sexta-feira, maio 18, 2018

PAN AVANÇA COM PROJECTO PARA ABOLIR TOURADAS

O PAN anunciou nesta Martes um projecto de lei para abolir as corridas de touros em Portugal porque "o direito ao entretenimento não se pode sobrepor ao da vida dos animais", sublinhando que apenas oito países têm actividade tauromáquica.
Em comunicado, o partido com um deputado único na Assembleia da República adianta que este projecto de lei dá nesta Martes entrada no Parlamento e que será agendado na conferência de líderes de Mércores o debate com o objectivo de abolir as corridas de touros em Portugal.
O PAN tem apresentado diferentes iniciativas legislativas com vista a proibir a RTP de transmitir touradas, impedir o financiamento público ou vedar a participação no espectáculo a menores de 18 anos, mas esta é a primeira vez que avança com um projecto de lei para abolir por completo as corridas de touros.
"Massacres públicos de touros para fins de entretenimento já foram prática em toda a Europa e foram sendo banidos paulatinamente em praticamente todos os países deste continente. Dos 193 países do mundo apenas oito têm actividade tauromáquica", justifica. Para o partido, "o direito ao entretenimento não se pode sobrepor ao direito à vida e à integridade física dos animais", mesmo quando está "disfarçado de herança cultural".
O deputado único do PAN, André Silva, destaca que "a identidade de um Povo se cria a partir do que é pertença comum e não daquilo que os divide".
"Forçar a identidade tauromáquica à população portuguesa é ofensivo e contraproducente para uma desejada unidade nacional e evolução civilizacional", critica.
181 espectáculos tauromáquicos num ano
Segundo o PAN, "no que respeita aos espectáculos tauromáquicos a realidade não corresponde à opção do legislador de os elevar à condição de cultura", já que "dos 308 municípios do país, apenas 44 têm actividade taurina", isto é, 14,8%.
"Em 2017 realizaram-se 181 espectáculos tauromáquicos, dos quais 26 foram na praça de Albufeira e 13 na de Lisboa, sendo que em 27 das praças de touros existentes, ou seja, mais de 50%, realizaram apenas uma ou duas corridas durante o ano", enumera o partido.
Ano após ano, de acordo com os números do PAN, "as touradas atingem mínimos históricos de corridas e de público em Portugal", tendo perdido mais de 53% do seu público desde 2010.
"A indústria da tauromaquia tem um peso cada vez mais insignificante em Portugal, não obstante todo o investimento em marketing para transformar a sua imagem associada à brutalidade e decadência e os vários apoios e subsídios públicos directos e indirectos", condenam.
O PAN assegura que no projecto de lei que apresenta uma "extensa análise dos espectáculos tauromáquicos do ponto de vista histórico, social e cultural com recurso a estudos científicos de organizações nacionais e internacionais sobre as implicações nocivas e transversais que a prática tem nas crianças, nos jovens e adultos, bem como nos animais envolvidos".
Luta do PAN pela sobrevivência?
Para a Federação Portuguesa de Tauromaquia - Prótoiro, a iniciativa do PAN é anti-democrática, não passando de uma tentativa "demagógica" deste partido para lutar pela sobrevivência. "O PAN não representa mais de 75 mil pessoas em todo o país e procura com estas investidas inverter a queda nas sondagens e evitar o desaparecimento do único deputado com assento parlamentar", diz esta associação em comunicado. 
E aproveita para desmentir alguns dados avançados pelos abolicionistas: "Em 2017 realizaram-se 205 espectáculos tauromáquicos em 80 municípios, e não 181 em 44; registou-se um aumento de 1,8% do número de espectadores". Pelas estimativas da Prótoiro, ao longo do ano passado estiveram envolvidas neste tipo de actividades três milhões de pessoas em todo o país.
"Já em 2011 o assunto foi discutido na Assembleia da República, tendo sido rejeitado por cerca de 80% dos deputados", recorda a federação, que antecipa um desfecho idêntico desta vez. Actualizado às 20h20 com reacção da Prótoiro
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Fonte: https://www.publico.pt/2018/05/15/sociedade/noticia/pan-avanca-com-projeto-de-lei-para-abolir-touradas-em-portugal-1830145

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Mais um bom trabalho do PAN. Quanto a números, a Plataforma Basta de Touradas verificou a inconsistência dos dados apresentados geralmente pelos apologistas da tourada, como aqui se pôde ler: http://gladio.blogspot.pt/2018/02/plataforma-basta-de-touradas-exige.html

