntavam-se perto do lago, usando grinaldas de flores.
De acordo com Plutarco, parte do ritual (antes da procissão em torno do lago) consiste na lavagem do cabelo e na sua decoração com flores.
É um dia de descanso para mulheres e para escravos. Os cães também são honrados e adornados com flores. Os viajantes entre os bancos do norte e do sul do lago são transportados em pequenos barcos iluminados por lanternas. Candeias similares eram usadas pelas vestais e foram encontradas imagens da Deusa em Nemi, por isso Diana e Vesta são por isso, algumas vezes, consideradas como sendo a mesma Deusa.

Um poeta do primeiro século d.c. (oitavo século A.U.C.), Propertius, que não foi ao festival mas que o observou de fora, disse, a alguém que amava:

«Ah, se tu ao menos pudesses andar por lá nas tuas horas de ócio.
Mas não nos podemos encontrar hoje,
Pois que te vejo exaltada com uma tocha ardente
Em direcção ao bosque de Nemi foste tu
Levando uma luz em honra da Deusa Diana
»


Pedidos e ofertas a Diana podem incluir:

- pequenas mensagens escritas em laços atados ao altar ou a uma árvore;
- pequenas estatuetas feitas de barro cozido ou de pão, representando partes do corpo que precisem de cura; pequenas imagens de barro de mãe e filho;
- finas esculturas de veados; dança e canto;
- fruta, como, por exemplo, maçãs.

Faziam-se oferendas de alho à Deusa da Lua Negra, Hécate, durante o festival.





Era proibido matar ou caçar qualquer animal durante a Nemorália.

Diana é uma Deusa Itálica celestial e luminosa. O Seu nome parece provir da palavra «Dius», que expressa a ideia de brilho relacionado com o céu. Diana tem um carácter nocturno e lunar, não sendo no entanto o mesmo que a Lua, como mais tarde veio tantas vezes a ser identificada. Há também aqui uma relação etimológica com os teónimos Janus (Deus dos Inícios) e Anna Perena, outras Duas Deidades latinas. Esta última pode estar relacionada com um monte hindu de nome Anna Purna. «Anna Perena» significaria «Anna Que fornece».

É possível que Anna e Diana, sendo teónimos de certo modo «pan-indo-europeus», fossem originalmente genéricos entre os Ítalos e agrupassem Deidades de distintos santuários como se Estas fossem aspectos diferentes da mesma Divindade, havendo espaço para importações, sincretismos, etc..

É, desde cedo, uma Deidade protectora da virgindade e das meninas, embora também pudesse presidir aos partos, sob o nome de Diana Lucina, isto é, «Diana Que faz vir à luz», tendo este epíteto, Lucina, em comum com Juno.


Diana pode ter sido em tempos a parceira de Júpiter; todavia, na época histórica conhecida a esposa deste Deus é Juno.


Apesar de, por ter sido considerada equivalente à helénica Ártemis, ter adquirido, na mente dos adoradores, um aspecto florestal, de caçadora, nunca perdeu o Seu carácter propriamente lunar, o qual a própria Ártemis também possui. Tal como Ártemis, exibe uma faceta violenta e sanguinária, vingativa, embora Se notabilize pelo Seu lado mais pacífico e protector.

Os Seus santuários mais antigos ficavam em Cápua - onde é conhecida como Diana Tifatina, ou Diana de Tifata, montanha situada a norte de Cápua, e onde Lhe é consagrada uma corça, símbolo de longevidade, garante da existência da cidade, o que traz repentinamente à memória o facto de que o romano Sertório conseguiu a estima e a admiração dos Lusitanos ao afirmar que se comunicava com uma corça mágica, e é de notar que a Deusa Diana foi das Deidades mais adoradas na Lusitânia - e em Arícia, povoação vizinha de Roma. Nesta última localidade, o Seu templo estava situado mais precisamente no bosque de Nemus. O facto de este local de culto estar associado a escravos pode ter a ver com a total liberdade de que estes gozavam no dia 13 de Agosto.

Aqui, no bosque de Nemus, onde Lhe chamam Diana Nemorensis, a Sua dimensão florestal é talvez mais notoriamente marcada, pois que «Nemus» significa «bosque», com sentido sagrado, o que se torna particularmente interessante se se tiver em conta que «Nem», nas línguas célticas, significa ao mesmo tempo «Sagrado» e «Céu», estando na raiz da palavra «Nemeton», a qual por sua vez significa precisamente «Bosque Sagrado». Esta semelhança etimológica não surpreende quando se sabe que o Latim e o Celta são da mesma origem: partem do grande ramo Celto-Italiota da família Indo-Europeia ocidental. Em território hoje português, pouco a norte do Douro, viveram os Nemetati. Na Galiza registou-se a existência de «Nemetóbriga», já nos tempos da Romanização. Na Ásia Menor, actual Turquia, existiu uma povoação com o nome de Drunemeton.

O santuário de Nemi, de origem latina, perto de Roma, teria sido, de acordo com a tradição romana, fundado por Egerius Baebius ou Laevius, ditador latino que representava várias povoações, tais como Aricia, Tusculum, Tibur e Lanuvium, entre outras. Outro possível fundador poderá ter sido Manius Egerius. Entretanto, uma tradição estrangeira atribuía o surgimento do santuário ao herói helénico Orestes, o qual, depois de matar o rei Thoas do Queroneso Táurico (Crimeia), fugira com a sua irmã para Itália, trazendo consigo o culto de Diana Táurica. Em Nemi havia uma outra Deidade, associada a Diana, que era Vírbio – e Vírbio tinha com Diana uma relação similar à de Hipólito e Ártemis: um Deus jovem e moribundo e uma Deusa Mãe telúrica que O ressuscita, esquema assaz conhecido e divulgado no Mediterrâneo Oriental, classicamente representado pelo mito de Cíbele e Átis, Osíris e Ísis, Afrodite e Adónis… Aparentemente, os Romanos achavam que Vírbio era o mesmo que Hipólito.

Segundo Estrabão e Ovídio, vivia nos montes da floresta de Nemi um sacerdote-rei (Rex Nemorensis) que, em determinadas circunstâncias, tinha de lutar com quem o desafiasse, isto porque quem quisesse ocupar o lugar deste monarca tinha de o matar, golpeando-o com um ramo arrancado de certa árvore. Pode haver aqui uma semelhança com mitos célticos.

