segunda-feira, fevereiro 19, 2018

PETIÇÃO PARA QUE PORTUGAL RECONHEÇA O GENOCÍDIO ARMÉNIO

O Genocídio Arménio de 1915 (em plena Primeira Guerra Mundial) foi um acto de genocídio por parte dos turcos Império Otomano contra a minoria Arménia presente no território que hoje conhecemos por Turquia. No mesmo morreram cerca de 1.5 Milhões de Pessoas (entre 800 000 e 1 800 000 mortes segundo diversas fontes). No dia 24 de Abril de 1915, entre 235 e 270 intelectuais arménios foram deportados de Constantinopla (hoje Istambul) para Ancara onde foram assassinados. Esta data é considerada como o início deste genocídio. Os Turcos concretizaram este genocídio por puro assassinato de Arménios, ao forçá-los a trabalho forçado e, mais tarde, ao deportar mulheres, crianças, idosos e doentes em marchas de morte pelo deserto da Síria, sendo-lhes negada comida e bebida. Estas vítimas foram também violadas e massacradas. Resultado disto, gerações de Arménios estão espalhados pelo mundo. 
O governo turco continua a negar até aos dias de hoje que isto se tratou de um genocídio, mas sim de um assassinato em massa e até hoje menos de 30 países reconhecem o genocídio incluindo como um genocídio entre os quais, recentemente, a Alemanha. Portugal inexplicavelmente continua a não o reconhecer. 
Desta forma, os signatários desta petição pedem que a Assembleia da República reconheça, em nome do Povo Português, em geral, e da Diáspora Arménia em Portugal, em particular, o Genocídio Arménio como tal, independentemente de quaisquer consequências ou represálias por parte do Governo Turco a Portugal como consequência. 
Anexado a esta petição encontra-se um vídeo no sítio "YouTube" por parte de Ana Kasparian, uma descendente de vítimas deste genocídio.

Para assinar, aceder a esta página: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=genocidio-armenio

CANGURU PARTE MAXILA A CAÇADOR

No oeste da Austrália um canguru quebrou a maxila de um jovem caçador, comunica o diário Daily Mail.
O caçador teve sua maxila quebrada por um canguru quando se preparava para o abater
Segundo contou Joshua Hayden, de 19 anos, os animais atacaram o carro do qual ele tentava atirar contra eles. Um dos cangurus saltou para o para-brisa e durante o voo atingiu o caçador na maxila, deixando-o inconsciente.
O jovem caçador esteve desmaiado durante cerca de 30 segundos. Ao se recuperar, pensou que foi atacado pelo irmão mais velho que também estava no carro. No hospital local diagnosticaram a Hayden uma fractura da maxila. Os médicos disseram que o poderiam operar somente dentro de dez dias, pois o seu rosto inchou demasiado.
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Fonte: https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2018021710547767-australia-canguru-cacador-trauma/

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Fez-se justiça, pelo menos desta vez... infelizmente, é provável que o caçador torne ao seu vício de perseguir animais para os matar. Com alguma sorte, outro canguru, mais possante, tratará definitivamente do assunto.

domingo, fevereiro 18, 2018

HOLANDA RECONHECE GENOCÍDIO DOS ARMÉNIOS NA TURQUIA

O Congresso da Holanda aprovou nesta semana duas resoluções que reconhecem o genocídio arménio de 1915.
A primeira das resoluções "reconhece o genocídio arménio" enquanto a segunda afirma que a Holanda irá participar no evento da sua comemoração, que irá acontecer na Arménia em Abril.
Em 1915, centenas de milhares de arménios, incluindo mulheres e crianças, foram assassinados pelo Império Otomano, país precursor da Turquia moderna. Segundo Ancara, o genocídio não foi premeditado. A Turquia segue justificando o crime sob o argumento de que os arménios eram um perigo porque lutavam ao lado da Rússia, nação inimiga na época. Diferentes estimativas colocam o número de vítimas entre 800 mil e 1,8 milhão.
As resoluções foram propostas pelo deputado Joel Voordewind. Todos os quatro partidos que fazem parte da coligação que governa a Holanda foram favoráveis.
"Não podemos negar a história por medo de sanções. O nosso país abriga a capital do direito internacional acima de tudo, por isso não devemos ter medo de fazer o certo aqui também", disse Voordewind.
A Turquia costuma criticar os países que reconhecem o genocídio arménio. De acordo com a emissora RTL Niews, Ancara organizou protestos na Alemanha após Berlim reconhecer oficialmente o incidente. 
Após o Papa Francisco reconhecer o genocídio arménio — classificando-o como o primeiro massacre de larga escala do século XX — a relação entre Turquia e Vaticano foi abalada.
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Fonte: https://br.sputniknews.com/mundo/2018021710553572-holanda-reconhece-genocidio-armenio-turquia/

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Até o islamófilo papa reconhece o genocídio, a elite par(a)lamentar tuga é que parece que ainda não, o que só envergonha Portugal. Quem diria que o regime abrilista, tão bate-no-peito da liberdade e dos direitos humanos!... haveria de silenciar-se estrategicamente num caso destes, tal como aliás já se silenciou ao obedecer ao regime totalitário comunista chinês quando Sócrates recusou receber o Dalai Lama...
E é Portugal um membro da União Europeia e da OTAN, certamente tem as costas devidamente quentes para poder atrever-se a respeitar os direitos das minorias étnicas, o que faria se não fosse...

sábado, fevereiro 17, 2018

CÂNTICOS NUMA CLAQUE EM HONRA DE JOGADOR MUÇULMANO... E DO ISLÃO...