PAN QUER QUE CÂMARA DE LISBOA RECUPERE A POSSE DO CAMPO PEQUENO

Em paralelo à iniciativa legislativa para acabar com as corridas de touros em Portugal, o partido está a pressionar a Câmara de Lisboa para reclamar a posse do edifício. Disposto a travar uma batalha legal pela sua causa, o PAN põe em causa o contrato assinado entre a autarquia e a Casa Pia, em 1889, de cedência do terreno para a construção do edifício. É que o documento impunha que o mesmo serviria exclusivamente para fins tauromáquicos. Caso contrário, teria de ser devolvido à câmara. A construção do centro comercial e do parqueamento subterrâneo, no início deste século, representarão o motivo para alegar quebra contratual. Além disso, contesta-se a isenção de IMI de 12 milhões de euros à sociedade que gere o imóvel e a ligação à tourada da Casa Pia, entidade pública tem como missão proteger as crianças e jovens. “A sociedade lisboeta não é aficionada”, garante o partido. A Casa Pia diz que se limita a cumprir a lei e os contratos assinados.
É um ataque em duas frentes. O partido Pessoas Animais Natureza (PAN) decidiu avançar, nesta Mércores (16 de Maio), com um projecto-lei de proibição da realização de touradas em Portugal, defendendo que o “direito ao entretenimento não se pode sobrepor ao direito à vida e à integridade física dos animais” e apontando para os “níveis de rejeição social desta prática”. Uma iniciativa legislativa que surge mais de um mês depois de o grupo de eleitos pelo partido na Assembleia Municipal de Lisboa (AML) ter apresentado um requerimento, dirigido à Câmara Municipal de Lisboa(CML), através do qual é colocada em causa a legitimidade legal e moral da utilização da Praça do Campo Pequeno para espectáculos tauromáquicos. O PAN quer que a Casa Pia devolva o imóvel ao município, para ali passar a terem lugar “eventos musicais, desportivos ou outros”. “Não acreditamos que os lisboetas queiram que o dinheiro dos seus impostos vá para as touradas”, diz a O Corvo a deputada municipal Inês Sousa Real, que já foi Provedora dos Animais de Lisboa.
A estratégia está bem definida. Se, a nível nacional, o partido quer apelar ao que considera ser um mudança civilizacional no que toca à aceitação dos espectáculos de touros – “ano após ano, as touradas atingem mínimos históricos de corridas e de público no nosso país. Desde 2010, as touradas já perderam mais de 53% do seu público”, alegam -, em Lisboa, a isso acrescem as questões relacionadas com alegadas dúvidas sobre a legalidade da relação contratual estabelecida entre a câmara e a Casa Pia, a propósito do uso do prédio onde se localiza a Praça de Touros do Campo Pequeno. O terreno foi cedido pela autarquia à instituição de benificência, por um período de 90 anos, através de uma deliberação da vereação, a 16 de Fevereiro de 1889, sob condição de que o mesmo fosse utilizado apenas para a construção de uma praça de touros. Caso ao edifício fosse dado outro destino ou alienado, a posse do terreno teria de voltar para a CML. Imperativo a que o PAN agora se agarra, quase 130 anos após o acordo.
De acordo com o partido, a cedência de 17.200 metros quadrados do subsolo da praça, em 1995, para a construção de um centro comercial e de um parque de estacionamento veio alterar os pressupostos legais da relação estabelecida no século XIX e renovada no início da década de 80. Nesse ano, a Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovou a proposta camarária de desafectação daquela parcela do domínio público municipal para o domínio privado municipal. Em 1997, realizou-se a escritura de constituição de direito de superfície, pelo prazo de 99 anos consecutivos, dessa parcela a favor da Casa Pia. “Contudo, logo em 1998, a Sociedade de Renovação Urbana Campo Pequeno SA adquiriu esse direito à Casa Pia de Lisboa, tendo aliás sido esta sociedade que procedeu a todo o procedimento de licenciamento do centro comercial e do parque de estacionamento ali construídos”, lembra o PAN, no requerimento entregue na assembleia municipal a 11 de Abril passado. Razão mais que suficiente, consideram, para colocar agora em causa o cumprimento escrupuloso das condições de cedência – e, por conseguinte, o próprio contrato.
Lisboa não é uma cidade de aficionados, garante o PAN.
Como se isso não bastasse, é ainda destacado o facto de, desde 2014, decorrer “o processo de insolvência da empresa Sociedade de Renovação Urbana Campo Pequeno SA, estando em causa o futuro da gestão da actual Praça de Touros do Campo Pequeno”. A que se acrescenta o que o PAN considera serem os inequívocos “prejuízos financeiros para a autarquia decorrentes desta cedência do direito de superfície”, em consequência de uma isenção no pagamento de IMI da arena e das lojas existentes. Tal borla fiscal ascenderá a mais de 12 milhões de euros, “sendo que a entidade que está a beneficiar desta mesma isenção são os privados”, quer a dita sociedade, quer quem explora os espaços comerciais existentes. Notícias recentes dão conta de que a Sociedade de Renovação Urbana Campo Pequeno tem um passivo de 80 milhões de euros para com o BCP, ao qual acrescerá ainda uma dívida de 417 mil euros para com o Estado.
Por causa e tudo disso – e ainda por a Casa Pia de Lisboa ser “um instituto público que tem como missão a promoção dos direitos e a protecção das crianças e jovens” -, o PAN julga estarem reunidas as condições para questionar o estatuto legal da maior praça de touros do país. “Existe uma obscuridade e uma opacidade em relação ao Campo Pequeno. No entanto, há algumas questões que têm de ser respondidas. Antes de mais, por que é que, neste processo, a Câmara de Lisboa não avoca o direito que tem em relação aquele edifício?”, pergunta Inês Sousa Real, sugerindo que a gestão deste dossiê pela autarquia tem sido pautada pela falta transparência. “Os autarcas não podem ocultar o que está a acontecer com este processo”, diz, considerando que a câmara deve explicações sobre a forma como ocorreu o processo de licenciamento do centro comercial e do parqueamento no subsolo do Campo Pequeno. Mas também sobre a suposta isenção de taxas.
Tendo em conta essas alterações ao contrato inicial entre a CML e a Casa Pia, firmado em 1889, o partido quer saber se a câmara “pretende manter a imposição de se realizarem touradas no Campo Pequeno ou está disposta a abdicar dessa mesma imposição”. É isso que se pergunta no requerimento feito, em Abril passado, ao presidente da autarquia, Fernando Medina. Mas não só. Outra das questões está relacionada com o pedido de clarificação sobre o “posicionamento da Câmara Municipal relativamente aos apoios institucionais à tauromaquia, designadamente, pior via da Associação de Turismo de Lisboa, bem como da cedência de quaisquer meios da autarquia, como direitos de superfície, publicidade nos meios de comunicação institucional, entre outros”. O PAN quer ainda saber se, face à insolvência da sociedade que gere o Campo Pequeno, a câmara “estuda a possibilidade de reclamar a posse daquela sala de espectáculo e encontrar uma forma de substituir a realização de eventos tauromáquicos por outros, como sejam eventos musicais, desportivos ou outros?”. As questões ainda não tiveram, todavia, resposta.
Inês Sousa Real diz-se preocupada com o que considera ser a pouco dignificante situação de ter a câmara municipal da capital a facilitar a vida a entidades que infligem maus-tratos a animais. “Lisboa, sendo a capital, tem um poder de influência sobre o resto do país. Hoje, não é mais aceitável que uma entidade pública patrocine corridas de touros, até porque existe uma consciência social em relação aos direitos dos animais, que não existia. A sociedade lisboeta não é aficionada. Se um dia houver um referendo, as pessoas vão votar contra a continuação das touradas”, afirma a deputada municipal, criticando ainda a isenção de IMI de que beneficiará a empresa titular dos direitos de exploração da Praça do Campo Pequeno. “Por que é que a Dona Maria e os outros lisboetas têm de pagar taxas e a CML está a isentar esta entidade, que se encontra ligada ao balão de oxigénio?”, questiona.
Em nome dos interesses dos munícipes de Lisboa, bem como do “superior interesse do bem estar animal”, o PAN tem já preparada uma estratégia para não deixar cair no esquecimento o assunto. “Há questões por esclarecer nesta matéria e a câmara ainda não o fez. Se a câmara não der as respostas, podemos equacionar partir para outras instâncias, para que isto seja esclarecido”, promete. Em causa, está a possibilidade de se avançar para procedimentos junto dos tribunais e da Autoridade Tributária. “Não acreditamos que os lisboetas queiram que o dinheiro dos seus impostos vá para as touradas”.
Já depois da publicação deste artigo, ao início da tarde desta Mércores (16 de Maio), a Casa Pia de Lisboa respondeu às questões colocadas por O Corvo sobre o assunto, enviadas a 4 de Maio. À pergunta se considera compatível o apoio às crianças e aos adolescentes com a promoção de touradas no Campo Pequeno, a instituição opta por sublinhar o seu papel social, bem como referir que “para prossecução das suas atribuições, foi concedido, por Carta de Lei, em 21 de Agosto de 1837, à Casa Pia de Lisboa, o exclusivo das corridas de touros pagas na cidade de Lisboa”. Mas, perguntou O Corvo, sente-se a instituição pública obrigada a cumprir essa prerrogativa, do século XIX, de realização de corridas de touros? “A Casa Pia de Lisboa, I.P. faz questão em garantir que o concessionário faça uma gestão adequada deste espaço emblemático da cidade de Lisboa, explorando todas as suas potencialidades, de acordo com a legislação e cláusulas contratuais em vigor, acompanhando as exigências do público actual”, respondeu.
Sobre a situação contratual do recinto, a Casa Pia garante que a concessão da exploração da Praça de Touros do Campo Pequeno actualmente em vigor foi precedida da “realização de um concurso público, após o qual foi celebrada a escritura pública em 1985”. E acrescenta: “Posteriormente em 1998, e tendo em vista a recuperação, adaptação e manutenção deste património histórico cultural da cidade de Lisboa e da Casa Pia, o contrato foi alterado tendo sido transmitido o direito de superfície no mesmo ato notarial, como condição para a realização das obras de restauro da praça, construção do parque de estacionamento e recuperação da zona envolvente”.
Por fim, e questionada sobre os planos que terá para o imóvel, em virtude da situação de insolvência da sociedade que o tem administrado, a Casa Pia explica que “compete ao administrador de insolvência gerir a massa insolvente, onde se inclui o contrato de concessão da Praça do Campo Pequeno, assegurando o cumprimento de todas as obrigações e desencadeando os procedimentos previstos na lei para estes processos, nomeadamente a alienação”.
O Corvo questionou atempadamente a Câmara Municipal de Lisboa sobre as dúvidas levantadas pelo PAN em relação à Praça de Touros do Campo Pequeno. Até ao momento da publicação deste artigo, porém, não foram recebidas respostas às diversas perguntas.
*Nota redactorial: texto actualizado às 16h de Mércores, 16 de Maio, com as respostas da Casa Pia.
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Fonte: https://ocorvo.pt/pan-quer-banir-touradas-e-aposta-na-devolucao-do-campo-pequeno-a-camara-de-lisboa/