O templo de Diana mais importante foi o do monte Aventino, edificado antes de 509 a.c. ou 244 A.U.C. pelos Romanos com o intuito de colocar a confederação das cidades do Lácio sob a protecção da Deusa

A igreja tentou abafar o Seu culto com a instituição da Assunção de Maria, no dia 15 deste mês - mas Diana permaneceu viva nas tradições populares dos povos meridionais onde a Romanidade deixou vestígios.


Nas colónias ou províncias imperiais o culto de Diana assumiu diferentes formas.


Na obra «Guia Arqueológica de España», pode ler-se:

«Os Romanos conquistaram a povoação e chamaram-lhe Saltus Dianae, ou Santuário de Diana, mas na escavação arqueológica do local não se encontrou até ao momento nenhum templo, apenas inscrições e moedas romanas.»

É possível que o topónimo Font Janina (em Catalão) ou Ribagorza Fonchanina (em Castelhano), seja vestígio da Deusa, visto que se encontra nessa zona uma montanha com silhueta de mulher.


E que dizer do caso português?


A Crónica Geral de Espanha, texto medieval, dá a conhecer um mito segundo o qual o nome «Lusitânia» deriva do facto de Hércules ter por aqui passado e resolvido dedicar jogos à Deusa Diana (Ludi + Diana = Lusitânia).

Entretanto, o templo de Évora é popularmente conhecido como o «templo de Diana», apesar de provavelmente ter sido local de culto imperial. 

Voltando agora ao concreto e sabido, registam-se em várias da Europa Meridional algumas palavras que derivam de Diana, não apenas em etimologia, mas também, de certo modo, em significado:


Janas: espécie de espíritos femininos da Floresta, usualmente referidos no plural (diz-se «Jãs» no Algarve);

Ja: bruxa, em Português (cai o n entre as vogais, tal como sucede em manu>mão, característica tipicamente galaico-portuguesa);
Xanas: o mesmo que Janas, mas nas Astúrias e estando aí ligadas às fontes e nascentes, como as Camenas latinas, que eram também adoradas em Roma no dia XIII de Agosto;
Jana: pesadelo, em Occitano (língua do sul de França);
Yana: bruxa, en Sardo logudorês (língua da Sardenha);
Zâna: fada, em Romeno;
Zanë: fada, em Albanês; é também uma personagem mitológica albanesa que protege os heróis e, tal como Diana e Ártemis, tem um animal acompanhante, que, no caso, é uma javali ou uma cabra.

 Xana, Jana ou Jã


O folclore europeu situa as Janas em locais como este

É de lembrar que na Antiguidade tardia ou nos primórdios da Idade Média, um certo evangelizador, S. Martinho de Braga, denunciava o culto das Dianas...
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Parte deste artigo deriva de um texto apresentado no forum religioso da organização norte-americana Nova Roma, da autoria de Arnamentia Moravia Aurelia, Sacerdos Dianae (Sacerdotisa de Diana) e de Lucia Modia Lupa, Sacerdos Dianae, duas modernas sacerdotisas de Diana.

segunda-feira, agosto 14, 2017

SOBRE O GANGUE MUÇULMANO QUE EXPLORAVA SEXUALMENTE JOVENS BRANCAS EM INGLATERRA

Jovens mulheres e raparigas, vulneráveis ou menores de idade, eram o alvo de uma rede sexual que actuava em Newcastle, levando-as para festas, recorrendo a drogas para lhes abater os sentidos, para então abusarem delas. No total, 17 homens e uma mulher foram condenados por terem participado ou sido cúmplices com uma série de crimes que envolvem violação, administração de drogas e incitamento à prostituição. O caso desdobrou-se numa série de processos levados à barra do Newcastle Crown Court.
Mais velhos, os homens agiam de forma organizada, buscando adolescentes e jovens imaturas, fazendo-se valer de drogas recreativas - desde cocaína, a canabis, álcool ou mefedrona -, para persuadi-las a manterem relações sexuais em festas às quais eram atraídas num sem número de esquemas de aliciamento. Estas festas eram chamadas de "sessões".
A polícia de Northumbria pôs-se em campo depois de ter recebido uma série de denúncias da parte de assistentes sociais. Na sua investigação, foram entrevistadas inicialmente 108 potenciais vítimas. No decurso de quatro julgamentos, foram ouvidos os testemunhos de 20 jovens que foram vítimas desta rede num período compreendido entre 2011 e 2014.
Os condenados eram na sua maioria cidadãos britânicos, tendo nascido no Reino Unido, embora fossem filhos de imigrantes do Bangladesh, Paquistão, Índia, Iraque, Irão e Turquia, integrando estas comunidades imigrantes na zona do West End de Newcastle.
As autoridades chegaram aos suspeitos na sequência de operações de âmbito mais alargado e cobrindo uma série de casos de exploração sexual de menores. Assim, esta Operação Shelter (Abrigo) foi um ramo que se separou do tronco de uma operação mais vasta chamada Sanctuary (Santuário). No seu âmbito, foram já condenadas mais de 100 pessoas por uma série de delitos que têm como linha condutora o recurso a drogas em esquemas de escravatura, com múltiplas condenações por posse de armas de fogo, e sentenças de prisão que, globalmente, ultrapassam já os 300 anos.
Dada a sensibilidade e o receio de que as notícias pudessem conduzir a uma escalada nos crimes de ódio em Newcastle, quando a polícia deixou de actualizar a informação relativamente aos desenvolvimentos, num esforço para evitar prejudicar o trabalho do Ministério Público, abriu-se um vazio que logo foi ocupado pela especulação, com a Extrema-Direita a aproveitar esta situação para dizer que a verdade estava a ser escondida do público por motivos políticos.
Seja como for, o quadro que foi emergindo à medida que a narrativa era montada pelos testemunhos ouvidos pelos tribunais, houve quem defendesse que por trás dos abusos cometidos por estes homens de meia idade e pertencentes a comunidades imigrantes de origem asiática estão motivações "profundamente racistas".
Lord MacDonald, o antigo Procurador Geral, fez declarações incendiárias à BBC em que defendia que os episódios em Newcastle configuram uma situação em que homens muçulmanos actuam como predadores de jovens brancas, e se "nem todos os crimes sexuais recaem sobre uma comunidade em particular, existe um problema particular com alguns homens de algumas comunidades que encaram estas jovens brancas como se fossem o lixo à disposição para as suas fantasias sexuais".
Embora polémicas, nas suas declarações Macdonald parafraseou aquilo que disse no decurso do julgamento um dos homens condenados. Em frente ao juiz, o acusado garantiu que as mulheres brancas de quem tinham abusado não foram vítimas, mas estavam a pedi-las, tratando-se de "lixo" que "só serve para isso".
Todos os detidos são de origem asiática ou do Médio Oriente e todas as vítimas são mulheres brancas, com idades compreendidas entre os 15 e os 26 anos. O caso está a ter enorme repercussão pública, e há vários membros do parlamento britânico que defenderam publicamente que se aplique uma agravante racial nos crimes de Newcastle e outros semelhantes. Muitos responsáveis políticos dizem que está na hora de deixar a correcção política de lado e assumir o quanto o racismo é um factor central nestes modelos de crime organizado.
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Fonte: https://sol.sapo.pt/artigo/576244/o-sex-gang-de-muculmanos-racistas-que-abusava-de-jovens-brancas