Em exaltação de um jogador muçulmano, os adeptos do Liverpool entoaram recentemente um cântico a dizer «Se o Islão é bom para ti, então também é bom para mim, se marcares mais golos, também eu serei muçulmano. Ele senta-se numa mesquita, é onde eu quero estar».
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Fonte: https://www.jihadwatch.org/2018/02/liverpool-soccer-fans-chant-ill-be-muslim-too-in-honor-of-soccer-star

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Pode ser só uma brincadeira, mas nestas coisas mais vale prevenir que remediar e, como diz o povo, não há fumo sem fogo.
Será eventualmente uma palhaçada inofensiva e futeboleira, mas é bem provável que a conversão de grupos de homens a determinadas doutrinas tenha tido muitas vezes relação com a admiração colectiva por guerreiros ou líderes que as perfilhavam.

sexta-feira, fevereiro 16, 2018

AMEAÇA DE BOMBA EM CENTRO DE SAÚDE

O Centro de Saúde de São Roque, Oliveira de Azeméis, situado no norte de Portugal, foi evacuado às 11h00 nesta Vernes (16) devido a uma ameaça de bomba.
A edição portuguesa Diário de Notícias já recebeu a confirmação sobre o incidente de representantes da Guarda Nacional Republicana, força de segurança do país.
Como medida de precaução, um edifício nas proximidades do local foi evacuado também. 
A evacuação foi iniciada após o centro de saúde ter recebido uma mensagem de voz de um número não identificado, alertando sobre a ameaça de bomba no estabelecimento. Tratava-se de uma mochila abandonada no interior do centro.
Funcionários e pacientes estavam aguardando do lado de fora pela chegada da Brigada de Inactivação de Explosivos local. 
No momento, as autoridades já estão no local do incidente.
Posteriormente, especialistas confirmaram se tratar de uma ameaça falsa. 
Agentes federais do local acreditam que se trata de uma "brincadeira de mau gosto".
Em todo o caso, a ameaça será investigada, e, como observou o comandante dos bombeiros, os "suspeitos são todos os pacientes que tiveram uma consulta desmarcada".
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Fonte: https://br.sputniknews.com/europa/2018021610542601-bomba-ameaca-portugal-centro-saude-oliveira-azemeis/

quinta-feira, fevereiro 15, 2018

SOBRE A RAIZ PROVÁVEL DO DIA DOS NAMORADOS



Dia 15 de Fevereiro é marcado pela celebração da Lupercalia, cuja designação vem de «Lupus», isto é, «Lobo». Pode ter a ver com a Loba que amamentou Rómulo e Remo, as crianças em cujo futuro se albergava a fundação de Roma.
Trata-se da culminação de uma sucessão de dias ditos «nefastos», que, neste contexto, não significa que sejam necessariamente maus, mas sim perigosos, e é a um tempo uma festa de fertilidade, da vinda da Primavera e da prestação de honras aos antepassados mortos.
A festa é dedicada a FAUNUS, e começava com os sacerdotes luperci a sacrificar bolos, e um bode (e/ou um cão), cujo sangue era passado pela testa dos jovens reunidos, e começava então uma correria, com estes jovens circulando em torno do monte Palatino (cerca de 5 km) percorrendo o caminho que Rómulo seguiu ao traçar a linha de circunscrição de Roma (no acto da fundação da cidade), e circulando pelas ruas da cidade, batendo com peles de bode nas mulheres jovens que encontrassem, para as fertilizar.
Celebração de carácter sexual, incluía naturalmente muito daquilo a que se chama «rebaldaria».

A cor deste dia é o vermelho, a mesma cor do dia de S. Valentim, possivelmente inventado para substituir a festividade pagã. 

quarta-feira, fevereiro 14, 2018

QUANDO A REALIDADE ULTRAPASSA A FICÇÃO...


... e se fosse só em Milão...

SÍRIO ASSASSINA CÃO NA ALEMANHA

Na cidade alemã de Straubing, um imigrante sírio assassinou um cão ao atirá-lo pela varanda de um terceiro andar, por se ter sentido incomodado com a sua presença.
É sabido que no Islão o cão é considerado um animal impuro e que há partes das escrituras sagradas muçulmanas a ordenar a matança sistemática de cães.
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Fonte: https://www.jihadwatch.org/2018/02/germany-muslim-migrant-murders-dog-by-throwing-him-out-of-a-high-window

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Se calhar o árabe nem fez por mal, aquilo foi só um impulso de momento, há horas do diabo, saiu-lhe aquilo assim, que esta gente é muito impulsiva e espontânea e por isso é que os Europeus precisam deles, porque malta desta dá outra cor e outro sabor de imprevisto ao habitualmente álgido, insípido e previsível quotidiano europeu... Dessa imensa capacidade «meridional» de exteriorizar impulsos faz parte uma repulsa religiosa por cães, enquanto os Europeus gostam mais agora de cães do que nunca, mas a ver vamos como é que isto se vai coordenar e com sacrifício de quem... haverá «cedências de parte a parte», como está na moda dizer-se que tem de haver para que a integração corra bem?...
Entretanto, cada qual sabe da sua sensibilidade. Para muitos europeus com direito a voto vale bem mais a vida de um só cão do que as de milhões de alógenos que o não respeitem...

O BRITÂNICO ESCURO DE OLHOS CLAROS...