BIRMINGHAM, EUA - «NEGROS, FIQUEM LONGE DAS IGREJAS BRANCAS» DIZ PASTOR NEGRO

O outdoor de uma igreja em Birmingham, Alabama, provocou polémica ao dizer que "os negros precisam de ficar longe das igrejas brancas". O pastor da igreja negra que colocou a mensagem defendeu as declarações ao encorajar moradores locais a lutarem contra a gentrificação.
O reverendo Michael R Jordan, pastor da Igreja Baptista da Nova Era de Birmingham, colocou a placa no sábado, de acordo com a AL.com. 
Jordan é conhecido por usar o outdoor da igreja para espalhar mensagens políticas, às vezes controversas. Desta vez, o pastor mira a Igreja das Terras Altas, uma mega igreja com 16 filiais que atraem mais de 40.000 fiéis semanalmente — a maior do Alabama. Em breve, serão 17 locais — o mais novo está programado para ser inaugurada em West End, Birmingham.
O fundador da Igreja das Terras Altas, Chris Hodges, anunciou a nova locação no dia 2 de Maio, dizendo: "Decidimos que, neste Outono, lançaremos um campus, mas não será como os nossos campi normais. Vamos lançar um campus no coração da área com a maior ocorrência de crimes em toda a nossa cidade e vamos fazer um serviço presencial, com música ao vivo e  vai ser diferente de várias maneiras para atender as necessidades desta comunidade," declarou ao Christian Post.
É motivado por esta declaração que Jordan aconselhou aos negros da cidade a "ficarem fora das igrejas brancas". Jordan disse à AL.com que "os negros inundaram igrejas brancas e mudaram-se para bairros brancos… Por razões de status. É uma sensação de auto-estima. Mas 99% dos brancos não vão a uma igreja negra".
Jordan também suspeita que a nova localização planeada da mega-igreja é um truque para fazer com que os seus membros negros parem de ir a outros locais. "O campus principal está farto dos negros que se juntaram à igreja deles, então decidiu: 'Vamos colocar lá uma igreja", disse ele.
Jordan disse à AL.com que os seus temores incluem a cidade de Birmingham, dando à nova igreja prioridade de financiamento sobre outros programas sociais, incluindo aqueles destinados a abordar os problemas sociais que supostamente motivariam a nova igreja. Dirigindo-se às preocupações de Hodges mais directamente, Jordan disse: "Se você está preocupado com o crime e as drogas, porque abandonou a cidade e começou os seus próprios sistemas escolares? É muito hipócrita. Chris Hodges não vai morar perto de nós. Não vai deixar a família dele ir para a escola connosco. Se você quer ajudar com o crime, tem empresários ricos, dê a esses garotos negros um emprego, não limpeza. Comece alguns programas de trabalho e financie através da igreja negra".
O medo da gentrificação em West End, Birmingham é real. Num fórum da comunidade em Outubro passado, Evanne Gibson, a dirigente comunitária de West End, disse à AL.com: "Sei que a gentrificação está aqui". Disse que lotes vagos estavam a ser comprados na sua comunidade e que se preocupava com a capacidade dos moradores pobres e de renda fixa de permanecer nas suas casas.
Chris Hatcher, administrador de projectos urbanos da cidade de Birmingham, lidera a Força-Tarefa para Preservação de Bairros Dinâmicos e Diversos, encarregado de recomendar mudanças nas políticas regulatórias sobre acessibilidade habitacional, zoneamento anti-deslocamento, educação e treinamento da força de trabalho, transporte e saúde equidade em um esforço para mitigar os efeitos da gentrificação. "Birmingham é uma cidade onde precisamos de reinvestimento na nossa comunidade", disse Hatcher no fórum de Outubro. "O reinvestimento na nossa comunidade é o que estamos a tentar alcançar. O deslocamento forçado de pessoas que vivem nessas comunidades é algo que não queremos."
Os esforços de Hatcher claramente fizeram pouco para amenizar os temores de moradores como Jordan, que descreveu como as linhas raciais na cidade se perpetuaram desde o fim da segregação formal. "Igrejas brancas merecem a culpa pela segregação de bairros e escolas", disse Jordan à AL.com na Mércores.
"Os brancos não queriam ser nossos vizinhos, não queriam que os seus filhos estudassem com os nossos filhos. Também deixaram as igrejas. Venderam-nos as igrejas. Os brancos não querem ser nossos vizinhos. Se você não quer ser nosso vizinho, porque se sente confortável em colocar uma igreja branca no centro da cidade? "
O portal The Root notou a precisão do argumento de Jordan, apontando que, segundo o censo americano, a população negra de Birmingham antes da segregação ser proibida atingiu 40,7%, mas que hoje é de 72 %.
O presidente da câmara de Birmingham, Randall Woodfin, respondeu na Lues à mensagem da Igreja Baptista da Nova Era com um post no Facebook: "Há um espírito que está sobre esta cidade que tem de ser derrubado. Um espírito de racismo e divisão. Temos de mudar a conversa para o que precisamos para evoluir. A escuridão não nos pode levar à escuridão. Somente a luz pode fazer isso. O ódio não pode expulsar o ódio, só o amor pode fazer isso".
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Fonte: https://br.sputniknews.com/americas/2018051711246628-Birmingham-Alabama-igreja-eua/

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Nada mais natural que aquilo que o negro observa - não é culpa dos «nazis» ou de qualquer movimento político organizado o simples facto de que a população branca tarde ou cedo prefere não viver ao pé de negros, se puder escolher... sucede também que os negros mais cívicos acabam por tentar mudar-se para zonas de brancos, talvez porque aí haja menos violência...

PNR SOLIDÁRIO COM CONCENTRAÇÃO DOS ENFERMEIROS EM PROTESTO

Amanhã, dia 19 de Maio, o Movimento Nacional de Enfermeiros (MNEnf) vai realizar uma concentração perto da residência oficial do Presidente da República, em Lisboa, como forma de alertar e despertar a opinião pública e os governantes para todos os problemas que ocorrem actualmente na Saúde, em geral, e na profissão de Enfermagem, em particular.
Os portugueses sabem que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) está “doente”, sub-financiado e com vários problemas, tanto ao nível de falta de recursos humanos, como materiais. A falta de enfermeiros no SNS é bastante evidente e transversal a todos os hospitais e centros de saúde, colocando em causa a segurança dos próprios utentes.
Faltam enfermeiros, há enfermeiros a recibos verdes, muitas vezes contratados através de empresas de trabalho temporário, horas extraordinárias que os colocam em risco, bem como aos pacientes, atrasos nos pagamentos das horas extras, etc.. O cansaço físico e psicológico das equipas de enfermagem, a carreira congelada, a ausência de condições de prestação de cuidados em segurança e o consequente aumento do absentismo são alguns dos problemas com que lidam estes profissionais perante os quias este governo faz orelhas-moucas. O governo corta onde não o deve fazer e mantém as gorduras do Estado que garantem as benesses e privilégios de uma classe de parasitas, corruptos e carreiristas com cartão partidário.
Por estes motivos, bem evidentes, o PNR solidariza-se com a mais que justa reivindicação dos enfermeiros e apoia esta concentração. A forma como eles e outros profissionais da saúde estão a ser tratados, é altamente desumana e torna-se um factor de risco.
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Fonte: http://www.pnr.pt/2018/05/o-pnr-ao-lado-dos-enfermeiros/

quarta-feira, maio 16, 2018

CELEBRAÇÃO ESLAVA DO ALVOR DE MAIO


Mais fotos aqui: https://www.facebook.com/pg/NKRPOZNAN/photos/?tab=album&album_id=1947034438649046

Filme: https://www.facebook.com/marketa.koppova/videos/10210014653796741/?t=7

À luz das forças divinas que ascendem, cada vez mais gente na Europa profunda abre os olhos para a sua autêntica herança religiosa.