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Finalmente, chega aos média cá do burgo um tema que já tem mais de dez anos, pois que há bem mais de dez anos que o partido nacionalista inglês BNP andava a denunciar os crimes de gangues muçulmanos contra raparigas brancas, como aqui se referiu diversas vezes...

ESTÁTUA DE DIVINDADE CHINESA COBERTA NA INDONÉSIA PARA NÃO IRRITAR MUÇULMANOS



Na província de Java, Indonésia, a estátua de uma Divindade chinesa, com vários metros de altura, foi coberta por um vasto lençol depois da pressão muçulmana local para que o ídolo não pudesse estar à vista.
A estátua constitui uma representação do general chinês Guan Yu, do século III, que veio a ser adorado como Deus em diversas religiões chinesas.  Há várias estátuas desta entidade em diversos locais do mundo, sendo esta a maior do sudeste asiático. Contra a exposição deste monumento em Tuban, edificado há um mês, ergueu-se uma campanha muçulmana que começou na Internet e depressa se disseminou até chegar aos portões do templo confuciano (da religião de Confúcio) em que a estátua se encontra. Os activistas muçulmanos condenaram a estátua como uma afronta «incivilizada» ao Islão e à população nativa da ilha; uma multidão reuniu-se junto à legislatura de Java Oriental, na cidade de Surabaya, para exigir a destruição da imagem.
Deve notar-se que nos últimos anos várias estátuas, consideradas como contrárias ao Islão, foram destruídas ou vandalizadas na Indonésia; neste país vários templos chineses têm sido incendiados. 
Cobrir a estátua com um lençol foi a proposta dos dirigentes do templo depois de terem sido pressionados pelas autoridades religiosas governamentais.
A Indonésia é o maior país muçulmano do mundo. Aí, a minoria étnica chinesa - que é sobretudo de religião cristã, budista ou confuciana - constitui menos de cinco por cento da população total do país. Esta minoria tem nos últimos tempos sido perseguida por incitação de muçulmanos
Um dos muçulmanos que organizou os protestos explica a posição da sua hoste a respeito da estátua: «Na verdade, podemos permitir-lhes a construção da estátua, desde que não seja tão alta e que esteja dentro do templo, não fora dele. Somos tolerantes.»
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Fonte: https://mobile.nytimes.com/2017/08/10/world/asia/indonesia-chinese-statue-islam-muslims-protest-guan-yu.html?smid=fb-nytimes&smtyp=cur&referer=https%3A%2F%2Flm.facebook.com%2Fl.php%3Fu&h=ATPGaCBh8LAuVZK5TrmxFrBObEneMI4pnsTbMi5T8rU4RAONb9Y9JTqmqQsuzw_LgCcdKBQA2_dIcoGuE7dG20GF5smUna4NClcLy9JKdRGJ5sU97vzAV9cUADE3Xib-YHzn69peRXSermeJ8I7VOI4uywED&enc=AZMvL0h86J-vhcpwobcsjNKDBO9Hm1o3Wo1bmIsFEXutBHL7Mw60LQ2smNP7Jj_vYxBUMi1dZZYQccdMD5mS5a5Xl1VxjlVcULV2_nUVTEvYN5WIIIF46jhJQsXgaARPzFuxkAfHmOJdUSbdeSNyTFUiqd0y0onYKirajZxvFlJyBYTtzEalFZNmk4OYdvWQNtzUeMK2PcQwruquM_Gq16WEnuGVhfi_67Ylay1v6MVmVGf-8_QsxtZ_EcZQK--zkHSoVCEzfwTVHc9pnZXlnJ7KaT2ClQHTcd9gpC0GWNLY0UlCuFcdVQpbywiu91PtpOD265WUSvpS2a78gg6EYjMV&s=1

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É mais uma demonstração do real significado do conceito de «tolerância» na boca de muçulmanos. Os fulanos que exigem a abolição da imagem da divindade pagã não são provavelmente terroristas do Daesh ou califado. São, eventualmente, cidadãos muito normais e bem integrados num país maioritariamente muçulmano que contam com o apoio do próprio governo muçulmano, como acima se lê. Isto é o Islão, um credo que não aceita em caso algum a igualdade de religiões e exige estar legalmente acima de todas as outras por se considerar como única portadora da verdade toda e tendo por isso o direito de impor uma posição de subordinação aos grupos religiosos não muçulmanos. Isto é em toda a linha visceralmente incompatível com o Ocidente e não o perceber a tempo de travar a disseminação demográfica de muçulmanos em solo europeu pode tornar-se num erro mortal para a Europa.


ANTÓNIO COSTA SUGERE A PROFESSORES PORTUGUESES QUE EMIGREM

Há quatro anos, Pedro Passos Coelho lançou um desafio polémico aos desempregados com habilitações: emigrem, alarguem horizontes. Hoje foi a vez de António Costa dizer praticamente a mesma coisa aos professores que não conseguem colocação. O primeiro-ministro disse que o compromisso do Presidente francês sobre o ensino do Português é uma oportunidade para muitos professores de Português que não têm trabalho em Portugal.
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Fonte: http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2016-06-13-Antonio-Costa-sugere-aos-professores-de-Portugues-sem-colocacao-que-emigrem   -   Página com vídeo incorporado.

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Não surpreende que o chefe da malta que hoje manda no País diga uma destas, a mesma que o seu oponente que dirige o maior partido da oposição disse quando era primeiro-ministro: ambos são dirigentes de partidos típicos da elite reinante, feita de gente naturalmente desenraizada. Se o capital não tem pátria, a elite ocidental não só não a tem como até faz os possíveis para a destruir.