A partir da reconstrução da aparência do Homem de Cheddar, que recebeu este nome depois de o seu fóssil ter sido descoberto em 1903 próximo da Vila de Cheddar, em Somerset, na Inglaterra, os investigadores foram capazes de confirmar que, há 10 mil anos, os britânicos tinham pele escura e olhos azuis.
Para a análise do ADN, os cientistas do Museu de História Natural de Londres fizeram um pequeno orifício no crânio antigo e recolheram alguns miligramas de pó de osso.
A partir da informação genética investigada, supõe-se que o Homem de Cheddar morreu com pouco mais de 20 anos de idade. A reconstrução de um modelo do seu rosto foi feita por uma impressora 3D e indicou "fortemente que ele tinha olhos azuis, uma pele muito escura, de castanha a negra, e cabelos encaracolados escuros", avança o jornal inglês The Guardian.
Os resultados apontam ainda para que os antepassados do Homem de Cheddar sejam originários de África. Mudaram-se para o Médio Oriente e depois para a Europa, o que justifica, segundo o estudo, que os britânicos atuais partilhem cerca de 10% de sua ascendência genética com estas populações antigas.
Com isso, os cientistas concluíram que os genes da pele clara foram difundidos na população europeia mais tarde do que pensava-se e que a cor da pele não estava necessariamente relacionada com uma origem geográfica: "Isto mostra-nos que não podemos fazer suposições sobre a aparência das pessoas de antigamente com base na sua aparência actual. As características físicas às quais nos acostumámos não são fixas", sublinha Tom Booth, arqueologista do Museu de História Natural, um dos autores do estudo.
Não se sabe ao certo porque é que a pele clara acabou por sobressair entre os britânicos, mas os cientistas acreditam que o tom de pele das populações que vivem na Europa tornou-se mais claro ao longo do tempo, porque a pele pálida absorve mais luz solar, necessária para a a produção de vitamina D. No Reino Unido, onde esta luz é mais escassa, a pele clara facilitaria a absorção desta vitamina.
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Fonte: http://visao.sapo.pt/actualidade/mundo/2018-02-12-Ha-10-mil-anos-os-britanicos-tinhampele-escura-e-olhos-azuis

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Mas caganda novidade, quando já há uns anitos foi divulgado que uma parte do Europeus pré-históricos tinham pele escura e olhos claros... já se sabe que «longe da vista, longe do coração», e por conseguinte quanto mais perto estiver da vista, mais perto estará do coração, vai daí é preciso não perder uma oportunidade de anunciar em parangonas que «olhem que os vossos antepassados tinham pele negra hã!!!!!!!!!!!!!!», pois sim, está bem...
Felizmente para os «racistas» que é bem sabido não ser a cor de pele mais do que um elemento secundário na definição racial... e que o cabelo encaracolado, referido no artigo, é bem diferente do cabelo crespo, que esse sim é negróide...
Não há grandes dúvidas de que isto
o chamado Homem de Cheddar,
é bem mais parecido com isto
que com isto...

Entretanto, noutra notícia sobre esta descoberta no Reino Unido, é dito que o Homem de Cheddar não seria tolerante à lactose, ou seja, pertenceria a um estrato populacional diferente daquele que hoje domina as ilhas britânicas, onde a população é maioritariamente tolerante à lactose, uma característica que eventualmente é herdada de antigos Povos nómadas indo-europeus, cuja dieta alimentar assentava nos lacticínios. Não significa isto que ser «ariano» signifique ser capaz de digerir leite, ou que todo o que digere leite em idade adulta é ariano, pois que algumas populações das Arábias e da África negra também têm essa possibilidade, eventualmente porque um isolamento histórico-genético lhes permitiu desenvolver e reter esse gene. 

(Fonte do mapa: https://en.wikipedia.org/wiki/Lactase_persistence#/media/File:Lactose_tolerance_in_the_Old_World.svg)


DIVULGAÇÃO DO HORROR NOS BASTIDORES DA INDÚSTRIA DE PRODUÇÃO DE CARNE

Nos últimos dois anos, os fotógrafos Luca Santini e Matteo Natalucci entraram, de noite e sem permissão, em vários centros de produção de carne. Viram "dezenas de milhares de animais amontoados em grandes superfícies, onde mal podiam mover-se e onde eram, muitas vezes, esmagados pelo peso dos restantes animais", descreveram ao P3, em entrevista por email. "Dentro destes lugares paira um ar irrespirável, espesso, que literalmente se entranha em tudo." 
Visitaram, como denunciam as imagens, centros de criação intensiva de porcos, galinhas, perús, vacas e coelhos. "Deparámo-nos com uma gigantesca 'máquina-traga-vidas' que destrói milhões de animais todos os anos", descrevem. "[Nesses locais] invade-nos a sensação de que se passa algo de muito errado; é inevitável." Durante os raids nocturnos, como lhes chamam os fotógrafos, não constataram apenas a sobrelotação dos espaços. "Vimos infestações muito sérias de ratazanas que se misturavam com os animais e encontrámos, muitas vezes, animais mortos, em decomposição, junto dos restantes animais vivos." 
Impressiona-os "a enorme quantidade de estabelecimentos que existe e que ninguém vê". "Durante um só dia é possível passarmos por milhares destes animais, enquanto conduzimos, sem que nos apercebamos de nada", referem, salientando que, em Itália, existem províncias onde a população suína supera, em número, a população humana. "Curioso, não é?" Luca e Matteo querem que a série de fotografias BLUE seja "a etiqueta que falta na embalagem" de carne e que todos vejam o "extremo oposto da nossa carne cozinhada: ou seja, crua".
(...)
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Fonte: http://p3.publico.pt/actualidade/sociedade/25488/nos-bastidores-sinistros-da-industria-de-producao-de-carne   -   Na página há imagens que podem ser consideradas chocantes.