DISSEMINAÇÃO DO CULTO PAGÃO INCOMODA CATÓLICOS NA POLÓNIA

Pagãos polacos junto ao seu ídolo de Swiatowid


Pode ler-se aqui um artigo católico de quem está realmente incomodado com o retorno ao culto dos antigos Deuses Nacionais, desta feita na Polónia. O artigo abaixo, a itálico, foi traduzido automaticamente em brasileiro, oportunamente corrigi-lo-ei na sua totalidade. De momento, serve para dar uma ideia:

Os membros do grupo religioso - nativos que cultivam as antigas crenças dos eslavos - na aldeia de Gajowniki perto de Choroszcz, estabeleceram uma escultura de madeira de Swiatowid, grande Deus eslavo. Ao lado dela, penduraram a imagem da divindade Mokos na árvore. Neste novo local de adoração pagã, querem organizar uma "noite de Kupala" em meados de Junho.
Antes de colocar os seus ídolos na aldeia Gajowniki, num terreno privado de terra, rodzimowiercy dispostos rito pagão da aspersão esculturas mel sobre eles e celebrar a magia. Isso aconteceu na cidade de Choroszcz, que não fica longe de Gajownik. Esses caras foram celebrados no centro dele. Não se sabe se era uma provocação, mas um lugar para realizar os ritos eram muito perto da histórica igreja paroquial. Entre os habitantes de Choroszcz, não é segredo que os padres da paróquia local St. João Batista e Santo. Stephen Mártir opor o cultivo de bruxaria pagã, que praticam rodzimowiercy. Eles não gostam da fé católica e, mais amplamente, cristã. Para descobrir, basta olhar para os fóruns onde eles falam.
A nova escultura do mundo, regada com mel pelo "padre" dos nativos, é uma cópia da imagem do ídolo que, de 1998 a 2017, ficou em Babia Góra, perto de Choroszcz. No Inverno de 2017, perpetradores desconhecidos removeram esta escultura e, como é suposto, destruíram-na. Os nativos, que têm celebrado seus rituais em torno da escultura, pediram ao gabinete do promotor para explicar o desaparecimento da semelhança do ídolo. Eles também exigiram uma descoberta onde ele está agora.
Os seguidores queriam recuperar a escultura de uma divindade eslava. Primeiro, a polícia investigou o caso, mas não conseguiu determinar quem e por que ele levou a estátua do mundo. No entanto, o Gabinete do Procurador Distrital em Bialystok recusou-se a realizar uma investigação nesta matéria. Na justificativa da recusa, foi escrito que o valor da escultura é muito pequeno (PLN 400), para que a promotoria pudesse realizar atividades investigativas apropriadas.
Nesta situação, os membros nativos da igreja da família da nação polaca registada no país decidiram fazer uma nova figura do Deus. A escultura foi feita no modelo de um ídolo perdido de Babia Góra. O protótipo de ambas as esculturas é uma estátua de pedra calcária do mundo eslavo (século IX), encontrada em meados do século XIX em Zbrucz, na Ucrânia. O original está actualmente no Museu Arqueológico de Cracóvia. Mede pouco mais de 2 metros e pesa meia tonelada. Światowid é o nome da própria estátua (significa "olhar nos quatro cantos do mundo"). Nele estão gravadas imagens de quatro divindades eslavas - Mokoszy, Łady, Peruna e Dadźboga.
Uma nova escultura de madeira do mundo foi criada pelos nativos em um terreno agrícola privado na vila de Gajowniki. No entanto, eles não dão a localização exata do "boneco de neve" pagão. É por medo que ele não compartilhe o destino da escultura anterior. Nas fotos que retratam um novo local de adoração pré-cristã,  podemos ver uma escultura do homem-mundo espalhada no fundo e, em seguida, uma estatueta da divindade Mokosza, pendurada em um pinheiro. Em outras fotos, por trás das figuras dos deuses, ao fundo, os edifícios da fazenda são visíveis, em cujo território esse lugar de adoração pagã foi criado.
Provavelmente, a nova semelhança do mundo não foi definida no primeiro lugar - Babia Góra, também porque houve protestos da população local devido à existência de enterros cristãos neste lugar. Cerca de 60 soldados da Primeira Guerra Mundial estão enterrados no cemitério de guerra em Babia Góra.    
Os primeiros rituais eslavos a serem celebrados em um novo local do culto pagão em Gajownik serão "kupala night", um evento anunciado pelos nativos em 16-16 de Junho. Nos eslavos, era uma feitiçaria celebrada durante o solstício de verão. Os rituais mágicos tentaram então domar os elementos do fogo e da água para proteger a população e a propriedade dos maus espíritos. A partir desse ritual pagão, o costume de procurar uma flor de samambaia mágica, que, segundo as crenças eslavas, supostamente traria riquezas, também se originou na noite do solstício de Verão.
A igreja polonesa nativa, cujos membros gostaram da terra de Breslau ao local de criação de seus locais de culto, é uma associação religiosa, registrada na Polônia em 1995. Os nativos mantêm as crenças pré-cristãs dos eslavos. Eles cultivam divindades como Mokosz (mãe terra) ou Perun (trovão). Eles explicam o nome dos pais nativos como uma combinação de duas palavras - fé e nativo (isto é, o direito de uma dada comunidade). Nem todos os judeus nativos pertencem à Igreja Nativa polonesa oficialmente registrada. Muitos se descrevem como seguidores do "sistema de crença étnica". O número de representantes nacionais na Polônia é fixado em vários milhares.
Habitantes de Choroszcz e Gajownik não estão satisfeitos com o fato de que em sua área, na paróquia, os nativos estabeleceram novamente o lugar da adoração pagã. Eles não querem falar pela mídia nesse assunto, mas em conversas privadas expressaram sua indignação de que nas terras das eras cristãs, entre os habitantes infundidos de fé, como dizem, "coisas assim acontecem". Uma paróquia católica existe em Choroszcz desde 1459. Por centenas de anos, tem sido um ministério pastoral e cuidado dos habitantes das belas terras de Choroszczańskie (é a área e zona tampão do Parque Nacional Narew). A ordem dominicana, que foi trazida a Choroszcz no século XVII, tem grandes méritos para o desenvolvimento da civilização desta área. O edifício histórico do mosteiro ainda se encontra no centro da cidade. Os dominicanos tiveram que sair devido às repressões czaristas lideradas pelo invasor após a Revolta de Novembro.
Os membros do Movimento Jovem Cruzada não querem ser indiferentes às acções dos indígenas por parte do país de Krosno. Esta organização geralmente reúne estudantes que estão lutando "pela restituição, preservação e fortalecimento da identidade católica da Polônia". Por isso, a Cruzada dos Jovens, em 25 de Abril, em frente ao Escritório Municipal de Choroszcz, às 19h00, organiza a recitação comum da oração do rosário. Os organizadores convidam todos que desejam o Rosário. Esta oração mariana em Choroszcz, como aponta a Jovem Cruzada, será dirigida "contra a promoção do paganismo e como compensação pela paganização do espaço público".
- Antes do Escritório Municipal em Choroszcz, os nativos celebraram recentemente cerimônias pagãs sobre a estátua do ídolo do mundo, e um gusła chamando o espírito maligno. Isto é, em nossa opinião, idolatria que ofende fortemente a Deus. Portanto, no mesmo lugar em que foram celebrados, rezaremos no Rosário, que é uma oração eficaz no exorcismo. Nós também queremos orar pela oração pública compartilhada de Deus por sermos insultados aqui. Ao mesmo tempo, queremos mostrar que os cristãos não podem ser indiferentes às imagens de Deus   " , disse Maciej Malysz da Cruzada da Juventude.
Como aprendemos, o Rosário é também uma oração pela profanação de locais sagrados católicos nas proximidades de Tykocin, uma cidade próxima a Choroszcz. Esta é a questão dos perpetradores desconhecidos que durante sete anos devastaram as sete capelas dos "Caminhos Marianos", que estão lindamente situados entre os campos, prados e florestas da terra de Tykocin. - Consideramos a profanação dos santuários marianos como efeitos espirituais visíveis e malignos da adoração do Deus pagão do mundo. É por isso que você precisa se desculpar com Deus e com a Mãe de Deus  - disse Maciej Maleszyk.
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Fonte: http://www.pch24.pl/rodzimowiercy-zwieraja-szeregi--poganska-ofensywa-na-katolickiej-ziemi,59720,i.html

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Ou seja, tal como há dois mil anos, esta gente continua a mostrar a sua natural intolerância para com credos alheios... e, no caso, sem pudor algum, dado que o credo «alheio» é pura e simplesmente o da religião autenticamente nacional polaca, ou seja, da religião mais legítima que imaginar se pode em solo polaco.