SEIS MESES DE PRISÃO POR CHICOTEAR CÃO

O vídeo de 37 segundos é bem claro: no quintal de casa, José Ricardo, de 42, eleva o seu cão de raça jack russell pela patas traseiras e dá-lhe duas chicotadas. Depois, deixa o animal cair e dá-lhe um pontapé violento. Por este acto de crueldade contra o cão, o português, emigrado em França, vai passar os próximos seis meses na prisão. 
Há muito que os vizinhos ouviam os latidos de aflição de ‘Joker’, um cão de apenas dois anos, vindos do quintal de uma casa em Villeneuve-Saint-Georges, sul de Paris. Foi então que um vizinho decidiu filmar o que se passava, escondido. Um acto que levou a que o português fosse condenado na passada quinta-feira.
O vídeo foi entregue a uma associação de defesa de animais da zona, no início da semana passada, que depois apresentou queixa junto da polícia. Nesse mesmo dia, José Ricardo foi detido. Confrontado em tribunal por um juiz, José Ricardo – já com antecedentes criminais por tráfico de droga – disse apenas que estava a dar um correctivo em ‘Joker’. "Eu amo muito o meu cão. Nunca lhe bati por maldade", disse o arguido, que trabalha por contra própria como serralheiro. "Agarrar o cão pelas patas, bater-lhe com uma vara, e dar-lhe um pontapé como se fosse uma bola de futebol é um acto de crueldade", disse o procurador.
José Ricardo vai ficar ainda proibido de ter animais de estimação nos cinco anos seguintes à pena. Já ‘Joker’ foi entregue a uma nova família.
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Fonte: http://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/seis-meses-preso-por-chicotear-cao?ref=portugal_MaisVistas

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Um bom sinal de evolução no quotidiano europeu - o caminho para a normalização da defesa intransigente dos animais no sentido de que deixem cada vez mais de ser vistos como objectos.