UMA VOZ NA ESTÓNIA PELA HERANÇA ANCESTRAL PAGÃ DA FLORESTA

Na Estónia, um membro do Conselho de Gestão Florestal (CGF) ameaça retirar a certificação de «sustentável» à indústria madeireira se falhar em proteger os seus locais sagrados da sua herança religiosa pagã. Milhares destes sítios estão em risco de destruição para criar lenha porque o Estado não os assinala correctamente nos mapas, segundo diz Tiit Kaasik, membro do CGF. Alguns destes locais contudo já foram reconhecidos sob o sistema internacional de «Madeira Controlada» da CGF  e as companhias madeireiras vão ter de levar em conta esta realidade a partir de agora. Kaasik assegura «Estou preparado para apresentar queixa contra o auditor da CGF, a NEPCon, se as tradições pagãs não forem respeitadas.»
Sucede isto num país onde a cristianização só se deu a partir de 1200 e onde as sondagens sugerem que no seio da população a ideia de uma «Força-Vida» é três vezes mais partilhada do que a de um «Deus» (presumivelmente entendido como o da tradição abraâmica).
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Fonte: http://www.climatechangenews.com/2018/01/23/forest-watchdog-calls-protection-estonias-pagan-heritage/

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É mais um sinal dos tempos, o do despertar da dimensão religiosa no contexto da consciência identitária europeia.

terça-feira, fevereiro 13, 2018

PARENTÁLIA...

Reconstituição histórica de uma necrópole romana, da autoria de Ana Isabel Neves, para a exposição temporária no Museu de Odrinhas intitulada «DIIS MANIBVS - Rituais da Morte durante a Romanidade»

Dia 13 de Fevereiro é consagrado à celebração denominada Parentália.
Parentália é a veneração dos Manes, que são os antepassados mortos. 
Durava de 13 a 21 de Fevereiro, isto é, até à data da Ferália, ou até 22 de Fevereiro, data da Caristia.
Todos os dias deste período são para comemoração privada, excepto o último.
Nesta época do ano, os templos eram todos fechados, os magistrados não usavam as suas togas durante o seu ofício, e era considerado errado (nefas) fazer qualquer coisa que não fosse estritamente necessária: nenhum casamento se podia realizar, não se podia entrar em combate, nem alistar soldados, tal como não se podiam realizar Comitia, nem começar uma viagem.
Grupos de pessoas iam chorar aos túmulos localizados ao longo dos caminhos fora da cidade e realizavam os seus sacra privata ou ritos sagrados. De acordo com Ovídio (Fasti 2.535 – 540 seg.), os Manes apreciam mais a piedade religiosa do que os presentes caros. Assim, de modo a aplacar as almas dos mortos (placandis Manibus), cada um 
deve levar apenas uma caleira envolta em grinaldas votivas, um pouco de cereais, algumas gramas de sal, pão embebido em vinho, algumas violetas, tudo isto num pedaço de vaso que seria colocado ao pé das tumbas.
Neste período, os mortos andavam livre e inofensivamente à volta dos túmulos, para recolher as oferendas.
No primeiro dia da celebração, uma Vestal (presumivelmente, a do topo da hierarquia) realizava cerimónias em honra dos mortos, tal como está registado no calendário de Philocalus (Virgo Vestalis parentat).
Uma vez que Tarpeia, mulher que segundo a lenda traiu o Capitólio em proveito dos Sabinos, teria sido uma Vestal, eram oferecidas libações, anualmente, ao seu espírito, ao pé da sua tumba, no Capitólio (ler Dionysos de Halicarnassus, 2.40), razão pela qual se pensa que esta tentativa de acalmar o seu fantasma ocorresse durante a Parentália, mas isto é só especulação.