MAIORIA DOS «PACÍFICOS MANIFESTANTES» MORTOS ANTEONTEM EM GAZA... ERA DO HAMAS

Em Israel, um representante oficial do Hamas, Salah Bardawil, revelou hoje que dos sessenta e dois palestinianos abatidos na faixa de Gaza anteontem, pelo menos cinquenta eram membros desta organização terrorista muçulmana, o que indica que o número total de membros do Hamas mortos neste episódio foi de cinquenta e três. Comentou Bardawil: «Nas últimas confrontações, se sessenta e duas pessoas foram martirizadas, cinquenta dos mártires eram do Hamas e doze eram do povo. Como é que o Hamas pode colher os frutos se paga um preço tão alto?»
Outros representantes do Hamas, nomeadamente Fawzy Barhourn e Bassem Naim, recusam comentar os números, dizendo simplesmente que o Hamas tem muito apoio popular e que os abatidos estavam a «participar pacificamente» nos protestos.
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Fonte: https://www.jihadwatch.org/2018/05/hamas-top-dog-admits-gaza-protesters-not-innocent-civilians-if-62-people-were-martyred-50-of-them-were-hamas

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Assim se percebe qual o real significado da indignação palerma em torno das mortes dos «pacíficos manifestantes» palestinianos - a ideia foi manchar a celebração do aniversário de Israel e da passagem da embaixada norte-americana para Jerusalém: manchá-la aos olhos da opinião pública, associando-a a uma matança cometida pelas tropas da Magen David. Ora que o Hamas tente truques flagrante e até grosseiramente primários destes, quase infantis, já se sabe, não surpreende; que entretanto haja «opinion makers», como Miguel Sousa Tavares e quejandos, a culpar Trump e Israel pelo sucedido, eis o que atinge novas raias de fanatismo desonesto anti-trumpiano e pró-palestino.

PROTESTO AMANHÃ EM LISBOA CONTRA A TOURADA



Mais uma vez, uma barbárie irá ter lugar na catedral da tortura: Campo Pequeno. 
A maioria da população portuguesa é contra a tauromaquia. Cada vez mais pessoas estão sensibilizadas relativamente ao sofrimento animal e o crescimento do activismo no nosso país tem sido notório. Nesse âmbito, será expectável que contemos com a mobilização massiva de todos contra algo que é absolutamente consensual. 
Estamos totalmente receptivos a novas ideias para estes protestos e irão ser encabeçadas novas iniciativas. 
Esperamos a vossa presença e apoio no dia 17 de Maio a partir das 20h30. Mesmo que não possam comparecer, ao convidarem os vossos amigos e ao partilharem este evento já ajudará =)
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Fonte: https://www.facebook.com/events/166330987373104/




HAMAS...


PETIÇÃO CONTRA A GARRAIADA NA ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA DE VISEU

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Tendo este grupo conhecimento da Garraiada que vem sendo anualmente organizado na vossa instituição, vimos por este meio pedir-vos que considerem suprimi-la ou substituí-la por outra actividade que não seja lesiva do bem-estar dos animais. 
Temos consciência que um tal evento, é tão lesivo como outros (touradas, circos) do referido bem-estar, submete ainda assim os animais em causa a níveis de stress desnecessários, podendo mesmo promover a percepção da objectificação de seres vivos que partilham connosco a condição existencial, criaturas diante das quais deveríamos ter uma atitude responsável, mais do que a de nos considerarmos donos dos seus destinos, temos que nos lembrar também de que a partir do dia 1 de Maio de 2017 os animais passam a ter outro estatuto no Código Civil, passando a ser animais sensoriais, o que dá mais força para consciencialização do problema. 
Assim, independentemente do sucesso que tais eventos possam ainda ter (têm-nos sido dito que nem isso, neste caso) cremos que a vossa instituição e a respectiva imagem pública, até da cidade de Viseu, só teriam a ganhar com a abolição de um tal entretenimento, de resto substituível – e já substituída, em muitos casos - por actividades lúdicas com mais interesse e até espectacularidade, usando simulacros (fantasias envergadas por humanos ou engenhocas preparadas para o fim) que decerto não tornariam o evento menos apreciado, até pelo potencial humorístico que encerram. 
Estamos certos que a utilização de animais para fins lúdicos se compagina mal com alguns cursos ministrados pela vossa instituição, que respeitamos, nomeadamente o curso de veterinária e também cujos profissionais decerto contribuem de forma inestimável para o bem-estar animal, sabemos também que têm protocolos e parcerias com diversas clínicas, hospitais veterinários e associações de defesa animal, pelo que aguardamos com expectativa e alguma esperança a vossa resposta. 
(...)

Para assinar, aceder a esta página: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT85184

TERRORISTA MUÇULMANO QUE ASSASSINOU EM PARIS ERA CONHECIDO PELA POLÍCIA

As fontes da emissora Europe 1 afirmaram que o agressor, que esfaqueou várias pessoas em Paris no final do sábado, era um cidadão francês nascido em 1997 na Chechénia, Rússia.
De acordo com o portal de notícias France Info, seu nome era Khamzat Azimov, que se tornou-se cidadão francês em 2010. O terrorista não tinha documentos, no entanto, a polícia conseguiu identificar o homem usando as suas impressões digitais.
No final do dia, os média informaram que os serviços policiais franceses detiveram um amigo e os pais do suspeito.
A rádio RTL informou, citando uma fonte judicial, que os pais do suspeito estão detidos para interrogatório pela polícia.
O ministro do Interior francês afirmou que uma vítima, um homem de 34 anos, foi operada, e as outras três estão fora de perigo.
Entretanto, a Europa 1 relatou que o agressor era conhecido pelos serviços policiais franceses como um defensor do terrorismo.
O suspeito foi supostamente morto a tiro pela polícia.
Separadamente, os média informaram que o grupo terrorista Daesh assumiu a responsabilidade pelo ataque.
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Fonte: https://br.sputniknews.com/europa/2018051311209273-terrorista-paris-chechenia-russia-daesh/

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Mais uma vez, mais outra, sempre mais outra, constata-se que o mal não está no funcionamento das forças de segurança mas sim na ideologia da elite reinante que criminosamente não expulsa islamistas a viver em território europeu.

GARRAIADA SUPRIMIDA DA SEMANA ACADÉMICA EM TOMAR

À semelhança do que aconteceu na Queima das Fitas em Coimbra, a garraiada foi retirada mais uma vez do programa da Semana Académica do Instituto Politécnico de Tomar (IPT).
A União Associativa de Estudantes do IPT explica que a decisão foi tomada em prol da defesa dos animais que poderiam estar envolvidos no evento, assim como todos os problemas logísticos que envolvem a organização do mesmo.
De acordo com o Regulamento do Espectáculo Tauromáquico, uma garraiada é uma tourada com um garraio (touro jovem) na qual intervêm cavaleiros tauromáquicos não profissionais (amadores / praticantes) e grupos de forcados universitários, embora possa incluir, ainda assim, o uso de farpas. Algo que, como garante a organização os festejos académicos, não acontece no IPT, onde se trata apenas de "uma brincadeira de estudantes", durante a qual "a vaca não é agredida. O máximo que acontece é haver pessoas a puxar a cauda ao animal".
Este ano, não foi ainda realizado o habitual rali das tascas por não ter havido um número mínimo de inscrições. Um evento onde os estudantes, organizados por equipas, percorrem os bares da cidade e consomem bebidas alcoólicas.
A Semana Académica do IPT decorre até dia 6 de Maio numa organização da União Associativa de Estudantes do IPT.
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Fonte: http://omirante.pt/sociedade/2018-05-06-Garraiada-retirada-da-Semana-Academica-do-Politecnico-de-Tomar

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Notícia que aqui chega com um atrasozito de semana e tal mas que merece sempre ser divulgada, atestando o progresso das mentalidades que se observa na Europa, enquanto a Europa é europeia.