SOBRE A DISSEMINAÇÃO DE DOENÇAS INFECTO-CONTAGIOSAS NA ALEMANHA COMO RESULTADO DA IMINVASÃO ORIUNDA DE FORA DA EUROPA

A um candidato a asilo do Iémene, que teve o visto negado, foi cedido abrigo numa igreja do norte da Alemanha para evitar que fosse deportado, ao que tudo indica, por ter infectado mais de 50 crianças alemãs com uma cepa altamente contagiosa de tuberculose. O homem, a quem foi dado abrigo numa igreja em Bünsdorf, entre Janeiro e Maio de 2017, tinha frequente contacto com as crianças, algumas com menos de três anos de idade, que frequentavam uma creche nas dependências do abrigo. Deu entrada num hospital de Rendsburg em Junho e posteriormente diagnosticado com tuberculose - uma doença que só recentemente chamou a atenção dos Alemães.
As autoridades sanitárias locais dizem que, além das crianças, pais e professores, os paroquianos também estão a passar por exames para o diagnóstico da doença, que pode aparecer meses ou mesmo anos após a exposição. Ainda não está claro se o homem passou pelos devidos exames médicos assim que chegou à Alemanha ou se é uma das centenas de milhares de imigrantes que entraram sorrateiramente.
A ameaça de um surto de tuberculose dirigiu mais uma vez o holofote sobre a intensificação do risco de doenças infecciosas na Alemanha, desde que a chanceler Angela Merkel permitiu a entrada de cerca de dois milhões de migrantes de África, Ásia e Médio Oriente.
Um novo estudo que acaba de ser divulgado pelo Instituto Robert Koch (IRK), principal instituição do governo federal para a monitorização e prevenção de doenças, confirma que houve um aumento generalizado da doença desde 2015, quando a Alemanha acolheu um número jamais visto de imigrantes.
O Relatório Epidemiológico Anual de Doenças Infecciosas - publicado em 12 de Julho de 2017 apresenta dados sobre a situação das mais de 50 doenças infecciosas existentes na Alemanha em 2016 - proporciona o primeiro vislumbre sobre as consequências na saúde pública do gigantesco influxo de imigrantes ocorrido no final de 2015.
O estudo revela uma subida na incidência da conjuntivite adenoviral, botulismo, varíola, cólera, criptosporidiose, dengue, equinococose, Escherichia coli enterohemorrágica, giardíase, hemofilia, influenza, hantavírus, hepatite, febre hemorrágica, HIV/SIDA, hanseníase, febre recorrente, malária, sarampo, doença meningocócica, meningoencefalite, papeira, paratifoide, rubéola, disenteria bacteriana, sífilis, toxoplasmose, triquinose, tuberculose, tularemia, tifo e coqueluche.
A Alemanha − pelo menos até agora − desvencilhou-se do pior dos mundos: a maioria das doenças tropicais e exóticas trazidas para o país pelos imigrantes foi contida, não há registo de pandemias. As doenças mais comuns, no entanto, muitas das quais estão directamente ou indirectamente ligadas à imigração em massa, estão aumentando, de acordo com o estudo.
A incidência da Hepatite B, por exemplo, saltou 300% nos últimos três anos, segundo o IRK. O número de casos registados na Alemanha foi de 3.006 em 2016, um salto dos 755 casos ocorridos em 2014. A maioria dos casos, segundo consta, limita-se a imigrantes não vacinados do Afeganistão, do Iraque e da Síria. A incidência de sarampo na Alemanha saltou em mais de 450% entre 2014 e 2015, o número de casos de varíola, meningite, papeira, rubéola e coqueluche também aumentou. Os imigrantes também representaram pelo menos 40% dos novos casos de HIV/SIDA identificados na Alemanha desde 2015, de acordo com outro relatório do IRK.
É possível que as estatísticas do IRK revelem apenas a ponta do iceberg. O número de casos registados de tuberculose, por exemplo, foi de 5.915 em 2016, um salto dos 4.488 casos em relação a 2014, um aumento de mais de 30% naquele período. Há médicos, no entanto, que acreditam que o número de casos de tuberculose é muito maior e acusam o IRK de minimizar a ameaça, com o intuito de evitar botar mais lenha na fogueira nos sentimentos anti-imigração.
Em entrevista concedida à revista Focus, Carsten Boos, cirurgião ortopedista, alertou que as autoridades alemãs desconhecem o paradeiro de centenas de milhares de imigrantes que podem estar infectados. Acrescentou que 40% de todos os agentes patogénicos da tuberculose são resistentes a múltiplos fármacos e, portanto, inerentemente perigosos para a população em geral:
"Quando os candidatos a asilo vêm de países com alto risco de infecção pela tuberculose, o IRK, sendo o mais alto órgão alemão de protecção contra infecções, não deveria minimizar o perigo. Um instituto federal usa de correcção política para acobertar a desagradável realidade?
"Os média denunciam que em 2015 a polícia federal registou a entrada de cerca de 1,1 milhões de refugiados. Foram enviadas de 700 mil a 800 mil pedidos de asilo e 300 mil refugiados desapareceram. Foram eles observados? São de países de alto risco?
"A impressão que se tem no IRK é que não há comunicação entre os departamentos".
Os jornais alemães publicaram uma torrente de artigos sobre a dimensão da crise da saúde pública em relação aos imigrantes. Os artigos frequentemente citam profissionais de saúde com experiência de primeira mão no tratamento de imigrantes. Muitos admitem que a imigração em massa aumentou o risco de surgimento de doenças infecciosas na Alemanha. Algumas manchetes:
"Refugiados Muitas Vezes Trazem Doenças Desconhecidas ao País Anfitrião", "Refugiados Trazem Doenças Raras a Berlim", "Refugiados em Hesse: Volta de Doenças Raras", "Refugiados Muitas Vezes Trazem Doenças Desconhecidas para a Alemanha", "Especialistas: Refugiados Trazem Doenças "Esquecidas", "Triplica o Número de Casos de Hepatite B na Baviera", "Casos de Solitária na Alemanha Aumentam Mais de 30%", "Doenças Infecciosas: Refugiados Trazem Tuberculose", "Tuberculose na Alemanha em Ascensão Novamente, Principalmente nas Grandes Cidades: Causadas pela Imigração e pela Pobreza", "Refugiados Trazem Tuberculose", "Mais Doenças na Alemanha: Tuberculose está de Volta" , "Profissional da Saúde Teme Volta da Tuberculose Devido à Onda de Refugiados"; "Acentuado Aumento de Tuberculose em Baden-Württemberg: Migrantes Frequentemente Afectados"; "Especialista: Política de Refugiados Responsável pelo Surto de Sarampo", "Sarna em Alta na Região do Reno, Norte da Westphalia", "Doenças Quase Esquecidas como a Sarna Voltam à Bielefeld", "Entra em Contacto com Refugiados? Fique atento" e "Refugiados: Ampla Gama de Doenças".
No auge da crise dos imigrantes em Outubro de 2015, Michael Melter, médico-chefe do Hospital Universitário de Regensburg, relatou que estavam chegando imigrantes ao hospital com doenças que quase nunca foram vistas na Alemanha. "Algumas delas eu não via há 20 ou 25 anos", salientou ele, "muitos dos meus colegas mais novos nunca as viram".
Marc Schreiner, director de relações internacionais da Federação Alemã de Hospitais (Deutschen Krankenhausgesellschaft), ecoou a inquietação de Melter:
"Nos postos de saúde é cada vez mais comum ver pacientes com doenças consideradas erradicadas na Alemanha, como por exemplo a sarna. Essas doenças devem ser diagnosticadas de forma confiável, o que é um desafio".
Christoph Lange, especialista em tuberculose do Centro de Pesquisa Borstel, afirmou que os médicos alemães não estavam familiarizados com inúmeras das doenças importadas pelos imigrantes: "seria positivo se as doenças tropicais e outras doenças raras no nosso meio tivessem um papel mais importante no treinamento dos médicos".
A Sociedade Alemã de Gastroenterologia, Doenças Digestivas e Metabólicas realizou recentemente um congresso de cinco dias em Hamburgo para ajudar profissionais da saúde a diagnosticarem doenças raramente vistas na Alemanha. Entre elas encontram-se:
Febre Recorrente: no decorrer dos últimos dois anos, pelo menos 48 pessoas foram diagnosticadas com febre recorrente na Alemanha, doença desconhecida no país antes da crise migratória de 2015 de acordo com o relatório do IRK. A doença, que é transmitida por piolhos alojados no vestuário, é lugar comum nos migrantes da África Oriental que estavam a caminho há meses para aportarem na Alemanha com a mesma roupa no corpo. "Já tínhamos esquecido a febre recorrente", assinalou Hans Jäger, médico que trabalha em Munique. "A doença leva a óbito até 40% dos enfermos se não for diagnosticada e não for tratada com antibióticos. Os sintomas são parecidos com os da malária: febre, dor de cabeça, erupção cutânea".
Febre de Lassa: em Fevereiro de 2016 um paciente que a havia contraído no Togo, África Ocidental, foi tratado e veio a óbito na Alemanha. Após a sua morte, uma infecção pelo vírus da Lassa foi confirmada noutra pessoa que teve contacto profissional com o corpo do falecido. O paciente ficou de quarentena e sobreviveu. Esta foi a primeira transmissão documentada do vírus da Lassa na Alemanha.
Dengue: Quase mil pessoas foram diagnosticadas com dengue, doença tropical transmitida por um mosquito, na Alemanha em 2016. Isto constitui um salto de 25% desde 2014, quando 755 pessoas foram diagnosticadas com a doença.
Malária: o número de pessoas diagnosticadas com malária saltou dramaticamente em 2014 (1.007) e 2015 (1.063), caindo ligeiramente em 2016 (970). A maioria dos infectados contraiu a doença em África, principalmente na República de Camarões, Gana, Nigéria e no Togo.
Equinococose: entre 2014 e 2016, mais de 200 pessoas na Alemanha foram diagnosticadas com a Equinococose, uma verminose. Isto representa um salto de cerca de 30%. Os enfermos contraíram a doença no Afeganistão, Bulgária, Grécia, Kosovo, Iraque, Macedónia, Marrocos, Síria ou Turquia.
Difteria: entre 2014 e 2016 mais de 30 pessoas foram diagnosticadas com difteria na Alemanha. Os infectados contraíram a doença na Etiópia, Eritreia, Líbia, Sri Lanka ou Tailândia.
Sarna: entre 2013 e 2016 o número de pessoas diagnosticadas com sarna na região do Reno, Norte da Westphalia saltou quase 3.000%.
Enquanto isso, a Alemanha está diante de um surto de sarampo que as autoridades sanitárias ligaram à imigração da Roménia. Cerca de 700 pessoas foram diagnosticadas com sarampo na Alemanha nos primeiros seis meses de 2017, em comparação com 323 casos em 2016, de acordo com o Instituto Robert Koch. O surto de sarampo espalhou-se em todos os 16 estados da federação alemã excepto em Mecklenburg-Vorpommern, estado este com uma população imigrante extremamente reduzida.
O epicentro da crise de sarampo encontra-se na região do Reno, Norte da Westphalia (NRW sigla em inglês), o Estado mais populoso da Alemanha e também o Estado com o maior número de imigrantes. Cerca de 500 pessoas foram diagnosticadas com sarampo na NRW nos primeiros seis meses de 2017. A maioria dos casos foi registada em Duisburg e Essen, onde uma mãe de 37 anos de idade, com três filhos veio a óbito em Maio, em consequência da doença. Surtos de sarampo também foram registados em Berlim, Colónia, Dresden, Hamburgo, Leipzig, Munique e Frankfurt, onde um bebé de nove meses foi diagnosticado com a doença.
Em 1º de Junho de 2017, o Parlamento Alemão aprovou uma nova lei, polémica, exigindo que jardins de infância informem as autoridades alemãs caso os pais não apresentem provas que consultaram um médico acerca da vacinação dos seus filhos. Os pais que se recusarem a cumprir a lei estarão sujeitos a pagar uma multa de US$2.850. "Não podemos ser indiferentes ao facto das pessoas ainda estarem morrendo de sarampo" ressaltou o Ministro da Saúde da Alemanha Hermann Gröhe. "É por isso que estamos endurecendo a regulamentação no tocante à vacinação".
Há quem diga que a nova lei não é suficientemente rigorosa. Há quem defenda que as vacinas devam ser obrigatórias para todos na Alemanha. Outros dizem que a lei está indo longe demais e que infringe a privacidade garantida pela constituição alemã. Eles acrescentam que os pais, não o governo, devem decidir o que é melhor para os seus filhos. Persistem as consequências da política de portas abertas para a imigração da chanceler Merkel.
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Soeren Kern é Colaborador Sénior do Gatestone Institute de Nova Iorque.
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Fonte: https://pt.gatestoneinstitute.org/10769/alemanha-migrantes-infecciosas