DATA DA ASSINATURA DO TRATADO DE LISBOA QUE GARANTIU A SOBERANIA NACIONAL


Assinado a 13 Fevereiro 1668 o Tratado de Lisboa pós fim a quase 30 anos de combates entre Portugal e Espanha depois da restauração da independência em 1640.
O tratado de Lisboa foi o acordo de paz que pôs fim à chamada Guerra da Restauração entre Portugal e Espanha. Foi assinado em Lisboa entre duas delegações diplomáticas, em nome de D. Afonso VI e Carlos II, respectivamente.
Curiosamente, nenhum destes monarcas era verdadeiramente rei. D. Afonso VI tinha sido deposto no ano anterior e o rei de Espanha tinha apenas 6 anos. Portanto, o acordo foi elaborado entre o regente D. Pedro e a rainha Maria Ana.
A assinatura do documento encerrou um período de 28 anos de guerra entre os dois países e consagrou definitivamente Portugal como um estado independente. 
Quais foram as condições do tratado?
A guerra entre Portugal e Espanha tinha conhecido um desfecho decisivo na Batalha de Montes Claros (perto de Borba), em Junho de 1665, quando fracassou a última tentativa espanhola de invasão de Portugal.
Houve contactos diplomáticos entre as duas partes para a elaboração de um acordo de paz, sob pressão da Inglaterra e da França, ambas interessadas em terminar o conflito e estabelecer a paz na Península Ibérica. O acordo de 1668 foi alcançado com a mediação directa do rei Carlos II de Inglaterra.
Curiosamente, o reconhecimento da independência não constava de forma explícita no tratado, que apenas acordava o fim das hostilidades e a paz perpétua entre os dois países. Estabelecia igualmente a libertação de prisioneiros e a devolução das posições tomadas durante o conflito, com excepção de Ceuta, que passou definitivamente para a soberania espanhola. 
O tratado foi assinado em que local de Lisboa?
O tratado tem como título “Tratado de paz entre el-rei o senhor D. Afonso VI e Carlos II rei de Espanha, por mediação de Carlos II rei da Grã-Bretanha, feito e concluído no convento de Santo Elói da cidade de Lisboa, a 13 de Fevereiro de 1668; ratificado por parte de Portugal em 3 de Março e pela de Espanha em 23 de Fevereiro do dito ano”.
Foi, portanto, assinado no Convento de Santo Elói, ou dos Loios, em Lisboa. O edifício localiza-se no actual Largo dos Loios, não longe de castelo de S. Jorge, pertencente à antiga freguesia de Santiago, hoje Santa Maria Maior.
O edifício foi danificado pelo terramoto de 1775 e, com a extinção das ordens religiosas, foi transformado em caserna e veio mais tarde a ser ocupado pela Guarda Nacional Republicana, passando a chamar-se Quartel dos Loios. É facilmente identificado pela cor vermelha da sua fachada.
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Fonte: http://ensina.rtp.pt/artigo/__trashed-4/

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Nunca é demais lembrar que a independência nacional se conquistou a custo. Não bastou declará-la - foi preciso defendê-la. Os nacionalistas catalães precisam de uma determinação igualmente adamantina se quiserem alcançar a independência, uma convicção de aço como os Portugueses mostraram mais de uma vez e como todo os Europeus precisarão de exibir para defenderem o que é seu.

13 DE FEVEREIRO DE 1913 - TIBETE INDEPENDENTE


A 13 de Fevereiro de 1913, o décimo-terceiro Dalai Lama - líder político-espiritual tibetano - proclamou a independência do Tibete, depois de um período de dominação por parte da dinastia Manchu. O Tibete seria desde então soberano por quase quatro décadas, até sofrer a invasão militar por parte do governo comunista chinês em 1950, o qual mantém actualmente a ocupação deste país.
É pois mais uma Nação por libertar, parte de um longo processo que durará até que todos os impérios sejam varridos da face do planeta.

PRESIDENTE DA TURQUIA DECLARA QUE O SEU PAÍS É CONTINUAÇÃO DOS OTOMANOS

O presidente turco declarou ontem que a actual Turquia é a continuação dos Otomanos. Note-se que os Otomanos tinham um império islâmico, o Império Otomano, que era um califado, ou seja, doutrinalmente era a mesma coisa que o actual Daesh - um Estado islâmico onde se aplica a charia ou lei islâmica e cujo soberano tem alegadamente autoridade moral e religiosa sobre todos os muçulmanos do planeta.
Erdogan chegou a dizer que «algumas pessoas só querem continuar a história do nosso país a partir de 1932, querem romper com as nossas raízes.» 
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Fonte: https://www.jihadwatch.org/2018/02/erdogan-turkish-republic-is-continuation-of-ottomans

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Entenda-se o significado disto: 1923 foi uma data marcada pela laicização da Turquia. A Turquia é laica apenas por causa disso. Erdogan quer restaurar a sociedade turca antes da laicização da Turquia.
E depois é isto que a elite reinante no Ocidente quer enfiar pela Europa adentro...

QUATRO MUÇULMANOS NA SUÉCIA TENTAM ASSASSINAR FUNCIONÁRIOS DE UM CENTRO DE SAÚDE

Na Suécia, quatro muçulmanos de diferentes origens, incluindo um médico, foram detidos por tentativa de homicídio contra funcionários do Centro de Saúde de Skärholmen, em Estocolmo.
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Fonte: https://www.jihadwatch.org/2018/02/sweden-four-muslim-migrants-including-a-doctor-charged-with-attempted-murder-for-attack-on-healthcare-center

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Ah, calor humano oriundo da iminvasão terceiro-mundista, que seria dos Europeus sem este contributo...

NOS EUA - ESTUDANTE MUÇULMANO ADMITE TER PARTICIPADO EM PLANEAMENTO DE ATENTADO BOMBISTA

Nos EUA, um estudante muçulmano do ensino superior admitiu ter participado em plano para realizar atentado terrorista na cidade de Nova Iorque, em nome do califado (Daesh). 
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Fonte: https://www.jihadwatch.org/2018/02/muslim-college-student-admits-to-plotting-jihad-massacre-in-new-york-city-for-the-islamic-state

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Será que este esclarecido jovem, com estudos, não sabe que o Islão é a «religião da paz»?...