terça-feira, maio 15, 2018

AMBULÂNCIA PARA ANIMAIS EM ESPOSENDE

“É uma ambulância cujo equipamento é praticamente igual ao das que são utilizadas para o socorro humano, desde oxigénio a macas, tendo apenas a especificidade de estar também dotada de uma jaula”, explicou Gustavo Costa, daquela corporação.
Disponível 24 horas por dia, a ambulância para animais já está na estrada há cerca de dois meses, tendo sido requisitada, em média, duas ou três vezes por semana.
Cinco bombeiros já receberam formação específica para o efeito, mas Gustavo Costa diz que o número de efectivos “terá de ser aumentado”, face ao previsível aumento de solicitações, decorrente da divulgação do serviço, denominado “SOS Animal”.
O serviço consiste na prestação de primeiro socorros a animais errantes feridos e doentes, na sua recolha e no encaminhamento para o Canil Intermunicipal de Ponte de Lima.
O funcionamento do “SOS Animal” é assegurado por um protocolo entre a Câmara de Esposende e os Bombeiros de Fão, pelo qual o município atribuirá à corporação uma comparticipação financeira anual até 5.000 euros, valor calculado com base no número de viagens previstas.
O município financiou também a adaptação da viatura de transporte e a formação dos elementos da equipa que realizará aquelas funções, num investimento de cerca de dez mil euros.
Segundo o presidente da Câmara de Esposende, Benjamim Pereira, o Plano Estratégico Municipal para o Bem-Estar Animal pretende colocar o concelho “na linha da frente” em termos de políticas de defesa dos animais.
No âmbito daquele plano, o município assinou hoje um protocolo com a Ordem dos Médicos Veterinários, que representa um investimento municipal de cinco mil euros por ano e visa a esterilização dos animais errantes, abandonados e encaminhados para adopção.
“O plano de esterilização é fundamental para evitar o aumento descontrolado da população animal”, disse Benjamim Pereira, queixando-se da falta de apoio para a construção de centros municipais de recolha de cães e gatos.
O autarca adiantou que já há um ante-projecto para construção de um centro de recolha em Esposende, com um investimento estimado de um milhão de euros.
O problema, referiu, é que actualmente os apoios do Estado para o efeito “não ultrapassam os 50 mil euros”.
O Plano Estratégico contempla ainda uma praia para cães, que estará em funcionamento já este verão, e um “parque de 'agility'”, no centro da cidade, onde os cães poderão interagir sem trela.
Campanhas de adopção e projectos de intervenção social em que os animais terão papel de destaque junto de grupos de risco como idosos, pessoas com deficiência e crianças com necessidades educativas especiais, são outros dos destaques do plano.
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Fonte: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/bombeiros-tem-ambulancia-exclusiva-para-socorro-a-animais-em-esposende

segunda-feira, maio 14, 2018

PAN QUER QUE ANIMAIS DE PEQUENO E MÉDIO PORTE POSSAM SER VIAJAR EM TRANSPORTES PÚBLICOS

A Assembleia Municipal de Lisboa vai apreciar na Martes uma recomendação do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) no sentido de alterar as normas da Carris para que os animais de médio e grande porte também possam viajar.
O documento recomenda à Câmara Municipal de Lisboa a "alteração das regras da Carris, passando a permitir o transporte de animais de médio e grande porte, com os habituais meios de contenção legalmente previstos para a sua circulação na via e demais lugares públicos".
Ou seja, os animais teriam de viajar dentro de uma transportadora ou com trela e/ou açaime, se necessário, "mediante a adaptação dos meios de transporte".
Em alternativa, o PAN pede ao município que solicite ao "Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural a alteração da portaria n.º 968/2009, de 23/98, para que regulamente no sentido de permitir a acessibilidade à rede de transportes de quaisquer animais de companhia, independentemente do seu porte".
A recomendação, que irá ser apreciada pelos 75 deputados que compõem a Assembleia Municipal da capital, prevê também a "isenção ou a redução do pagamento de bilhete em razão das condições socio-económicas dos seus detentores e do porte do animal".
Os eleitos do PAN pedem ainda a "disponibilização na página da internet, e nos demais locais habituais de consulta dos utentes", do número total de animais permitido por veículo e por passageiro, dos períodos diários em que o transporte de animais não é permitido, do preço do transporte do animal, bem como dos locais onde os interessados podem obter as informações relativas ao transporte de animais.
No documento, os deputados referem que têm recebido denúncias "de recusa por parte da empresa Carris em transportar animais de companhia de médio e grande porte, exigindo o transporte dos mesmos em transportadoras, apesar de não dispor de meios adequados para acondicionar as mesmas, nem possuir forma de fazer subir e descer a carga".
Citando as condições de transporte da empresa, que agora está sob a alçada da Câmara, o documento refere que "é permitido aos passageiros transportar gratuitamente animais de companhia que não ofereçam perigosidade, desde que devidamente encerrados em recipiente apropriado que possa ser transportado como volume de mão".
Para o PAN, "a condição imposta pela Carris no que respeita ao tamanho dos contentores a fim de poderem ser transportáveis como 'bagagem de mão', e ao local de colocação dos mesmos, não apenas limita ou impossibilita o transporte de alguns tipos de animais, designadamente de cães de grande porte, uma vez que o contentor que o possa acondicionar nunca poderá ser considerado como 'bagagem de mão', como pode ser até lesivo das condições de alojamento e bem-estar animal legalmente previstas".
"Por extraordinário que pareça, é permitido pela Carris o transporte de bicicletas, considerado um 'objecto volumoso', mas não é permitido o acesso de um animal de companhia de médio ou grande porte", critica o partido.
Assim, os deputados entendem que, "apesar de não se verificar uma violação formal das disposições legais em vigor aplicáveis ao transporte público de animais de companhia, verifica-se uma desproporção às necessidades dos utentes e dos seus animais de companhia, assim como uma desadequação à mais recente legislação em matéria de protecção animal e reconhecimento da sua própria condição como seres vivos dotados de sensibilidade".
O PAN remata que "há uma crescente necessidade de os utentes se fazerem acompanhar pelos seus animais de companhia em transportes públicos".
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Fonte: https://www.jn.pt/nacional/interior/pan-quer-autorizar-animais-de-medio-e-grande-porte-a-viajar-na-carris-9339844.html

PNR LEMBRA QUE SÓ O PNR DENUNCIAVA O EX-PRIMEIRO-MINISTRO JOSÉ SÓCRATES

O PNR, contra tudo e contra todos, sempre denunciou o bandido Sócrates quando se falava em “presunção de inocência”. Mas agora parece que virou moda, sobretudo entre os seus grandes amigos de ontem, reconhecer que, afinal, ele é um malandro. Acabou-se-lhes a mama e, de útil, passou a empecilho. É assim que funciona o sistema…
A um ano das eleições, verificando-se tarefa impossível lavar a imagem, cada vez mais comprometida com casos de corrupção, do “mais que tudo” do PS, optou esse partido – e seus acólitos – por uma fuga para a frente, demarcando-se dele. Os que mais lhe “comeram à mão”, e também muitos comentadores de “referência”, só agora “descobriram”, quais “virgens ofendidas”, que o homem é um patife. E toca de se apressarem a dizer que se sentiram “enganados”…
Da letra de uma música lindíssima, do “cancioneiro nacionalista”, que eu ouvia há mais de trinta anos (em cassete), cantada por José Campos e Sousa, cito de memória esta passagem extraordinária e bem apropriada: “Ser poeta é cantar quando todos se escondem e calam / Semear o silêncio onde os outros se mostram e falam”.
Pois o PNR falou abundantemente sobre o “caso Sócrates”, quando era preciso coragem para isso, e esteve sempre lá: denunciou, Domingo após Domingo, com protestos à porta da RTP, a lavagem de imagem oferecida pela televisão pública a Sócrates, como comentador em horário nobre; apoiou o Juiz Carlos Alexandre quando a máquina da maçonaria e do PS puseram as garras de fora; foi ao Estabelecimento Prisional de Évora, em demonstração de sinal contrário às manifestações de apoio e às “romarias” de figuras públicas que o visitavam, desde logo do “padrinho” Mário Soares; tomou posição firme e frontal, acerca do assunto, em textos e acções, quando todo o sistema lhe punha “paninhos quentes”.
Agora, quando parece que virou moda o “tiro ao alvo” com o “44” na mouche, o PNR prefere calar para não pactuar nem fazer coro com a chafurdice fácil e conveniente dos oportunistas.
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Fonte: http://www.pnr.pt/2018/05/a-coragem-nao-vai-em-modas/

domingo, maio 13, 2018

TREZE DE MAIO - MAIS UMA DATA PAGÃ USURPADA PELA CRISTANDADE

A Enciclopédia Católica define o Dia de Todos os Santos como uma festa em “honra a todos os santos, conhecidos e desconhecidos”. No fim do segundo século, professos cristãos começaram a honrar os que tinham sido martirizados por causa da sua fé e, achando que eles já estavam com Cristo no céu, oravam-lhes para que intercedessem a seu favor. A comemoração regular começou quando, em 13 de Maio de 609 ou 610 DC, o Papa Bonifácio IV dedicou o Panteão — o templo romano em honra de todos os Deuses — a Maria e a todos os mártires. 
(Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_de_Todos-os-Santos)