BATALHA DE ALJUBARROTA


No dia 14 de Agosto de 1385 as forças portuguesas lideradas no terreno por D. Nuno Álvares Pereira e D. João I derrotaram pesadamente as tropas castelhanas de D. Juan I. Estas traziam consigo cavaleiros franceses, bem como combatentes italianos; do lado de Portugal, estava um contingente de arqueiros ingleses, com os seus então temidos «longbow», ou arco longo, terror dos inimigos da velha Albion.
Nesta ocasião, todo o povo se levantou pela causa nacional, tendo, na quase lendária padeira de Aljubarrota, um símbolo assaz significativo: mulher forte, guerreira, lutando ao lado dos homens, fazendo lembrar referências às antigas mulheres celtas, que alegadamente combatiam por vezes ao lado dos maridos. Coincidentemente, até o seu nome próprio, Brites, evoca a antiga celticidade.
Pode ler-se mais sobre a batalha aqui
Para saber mais sobre a efeméride, e sobre actuais actividades a seu respeito, aceder a esta página.


Permanece o exemplo colectivo de um povo que pela independência da sua estirpe enfrentou um oponente consabidamente imperialista e cuja superioridade numérica ganha laivos de inverosimilhança quando se sabe que perdeu; entretanto, os Portugueses, é bom lembrar, tinham a elite do seu próprio país contra si, uma vez que o grosso da nobreza e do alto clero de Portugal estava por Castela. Esta foi pois uma vitória do povo, até mesmo ao nível do aspecto técnico-militar, uma vez que parece ter-se tratado de uma das primeiras ocasiões na história medieval militar da Europa em que uma massa de combatentes a pé - portanto, usualmente de origem plebeia - consegue, mesmo em desvantagem numérica, levar de vencida a cavalaria. Uma vitória que só pôde acontecer porque quem estava em franca desvantagem no que ao número diz respeito não se deixou ficar numa derrota prévia, antes cumpriu o seu dever para com a Nação, quaisquer que fossem as consequências, conseguindo por isso fazer história que ainda não estava feita, permitindo que brilhassem os defensores da Nacionalidade a todos os níveis, do mestre de Avis que, mesmo sendo bastardo lutou pelo seu poder, e também de D. Nuno Álvares Pereira, sempre inspirado na pérola da cultura tradicional europeia que é a literatura arturiana - mais concretamente na figura de Galaaz ou Galaad, cavaleiro do Graal, modelo pessoal do Condestável - à supracitada padeira de Aljubarrota, Brites, imagem como que telúrica, primordial, talvez ecoando a de antigas Deusas da Guerra Cujo sopro move a grei.

domingo, agosto 13, 2017

A MAIOR CELEBRAÇÃO RELIGIOSA DE UMA NAÇÃO ÁRICA JUNTO À EUROPA


Celebração da Navasard, começo do novo ano, no templo pagão de Garni, na Arménia, a 11 de Agosto, data em que o herói-fundador Hayk Nahapet venceu Bel. 
Em Arménio, «Nava» significa «novo» e «sard» significa «ano». 
Segundo a tradição arménia, neste dia os Deuses desciam à terra e banhavam-se no rio Aratsani para depois regressarem ao céu, onde celebrariam o festival.
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Fonte: https://www.facebook.com/arordi666/posts/1415889771780910





MAIS DE CEM PESSOAS EM PROTESTO CONTRA A TOURADA NA FIGUEIRA DA FOZ


Um grupo de cidadãos uniu-se na Praça da Europa para um desfile com destino à Praça de Touros da Figueira da Foz, em protesto contra as Touradas, numa fase inicial eram cerca de 80 participantes mas o grupo de contestatários acabou por passar a centena de elementos.
Este grupo foi enquadrado por duas viaturas e seis agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP), e no total percorreram cerca de 1,5 km até chegarem ao Coliseu.
Na frente do grupo encontrava-se uma faixa onde se lia "Sofrimento como Diversão na Figueira Não" e foi com este mote que se realizou este protesto contra as práticas tauromáquicas na Figueira da Foz.
A manifestação decorreu calmamente sem qualquer tipo de confrontos com os aficionados das corridas de touros, que se encontravam no Coliseu Figueirense.
O protesto dirigiu-se aos adeptos das touradas mas também à autarquia da Figueira da Foz, que as autoriza este tipo de eventos.
Recorde-se que este é um tema muito sensível e fracturante na sociedade figueirense, uma vez que há muita gente a favor das práticas tauromáquicas, mas também muita gente que defende abolição das mesmas práticas.
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Fonte: http://www.fozaominuto.com/2017/08/mais-de-uma-centena-de-pessoas.html?spref=fb