NA ALEMANHA - BANDEIRA DO CALIFADO ENCONTRADA NO SEIO DE GANGUE DE IMIGRAÇÃO FRAUDULENTA

Numa só operação policial em solo alemão foram detidas dezenas de muçulmanos que usaram identidades falsas para entrar na Alemanha e auferir dinheiro dos contribuintes. Uma bandeira do califado ou Daesh foi encontrada num dos domicílios revistados pelas autoridades.
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Fonte: https://www.jihadwatch.org/2018/02/germany-islamic-state-flag-found-at-home-of-muslim-migrants-who-used-fake-identities-to-defraud-german-taxpayers

GRÉCIA PROTESTA POR COLISÃO DE LANCHA TURCA CONTRA NAVIO DE GUARDA COSTEIRA GREGA

O Ministério das Relações Exteriores da Grécia condenou a Turquia sobre o incidente perto das ilhas Imia (Kardak, em turco) no Mar Egeu, quando uma lancha turca que fazia patrulhamento colidiu com um navio da guarda costeira grega.
"O Secretário-Geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Grécia, o Embaixador Dimitrios Paraskevopoulos, informou hoje a sua homóloga turca, ao mesmo tempo que o Director Geral de Assuntos Políticos convocou o Ministério das Relações Exteriores da Grécia ao embaixador turco em Atenas", disse a chancelaria grega em comunicado enviado para a Sputnik.
O texto acrescenta que a Turquia "deve cessar as violações do direito internacional e as acções que não contribuem para o desenvolvimento das relações entre os dois países".
Mais cedo na Martes, um barco de patrulha turco atacou uma embarcação da Guarda Costeira Grega perto de Imia, duas ilhas pequenas localizadas no sudeste do Mar Egeu que são objecto de uma disputa entre Atenas e Ancara.
Nenhum dos 27 membros da tripulação da Hellenic foi ferido, mas o navio foi danificado.
O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, minimizou o incidente e atribuiu-o ao "desconcerto do lado grego". A Grécia, por sua vez, culpou a Turquia pelo aumento das provocações no Mar Egeu.
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Fonte: https://br.sputniknews.com/europa/2018021310517053-grecia-ilhas-egeu-turquia/

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Torna-se portanto cada vez mais hostil a um país europeu o comportamento do país asiático alegadamente moderado que a elite político-culturalmente reinante no Ocidente queria por força meter pela União Europeia adentro...

ÍNDIA ASSEGURA ACESSO A PORTO DE OMÃ PARA FAZER FRENTE À CHINA

A Índia assegurou o acesso ao porto de Duqm no Sultanato de Omã, um ponto estratégico que pode ser utilizado para fins militares e logísticos, entre outros, visando diminuir a influência da China na região do oceano Índico, informou o jornal The Indian Express, citando fontes de alto nível.
Um memorando de entendimento sobre a cooperação militar, assinado durante a recente visita do primeiro-ministro indiano Narendra Modi ao sultanato na península Arábica, prevê que "os serviços portuários e a doca seca de Duqm estejam disponíveis para a manutenção dos navios de guerra indianos", segundo as fontes.
O jornal assinalou que o acesso a Duqm "faz parte da estratégia marítima da Índia para diminuir a influência e as actividades da China na região".
Em Setembro do ano passado, a Índia enviou a este porto omanita um submarino da classe Shishumar, o destróier INS Mumbai e dois aviões de patrulhamento marítimo P-8I.
Essas forças navais permaneceram em Duqm por um mês com o objectivo de melhorar a vigilância e a cooperação entre os dois países.
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Fonte: https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2018021310507906-india-oma-china-influencia-tensoes-porto/

ENTRUDO

Os Caretos - grupos de jovens, todos do sexo masculino, que no Natal e também no Entrudo, percorrem as ruas da sua povoação trajados com os fatos coloridos que aqui se podem ver, batendo em raparigas com bastões compridos e/ou com chocalhos, para as fertilizar... Genericamente, costuma dizer-se que se trata dum elemento folclórico de raiz arcaica céltica; muito sinceramente, vejo aqui uma semelhança quase absoluta com a Lupercal romana, e nem sequer sou daqueles que quer negar o contributo céltico para a identidade étnica portuguesa, pelo contrário...



O verdadeiro Carnaval português é assim, caros leitores - uma época do ano marcada pela fantasia invernal das máscaras e do segredo, do deboche e da troça, quando se pode dizer tudo o que se quiser sobre quem se quiser, como é disso exemplo a tradição, existente em numerosas aldeias portuguesas, de haver grupos de jovens mascarados, usualmente caretos, a declamar publicamente versos de mofa sobre cada uma das pessoas da população local, satirizando vícios e torpezas.
É também um tempo de primeiras boas-vindas à Primavera, motivo pelo qual costuma haver uma ou mais figuras andrajosas («a velha», ou «o velho») a representar o Ano Velho, que urge expulsar e substituir pelas forças da Vida, pujantes e joviais. Daí os numerosos «enterros» que por este País se celebram nesta altura do ano - o «enterro do velho», ou o «enterro do galo», «enterro do Entrudo», «enterro do João», bem como o «enterro do bacalhau», o qual por vezes é afogado ou despedaçado a tiro; de salientar também os combates Inverno/Verão, teatralizados com batalhas carnavalescas entre jovens floridos e figuras andrajosas, demoníacas ou decadentes.

Conforme diz o antropólogo Aurélio Lopes em «A Face do Caos - ritos de subversão na tradição portuguesa» (Garrido Editores), página 139 e seguintes:
Muitas destas paródias herdaram a simbologia, em tempos passados usual, da destruição ritual do símbolo do ano e do tempo que terminam, personificado muitas vezes no Inverno que declina. Para aí remente, num contexto secular, toda a panóplia de «velhos», «comadres», «judas» e «intrudos» que, dando corpo a identificações e funcionalidades modernas, incidem numa raiz ancestral, niilista e regeneradora.
Algumas vezes são bonecos de palha antropomorfos, figuras vestidas ou não de roupas velhas, que se expõem publicamente, afogam, queimam, enforcam, despedaçam ou enterram nos grandes festivais de Inverno quem em tempos se realizavam e esporadicamente ainda se realizam, um pouco por todo o País.