Deste então, diz outro verbete da Wikipedia, a festividade originou o Dia de Todos os Santos, que foi mais tarde movido para o primeiro de Novembro, eventualmente por influência céltica, porque havia na altura muitos monges irlandeses em Itália, e porque na Grã-Bretanha a população ainda celebrava o Samhain e a Igreja Católica queria abafar esta celebração pagã céltica.
De um modo ou doutro, a data da dedicatio Sanctae Mariae ad Martyres foi criada pela Igreja Católica Apostólica Romana para abafar a culminação da Lemúria, precisamente a 13 de Maio, festival pagão em honra dos Lémures, espíritos dos mortos que nesta altura do ano rondariam as casas. A intenção foi precisamente a de despaganizar a data, aliás, cristianizá-la, na tentativa de usurpar o espaço e a cultura à Paganidade. Duma só assentada, roubou-se/abafou-se uma celebração pagã e também um dos maiores edifícios da religião pagã romana, o Panteão, que era local de culto aos Deuses, incluindo Deuses celestiais, e ficou assim inutilizado para tal efeito com a colocação no seu interior de cadáveres de cristãos ditos «mártires». 



Idealmente, seria um dia recuperado - os cadáveres aí depositados seriam transladados e o local seria ritualmente purificado por actuais sacerdotes do Cultus Deorum, ou culto dos Deuses latinos. Não passa de um sonho, mas tudo o que se faz voluntariamente começa por aí - e se há dois mil anos dissessem a um comum cidadão de Roma que um credo originário da Judeia e praticado por escravos haveria um dia de ser a única religião autorizada em todo o Império Romano, o mais provável era que o romano se risse... 
Tudo se corrige, a seu tempo.

SOBRE O ACORDO NUCLEAR IRANIANO - A PARTE QUE SICS E AFINS NÃO REVELAM À POPULAÇÃO

A foto do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, em pé diante de dois monitores, um com pastas com arquivos e o outro com CDs, simboliza provavelmente a maior proeza na história da espionagem: a aquisição pelo Mossad do arquivo do programa iraniano para desenvolver armas nucleares. Em segundo lugar ficaria a informação disponibilizada sobre a Operação Overlord, a invasão de França pelos Aliados no final da Segunda Guerra Mundial, fornecida por Elyesa Bazna de Ancara e Paul Fidrmuc de Lisboa.
A Alemanha nazi deu-se mal por errar em não tomar providências baseadas nas informações sobre o planeado local de desembarque do Dia D. Caiu na cilada ao acreditar nas informações falsas fornecidas por um suposto espião que trabalhava para os Aliados. O paralelo a esse erro é a presente corrida de políticos e os assim chamados especialistas que fazem de conta que a proeza do Mossad não apresenta nada de novo e que meramente prova ainda mais a importância da assinatura do acordo. Alegam, acima de tudo, que antes do acordo ter sido anuído, a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) já tinha conhecimento extensivo dos detalhes do que as novas informações revelam.
O que os defensores de diversas tendências do acordo nuclear com o Irão não conseguiram compreender é a singela distinção: a diferença entre suspeitas e confirmação. A AIEA baseou as suas avaliações em "mais de mil páginas" de documentos, agora temos cem mil.
Ademais, esses documentos são na verdade cem mil confissões assinadas pelo regime iraniano de que pretende desenvolver armas nucleares e montá-las em mísseis fabricados pelo próprio país. As mentes pequenas dos defensores do acordo são simplesmente incapazes de captar a magnitude histórica da descoberta do Mossad.
Além do próprio Netanyahu, a figura mais importante a entender a magnitude da descoberta é o presidente Donald Trump. Em Fevereiro de 2018 Trump informou os três países europeus que integram o acordo com o Irão sobre as falhas que ele pretende corrigir, para que possa continuar a validar o acordo. Conforme informação da Reuters na época: "Trump vê três problemas no acordo: impossibilidade de abordar o programa de mísseis balísticos do Irão, os termos sob os quais inspectores internacionais possam averiguar as instalações nucleares iranianas suspeitas e cláusulas de "extinção" segundo as quais os limites do programa nuclear iraniano começam a expirar após 10 anos. Ele quer fortalecer os três aspectos do acordo para que os Estados Unidos nele permaneçam".
A proeza do Mossad transformou as três propostas de Trump em três imperativos, não apenas para os Europeus, mas também para os dois outros países participantes no acordo: Rússia e China. (A Rússia em particular precisa de entender que as cidades mais importantes da Rússia estão ao alcance dos mísseis do Irão.) Ou seja, para que o acordo seja mantido, as cláusulas de extinção devem ser canceladas, a AIEA deve ter liberdade de inspeccionar o que quer que seja e a capacidade dos mísseis de longo alcance deve ser reduzida. Isto porque o Mossad também forneceu cem mil confissões assinadas segundo as quais o regime iraniano retomará e completará os seus planos de desenvolvimento de mísseis armados com ogivas nucleares assim que o acordo o permitir, na verdade autorizar.
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Malcolm Lowe é um académico galês especializado em Filosofia grega, Novo Testamento e as relações cristãs-judaicas. É conhecedor da realidade de Israel desde 1970.
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Fonte: https://pt.gatestoneinstitute.org/12275/trump-acordo-ira-condicoes

VITÓRIA DE ISRAEL NA EUROVISÃO...

No meio de alguma miséria ideológica, perfeitamente expectável, aparece como alívio que o povo tenha dado a vitória a uma concorrente branca - ainda que com um género musical vagamente influenciado por género negróide - arrancando assim a vitória ao negro que representou a Áustria, porque o júri - ou seja, gente da elite político-culturalmente reinante ou por ela escolhido - deu na maioria dos países mais votos ao africano «austríaco» do que aos outros concorrentes do certame...

quarta-feira, maio 09, 2018

PANORÂMICA MULTI-MILENAR DO NOVE DE MAIO

Nove de Maio, dia dos Mortos na antiga Latinidade, berço directo da Europa, dia da Europa hoje, porque querem as Moiras que a Identidade preceda (cad)a vida humana.

DIA DA EUROPA

Estátua representando Zeus e Europa, sita em Creta, que é de certa forma a fronteira entre a Europa e o Oriente; o elemento aquilino, a ave na mão de Europa, porventura um reforço da alusão a Zeus (que de qualquer modo é o touro), ajuda a dar ao conjunto um fulgor urânico, celestial, diamantino, metálico, que glorifica o mito como fundamento da Europa autêntica

A escolha do nove de Maio como dia da Europa está perto do dia da derrota oficial da Alemanha em 1945. Parece um exorcismo de fantasmas, muito curiosamente no mesmo dia em que na Antiguidade se celebrava, em Roma, berço directo da Europa, o festival da Lemúria, celebração destinada precisamente a apaziguar e exorcizar os espíritos dos mortos... conta Ovídio, nos «Fastos», que Rómulo criou o evento para acalmar o espírito do seu irmão Remo, que ele próprio tinha assassinado...
É discutível se a intenção original de quem em trezentos e sessenta e cinco dias foi precisamente a de escolher o da derrota de um Povo europeu diante de outros; uma celebração colectiva assente na desgraça de um dos celebrantes não é se calhar a mais dignificante, especialmente quando se quer realçar a igualdade entre todos. Por outro lado, celebrar a derrota de um totalitarismo diante de forças democráticas (a ocidente, entenda-se, porque no leste europeu a história foi diferente...) é sempre bom, bate certo com o espírito genuinamente europeu de valorização da Liberdade. Independentemente disso, a coincidência do Dia da Europa com a data de uma celebração pertencente à herança etno-religiosa europeia tem pinta de ser um bom augúrio para a salvaguarda do que mais interessa no chamado Velho Continente, que existência dos Europeus como identidade etno-civilizacional.