SOBRE O EVENTO NACIONALISTA DE CHARLOTTESVILLE


Centenas de homens e mulheres carregando tochas, fazendo saudações nazis e gritando palavras de ordem contra negros, imigrantes, homossexuais e judeus.
Foi a cena - surreal, para muitos observadores - que desfilou aos olhos da pacata cidade universitária de Charlottesville, no Estado americano de Virgínia.
O protesto, na noite de sexta-feira, foi descrito pelos participantes como um aquecimento para o evento "Unir a Direita", que acontece na tarde deste sábado na cidade e promete reunir mais de mil pessoas, incluindo os principais líderes de grupos associados à Extrema-Direita no país.
A cidade, de pouco mais de 50 mil habitantes e a apenas duas horas de Washington, foi escolhida como palco dos protestos após anunciar que pretende retirar uma estátua do general confederado Robert E. Lee de um parque municipal.
Durante a Guerra Civil do país (1861-1865), os chamados Estados Confederados, do sul americano, buscaram independência para impedir a abolição da escravatura. Actualmente, várias cidades americanas vêm retirando homenagens a militares confederados - o que tem gerado alívio, de um lado, e fúria, de outro.
Os participantes do protesto desta sexta-feira carregavam bandeiras dos Confederados e gritavam palavras de ordem como: "Vocês não nos vão substituir", em referência a imigrantes; "Vidas Brancas Importam", em contraposição ao movimento negro Black Lives Matter; e "Morte aos Antifas", abreviação de "anti-fascistas", como são conhecidos grupos que se opõem a protestos neonazis.
Estudantes negros do campus da universidade da Virgínia, onde ocorreu a marcha, e jovens que se apresentavam como anti-fascistas tentaram fazer uma "parede-humana" para impedir a chegada dos manifestantes à parada final do marcha, uma estátua do terceiro presidente americano, Thomas Jefferson.
"Fogo! Fogo! Fogo!", gritavam os manifestantes, enquanto se aproximavam do grupo de estudantes.
Em número bem menor, o grupo que fazia oposição à marcha foi expulso da estátua em poucos minutos. A reportagem flagrou homens lançando tochas sobre os estudantes, enquanto estes, por sua vez, dispararam spray de pimenta nos olhos dos oponentes.
A polícia, que acompanhou todo o protesto de longe, interviu e separou os dois grupos, enquanto ambulâncias se deslocavam ao local para socorrer feridos pelo confronto.
"Esta manifestação é ilegal", afirmou um dos oficiais aos manifestantes, que se afastaram. A polícia não confirmou se houve presos.
Nazis
"Sim, eu sou nazi, eu sou nazi, sim", afirmou um homem, em frente à reportagem, durante uma discussão com um dos membros do grupo opositor.
Ao contrário das especulações anteriores, a marcha incluiu muitas mulheres, que também seguravam tochas.
A BBC Brasil conversou com um pai e uma mãe que levaram a filha de 14 anos ao protesto. "Aprendi com o meu pai que precisamos de defender a raça branca e hoje estou a passar este ensinamento à minha filha", afirmou o pai.
"Se não fizermos algo, seremos expulsos do nosso próprio país", disse a mãe. A conversa foi interrompida por um homem forte e careca. "Vocês estão a falar com um estrangeiro. Olha o sotaque dele!", afirmou, rindo, em referência ao repórter.
A família afastou-se e juntou-se ao coro, que cantava "Judeus não nos vão substituir". Os três seguravam tochas.
Outro homem afirmou que estava ali porque "têm o direito de se expressar".
"Gays, negros, imigrantes imundos, todos eles se manifestam e recebem apoio por isso. Porque quando os homens brancos decidem gritar pelos seus direitos e sua sobrevivência vocês fazem esse escândalo?", perguntou o homem a um grupo de jornalistas.
Perto dali, sozinho, um rapaz jovem estendia a mão e fazia uma saudação nazi, enquanto era fotografado por foto-jornalistas e gritava: "Vocês não nos vão substituir".
As tochas são uma marca da Ku Klux Klan, grupo fundado pouco depois da guerra por ex-soldados confederados - derrotados no conflito. Originalmente concebida como um clube recreativo, a KKK rapidamente começou a promover a violência contra populações negras do sul dos EUA.
Por muitas décadas, grupos supremacistas brancos promoveram linchamentos, enforcamentos e assassinatos de negros.
Não houve referências ao presidente americano Donald Trump durante todo o acto. Mas as críticas à imprensa eram constantes e faziam coro com o slogan de Trump: "Não temos medo de 'fake news', seus mentirosos".
Chorando muito, uma estudante era amparada por amigos. "É pior do que a gente pensava. É muito pior. Isto vai virar um inferno."
"A negra está assustada!", gritou uma mulher, rindo junto a um grupo de homens portando tochas.
Alt-right
O presidente de Charlottesville divulgou uma nota após a marcha, classificando o acto como "uma parada covarde de ódio, fanatismo, racismo e intolerância".
"A Constituição permite que toda a gente tenha o direito de expressar a sua opinião de forma pacífica, então aqui está a minha: não só como presidente de Charlottesville, mas como membro e ex-aluno da universidade de Virgínia, fico mais do que incomodado com essa demonstração não-autorizada e desprezível de intimidação visual num campus universitário".
Para o protesto deste sábado, são esperadas figuras como Richard Spencer, criador do termo alt-right, uma abreviação de "alternative right", ou "Direita alternativa", em português. O grupo é acusado de racismo e anti-semitismo e tem representantes no governo de Donald Trump.
Esta é a segunda vez que a cidade se torna sede de protestos de grupos supremacistas. A 8 de Julho, aproximadamente 40 membros da sede local da Ku Klux Klan também acenderam tochas em Charlottesville.
Presidente de um organização que define como "dedicada à herança, identidade e ao futuro de pessoas de ascendência europeia nos EUA", Spencer ganhou visibilidade internacional por fazer a saudação "Hail Trump, hail nosso povo, hail vitória", logo após a eleição do republicano.
Formado em filosofia política na Universidade de Chicago, Spencer já declarou que o activista negro Martin Luther King Jr. era uma "fraude" e um símbolo da "desconstrução da Civilização Ocidental". Também disse que imigrantes latinos nos EUA estavam "assimilando-se ao longo das gerações rumo à cultura e ao comportamento dos afro-americanos" e lamentou que o país estivesse a tornar-se diferente da "América Branca que veio antes".
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Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/internacional-40910927?SThisFB