De acordo com o mesmo autor, outro dos elementos destas celebrações caóticas eram as «batalhas» entre sexos - grupos de rapazes contra grupos de raparigas, cada qual procurando queimar o boneco de palha do oponente, enquanto teciam versos jocosos e insultuosos. Vale a pena exemplificar com algumas das quadras ouvidos no Alto Alentejo:
«As Comadres já morreram
Dentro duma caixinha
Vieram os ratos
Rataram-lhes as passarinhas


Resposta das raparigas:
«Os Compadres já morreram
Dentro dum baú
Vieram os ratos
Rataram-lhes o cu



Outras:
«Vivam as senhoras comadres
Encerradas na cortiça
A velha alça a perna
O velho mete a chouriça


E estas, não já no Alentejo, mas no norte da Beira Alta, no famoso Entrudo de Lazarim:
«Rapazes de Lazarim
Sois todos uma canalha
Com o fumo do tabaco
No corpo tudo vos falha
»

(...)
«E ainda te digo mais
Meu cabeça de avelã
Agarras-te muito à gorda
Mas tu gostas é da irmã
»

(...)
«Tende cuidado com o burro
Que ele é muito abonado
Se a dele não chegar
Tendes aqui mais um bocado»

(...)
«Vais então ter casamento
Até que enfim sais de casa
Pois já há muito tempo
Tens a passareta em brasa


Etc...

A propósito de Lazarim, é realmente digno de leitura o relato que uma norte-americana faz da sua visita a Lazarim durante esta quadra festiva e observar o seu maravilhamento perante uma festa carnavalesca que nada tem a ver, na forma, com a do Brasil, mas que, reconhece a autora, está na sua raiz e mergulha a sua origem na ancestralidade céltica de Portugal.

Para uma panorâmica mais abrangente do Carnaval português, dê-se uma vista de olhos a este magnífico site de recolha etnográfica.










SOBRE O CARNAVAL































Carnaval, celebração de raiz porventura arcaica, essencialmente semelhante à Saturnália, mas com traços de outras festividades pagãs, nomeadamente da Lupercália, aqui descrita há poucos dias, e da Bacanália, na qual, ao mesmo tempo em que o líquido de Baco descia as gargantas e subia às cabeças, se podia dizer e fazer toda a sorte de deboches.


O Carnaval é efectivamente um tempo de pura descontracção, em que se pode fazer, dizer e até ser» virtualmente tudo «o que se quiser» - com os limites que a sociedade actual impõe, relativizando sempre o sentido do total que algumas festas poderiam ter originalmente, pois que, numa época em que são sempre precisos polícias, médicos, enfermeiros, etc., não se pode esperar que todos estejam ao mesmo tempo envolvidos numa dada celebração, como bem notou Roger Caillois em «O Homem e o Sagrado».


No antigo calendário romano, Fevereiro era o último mês do ano, época de contacto com os mortos, de purificação da cidade - é daí que vem o nome Fevereiro, de Februus, Deus Subterrâneo dos Mortos e das Riquezas - tendo assim um ambiente similar ao do Halloween céltico (Samhain, na língua irlandesa), o qual é, para os Celtas, a passagem de um ano para outro.

Neste extremo ocidente europeu, o Entrudo está actualmente muito influenciado pela cultura brasileira, o que contribui para um empobrecimento da tradição carnavalesca nacional: um povo sem orgulho, acabrunhado, deixa-se colonizar também nisto, especialmente quando a ideia de que a versão carioca de tal festividade «é que é o Carnaval por excelência» parece estabelecida como um facto indiscutível, e «toda a gente» a considera melhor que todas as outras.


E tal colonização, verdadeiramente kitsch porque feita com base na diluição da identidade cultural nacional, passa por cima até do mais prosaico bom senso - chega a infringir as mais elementares regras da sensatez no que ao clima diz respeito. Cá, ainda é Inverno e, por conseguinte, a tradição de cá não consistia em mostrar descomunais coxas, tantas vezes invernalmente anafadas, trajadas com roupas que deixam as pobres moçoilas semi-nuas a gramar um frio ventoso pelas carnes adentro.
Parece-me a propósito disto pertinente observar a diferença radical entre o Carnaval brasileiro e os Carnavais europeus - por mais diferenças que se verifiquem entre estes últimos, há algo que os caracteriza em comum por oposição ao do Rio de Janeiro: trata-se, quanto a mim, da valorização do não manifesto, do oculto, do acto de esconder.
A festividade carnavalesca brasileira é típica do Verão - com efeito, realiza-se numa altura em que o hemisfério sul vive o pico da estação quente. Por conseguinte, a celebração pauta-se pela abertura, pela exuberância da extroversão absoluta.
As festividades carnavalescas europeias, pelo contrário, são festas típicas do Inverno - têm lugar numa época do ano em que o hemisfério norte vive ainda na estação fria. Em assim sendo, tais celebrações caracterizam-se pela ocultação, pela exuberância duma introversão virada do avesso, ou seja, exibida perante os olhos de todos - e é isso a máscara.


Não deixa entretanto de ser curioso o seguinte - tornou-se lugar-comum a noção de que os Brasileiros, e demais latino-americanos, são especialmente extrovertidos (traço eventualmente africano, também presente nos EUA), ao passo que a Europa tende para a introversão - e quanto mais geograficamente afastados de África, mais introvertidos são os Europeus, com a estranha excepção do caso português, que, situando-se territorialmente no sul do continente, pauta-se todavia por uma marcada introversão, visível desde logo na sua pronúncia, que se assemelha genericamente à do gélido leste europeu.