A MARAVILHA QUE É O PAÍS QUE MAIS SE ORGULHA DO SEU MULTI-RACIALISMO...

Basta caminhar alguns minutos pelas ruas de Lisboa para perceber a quantidade de brasileiros por todos os lados. Apenas em 2017, cerca de 870 mil turistas brasileiros visitaram o país. Mas não é só. Os brasileiros são a maior comunidade de estrangeiros residentes em Portugal. Oficialmente, são cerca de 80 mil pessoas, mas especialistas afirmam que este número é bem maior. Os dados foram divulgados pelo escritório de estatística da União Europeia.
Fugir da crise e da violência, buscar qualidade de vida e segurança são apenas alguns dos motivos que levam muitos brasileiros a fazerem as malas para viver em Portugal.
A imigração de brasileiros para Portugal não é de hoje e já sofreu mudanças significativas. A escritora Ana Silvia Scott, no livro Portugueses, relata como a migração mudou os sentimentos entre portugueses e brasileiros nas últimas décadas.
Ana Sílvia recorda que, na década de 1980, os brasileiros que chegavam a Portugal eram recebidos com cordialidade e simpatia por uma população cheia de memórias carinhosas do Brasil. Naquela época, quase todos os portugueses tinham histórias de parentes que foram para o Brasil.
Em 1977, os Portugueses assistiram à novela brasileira Gabriela, adaptada da obra de Jorge Amado, e a trama modificou comportamentos e a rotina dos Portugueses. Além da música, as belezas naturais e o futebol. Zico, Falcão, Sócrates e Júnior, craques da “selecção canarinha”, eram famosos do outro lado do Atlântico.
No ano 2000, afirma Ana Sílvia em seu livro, que o cenário começou a mudar e o incómodo dos Portugueses se tornou evidente. “O sentimento desagradável com relação aos Brasileiros surgiu em Portugal devido à intensificação de imigrantes de baixa renda e pouca escolaridade”.
Enquanto nas décadas de 80 e 90 a imigração era na sua maioria de dentistas, publicitários e profissionais da área de informática, insatisfeitos com a instabilidade económica gerada no governo Collor; nos anos 2000, o perfil preponderante de brasileiros era composto por trabalhadores da construção civil, do comércio, dos restaurantes e do serviço doméstico.
Actualmente houve uma mudança no perfil do brasileiro que imigra para Portugal. O que se tem observado é um grande número de pessoas de classe média e alta, que têm optado por viver no país fugindo da violência e da insegurança. Não é raro ouvir relatos como o do engenheiro brasileiro Zwy Goldstein, 60 anos, que optou deixar São Paulo após ter sido assaltado.
Lurdes Martins, aposentada brasileira migrou para Portugal em busca de segurança 
A aposentada carioca Lurdes Martins, 66 anos conta que tirava brincos, anéis e colares para andar nas ruas de Ipanema, onde morava. “O contexto brasileiro – social, político e económico – foi o que me impeliu a emigrar para Portugal. Além da minha admiração pelo país e pelo Povo Português. A qualidade e o custo de vida é bem melhor que no Brasil. Estou bem feliz aqui”, afirma Lurdes.
É bancária aposentada e obteve o visto de “residência temporária” em Portugal. Esse tipo de visto é concedido para estrangeiros que comprovem ter rendimentos para se manter no país. O valor necessário para a obtenção do visto varia de acordo com a quantidade de pessoas da família que se candidatar a viver no país.
O engenheiro Zwy e sua mulher vieram para Portugal com o mesmo visto que Lurdes. Este conta que, após ter sido atingido por um tiro numa tentativa de assalto em São Paulo, chegou à conclusão de que não dava mais para viver no Brasil.
Mais de 80 mil brasileiros vão para Portugal em busca de segurança
“Eu nunca tinha pensado em vir para Portugal, mas comecei a ler matérias que falavam do país. Então resolvi vir com a minha mulher, em Março de 2016, para dar uma olhada. Eu adorei isso aqui e, em 24 horas, eu decidi: quero mesmo é ficar aqui, porque é muito legal! Entramos com processo (no Consulado), foi super rápido naquela época e em Agosto a gente estava aqui”, conta Zwy.
Para o engenheiro a grande vantagem de viver em Portugal é a segurança. “A gente não tem esse tipo de preocupação aqui. Acho incrível isso aqui, não preciso olhar pro lado, não preciso olhar para trás, não preciso achar que alguém vai aparecer e ferir a gente”.
Além disso, para Zwy, a animosidade entre portugueses e brasileiros é coisa do passado. “As pessoas são simpáticas ao contrário do que falavam sempre. Os Portugueses recebem muito bem e temos vários amigos aqui. A gente viaja pelo país, que é pequeno, e dá pra ver muita coisa e acaba aprendendo a história do país”, conta Zwy, que se diz realizado em Portugal.
Este afirma que, do Brasil, a saudade é apenas dos amigos, dos lugares pelos quais passou e dos prédios que construiu. No Natal do ano passado, esteve em São Paulo para visitar os parentes e fui novamente assaltado. “Se existia ainda algum resquício de vontade de voltar, não tenho mais nenhuma. A paz que tenho aqui não tem preço”.
Residência temporária
Inicialmente, a autorização de residência temporária tem validade de um ano. Após a primeira renovação, o documento deve ser revalidado a cada dois anos. Após seis anos de residência legal, a pessoa pode solicitar a nacionalidade portuguesa.
Para obter a autorização, é preciso fazer como Lurdes, que deu entrada no pedido ainda no Brasil, no Consulado de Portugal. Há uma série de documentos que são exigidos nessa primeira etapa, como comprovante de rendimentos e certidões negativas da Justiça.
Ao chegar a Portugal, é necessário procurar pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) para apresentar documentação complementar e agendar uma entrevista pessoal.
“O meu processo de obtenção do visto foi um pouco complicado, por problemas de comunicação com o Consulado, mas depois que tive apoio de um escritório de ajuda aos migrantes aqui em Lisboa, tudo ficou mais fácil”, disse Lurdes.
Outros tipos de autorização de residência
É importante ressaltar que há outros tipos de autorização de residência, como a “Autorização de Residência por Investimento”, conhecida como visto gold; a Autorização de Residência Permanente e a Autorização de Residência Não Habitual.
Há ainda diferentes vistos para quem quer residir em Portugal e não tem a cidadania, como os de trabalho ou estudo. Os interessados devem procurar informações específicas sobre os diferentes tipos de visto e as documentações necessárias.
Nacionalidade
Os brasileiros foram os que mais receberam nacionalidade portuguesa no ano de 2016. Neste ano, a nacionalidade portuguesa foi concedida a pouco mais de 25 mil pessoas, entre as quais estão 8 mil brasileiros, ou seja, 31% do total.
Entre os brasileiros que adquiriram, em 2016, nacionalidades europeias, 36,3% foram obtidas em Portugal; 27% na Itália e 15,4% na Espanha.
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Fonte: http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/a-paz-que-tenho-aqui-nao-tem-preco-mais-de-80-mil-brasileiros-imigram-para-portugal-em-busca-de-seguranca-303684

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Compreende-se que muitos brasileiros ordeiros queiram fugir da desgraça em que o Brasil se transformou. É admissível que sejam recebidos em Portugal. Pode-se e deve-se é ter cuidadito com esta imigração, dado que o nível de violência cometido por brasileiros é dos mais elevados do planeta. No ano passado ou há dois anos, o Brasil teve mais homicídios do que a Europa, a Rússia, os EUA, o Canadá, a China, o Japão e a Austrália todos juntos...