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Agora, os factos tal como os participantes no evento contaram: https://www.dailystormer.com/charlottesville-complete-victory-event-debriefing/
« - Depois de um apelo da ACLU, o juiz federal decidiu que retirar a permissão da manifestação constituía uma violação dos direitos civis. A permissão foi restaurada.
 - Tudo estava pronto em Lee Park, os nacionalistas começaram a chegar, haveria cerca de quatro ou cinco mil militantes reunidos.
 - Estava previsto que o evento começasse ao meio-dia.
 - Repentinamente, por volta das onze e meia a polícia começou a atacar a multidão e  disparar gás lacrimogéneo. Não está esclarecido se esta polícia é local, estatal ou federal.
 - Começaram a arengar que se tratava de uma reunião ilegal. As pessoas foram forçadas a sair do parque.
 - Os que tentaram ficar no parque foram atacados pela polícia.
 - Havia muito poucos antifas, mas os polícias conduziram a multidão na sua direcção, portanto as pessoas puderam ser atacadas [pelos antifas] com gás pimenta. Toda a gente foi atingida com gás-pimenta.
 - Os antifas estavam a levar nos cornos.
 - As pessoas começaram a reorganizar-se em várias localidades.
 - Todos os locais em que as pessoas se tentaram reorganizar foram visitados pela polícia a ameaçar as pessoas com prisão.
 - As pessoas continuavam a ser divididas pela polícia e a serem atacadas.»

Para cúmulo do descaramento esquerdista, Trump está a ser atacado por ter criticado «apenas» a violência em geral sem criticar em particular os «nazis», como a seguir se lê: https://www.publico.pt/2017/08/13/mundo/noticia/trump-sob-fogo-pela-reaccao-morna-a-violencia-na-manifestacao-de-extremadireita-1782217

O Procurador-Geral da República dos Estados Unidos, Jeff Sessions, pediu que fosse aberta uma investigação federal sobre a violência na manifestação de Extrema-Direita em Charlottesville, na Virgínia, no sábado, e o FBI está já a trabalhar no caso. Além de vários feridos, morreu uma mulher de 32 anos, Heather Heyer, quando um supremacista branco de 20 anos atirou o carro que conduzia contra um grupo de contra-manifestantes, que acorreram ao local em grande número, para tentar impedir a marcha de grupos nazis, membros do Ku Klux Klan e activistas da alt-right.
Mas em termos políticos, o grande sobressalto é a falta de empenho demonstrada pelo Presidente Donald Trump em condenar directamente os grupos de Extrema-Direita que organizaram a manifestação – emitiu um tweet em que condenou “a demonstração de ódio, intolerância, e violência de muitas partes, de muitas partes.” E ainda apelou à união de todos os cidadãos usando o seu lema de campanha: “We are ALL AMERICANS FIRST”, escreveu, em letras maiúsculas.
Com armas de fogo, paus e bastões, escudos, sprays de gás pimenta e outra parafernália, os manifestantes de Extrema-Direita tinham vindo preparados para o confronto. E muitos dos que se juntaram em Charlottesville, na maior demonstração deste género dos últimos anos, eram apoiantes declarados de Donald Trump. Entre os líderes, por exemplo, está Richard Spencer – “uma versão de fato e gravata dos supremacistas brancos de antigamente, uma espécie de racista profissional que usa khakis”, na descrição da organização Southern Poverty Law Center, que se dedica ao estudo dos radicalismos de Extrema-Direita nos Estados Unidos. Spencer foi um apoiante declarado de Donald Trump nas presidenciais.
A reacção à fraca declaração do Presidente dos EUA, quando desfilaram nas ruas de uma cidade americana homens (as fotos mostram exclusivamente homens…), bandeiras com símbolos nazis e outras simbologias de grupos que incitam ao ódio racial e prontos ao confronto armado, foi duramente criticada.
“Esta é a sua gente, Presidente Trump”, escreveu o colunista do Washington PostColbert I. King. “Trump sabe o que se passou naquelas ruas e quem foram os organizadores. É normal que o saiba. São algumas das mesmas forças que ajudaram a colocá-lo na Casa Branca”, declarou.
“Uma pessoa foi morta numa manifestação neonazi hoje. Aconteceu mesmo. Na América. Em 2017. Temos de dizer qual é a nossa posição – todos nós”, escreveu no Twitter a senadora democrata Elizabeth Warren, uma inimiga de estimação de Donald Trump.
Houve tantas reacções críticas que a Casa Branca viu-se constrangida a esclarecer que Trump também condenou os manifestantes de Extrema-Direita. “O Presidente condenou o ódio, a intolerância e a violência de todas as origens e lados. Houve violência entre os manifestantes e contra-manifestantes, incluindo supremacistas brancos, Ku-Klux-Klan, neo-nazis e todos os grupos extremistas”, disse um porta-voz, citado pela Reuters. 

* *

Ou seja - os Nacionalistas organizam um protesto pacífico, estando todavia precavidos com armas porque já sabem como é a merda que se lhes opõe; os anti-nacionalistas

não admitem

que um grupo que pensa de maneira diferente se possa manifestar 

e estão até dispostos a avançar agressivamente na rua contra quem se está a manifestar livremente

e depois a culpa é de quem?, 

dos Nacionalistas, «claro»... 

Trump foi até um bocado banana em não dizer as coisas como elas realmente se passaram: um grupo político defendeu-se ao ser atacado por quem não o quer deixar-se expressar. Era isto que ele em boa justiça deveria ter dito. Enfim, compreende-se que não quisesse parecer estar a apoiar os «nazis» e por isso não especificou grupos; vá lá que pelo menos teve a coragem inicial de dizer que a violência foi causada por «muitos grupos, muitos grupos»; depois a Casa Branca lá acabou por ceder à REVOLTANTE E NOJENTA pressão esquerdista e nomear apenas os grupos nacionalistas como elementos activos na violência...

Enfim, estas e outras talvez um dia se paguem, e com juros.

Quanto à manifestação em si, é bom sinal que, ao contrário do que se esperava e do que o jornal «Público» diz, houvesse muitas mulheres no evento; por outro lado, a constante referência aos Judeus e aos homossexuais no «papel» de «inimigos da nossa gente» constitui uma idiotia contra-producente que em nada beneficia o movimento, antes pelo contrário, do mesmo modo que a apologia do Nacional-Socialismo  também não ajuda nada o Movimento Etnicista em marcha.