Ora o Carnaval é, por excelência, a festa da quebra das regras, da excepção - faz-se nesta altura o que não se pode fazer durante o resto do ano.


Não obstante, os Brasileiros têm nesta época, não um momento de excepção, mas sim de intensificação do que já são no resto do ano; quanto aos Europeus, dão-se ao festejo desbragado, não raras vezes debochado, mas a coberto de máscaras.





Em suma: se «o Natal é quando um homem quiser», o Carnaval não o será menos...


Introversão e cultura europeia versus extroversão sul-americana: enquanto no Rio de Janeiro anda tudo ao léu, como na praia, em Veneza, por exemplo, vive-se um momento feérico, gerado pelo encontro da bizarria das refinadas máscaras (cujo potencial erótico e bizarro foi particularmente explorado em «Eyes Wide Shut», ou «Olhos Bem Fechados», de Stanley Kubrick) com o nevoeiro, que, segundo parece, é na cidade dos Vénetos frequente.




Bom seria, digo eu, que o carnaval português, em vez de receber a influência brasileira, tivesse ficado mais parecido com o veneziano. É que Lisboa até tem a sua névoa e o seu ar melancólico, sóbrio, triste segundo alguns, mas que, visto de outro modo, pode esconder mistérios e riquezas insuspeitadas. Tal atmosfera não tem muito a ver com roupagens verde-e-amarelo e com desfiles à maneira rio-de-janeirista, mas combina perfeitamente com o cenário construído pela máscara veneziana. Em Portugal, nos saudosos anos setenta e princípios dos anos oitenta, antes da maciça influência brasileira, as pessoas mascaravam-se a rigor (e tinham ainda menos dinheiro do que têm hoje), encarnando certas e determinadas personagens da realidade ou da fantasia; e eram incontáveis os que, mesmo não usando uniformes, acabavam todavia por ajustar a sua caraça de modo a bem esconder as respectivas ventas.


segunda-feira, fevereiro 12, 2018

COMITÉ DOS DIREITOS DA CRIANÇA DA ONU RECOMENDA A MADRID QUE NÃO PERMITA A PRESENÇA DE CRIANÇAS EM EVENTOS TAUROMÁQUICOS

O Comité para os Direitos da Criança, um organismo das Nações Unidas (ONU) que acompanha a implementação da Convenção sobre os Direitos da Criança, recomendou ao governo espanhol a proibição da presença de crianças em touradas — seja na plateia, seja enquanto participantes do espectáculo tauromáquico. 
“De forma a prevenir os efeitos nefastos da tauromaquia nas crianças, o comité recomenda que o Estado proíba a participação de crianças com menos de 18 anos de idade enquanto toureiros e enquanto espectadores em eventos tauromáquicos”, lê-se num relatório finalizado este mês, e que se seguiu a um encontro com uma delegação do governo espanhol, a 22 de Janeiro, em Genebra. Os representantes de Madrid disseram que vão ter em consideração as recomendações da ONU.
O relator das Nações Unidas para Espanha, Gehad Madi, disse estar “muito preocupado com a exposição das crianças à violência”, em particular nas escolas tauromáquicas. Em Espanha, há 55 estabelecimentos onde menores aprendem a tourear.
Em 2010, a Catalunha abriu uma entre várias frentes de confronto com Madrid ao banir as touradas. No entanto, o Tribunal Constitucional acabou por reverteu a proibição em 2016, considerando as práticas tauromáquicas uma “expressão cultural que formam parte da herança comum” espanhola.
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Fonte: https://www.publico.pt/2018/02/08/mundo/noticia/comite-da-onu-insta-governo-espanhol-a-proibir-a-presenca-de-criancas-em-touradas-1802561/amp#

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É uma recomendação que por cá caiu em saco roto mas que de qualquer modo anuncia um bom vento, o da rejeição de formas de entretenimento baseadas na exploração e sofrimento dos mais vulneráveis, neste caso, dos toiros. Trata-se de mais um conceito civilizacional especificamente europeu cuja popularidade é cada vez maior no seio das populações europeias, pelo menos enquanto estas continuarem a ser europeias, bem entendido.

CANCELAMENTO DE EVENTO TAURINO EM MONFORTE OBTIDO PELA «BASTA DE TOURADAS»



Graças à denúncia da Plataforma Basta de Touradas foi cancelado o evento ilegal que estava a ser preparado para se realizar no passado sábado na praça de touros de Monforte. O evento, designado "Carnaval Taurino", previa a participação de crianças (o que constitui uma contra-ordenação muito grave, imputável à entidade promotora) e da "mesa da tortura". Felizmente as autoridades fizeram cumprir a lei e o evento foi cancelado.
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Fonte: https://www.facebook.com/Basta.pt/photos/a.472890756075069.108951.143034799060668/1800269896670475/?type=3&theater

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Mais um bom exemplo do activismo sério e contínuo da «Basta de Touradas» em prol do respeito que é devido a todos os animais.

PLATAFORMA «BASTA DE TOURADAS» CONSEGUE CANCELAMENTO DE GARRAIADA DE CARNAVAL EM S. BENTO DE CORTIÇO


A Garraiada de Carnaval que estava prevista para o passado dia 10/2 em S. Bento do Cortiço (Estremoz) foi cancelada após denuncia da Plataforma Basta de Touradas.
No cartaz do evento foi abusivamente utilizada a imagem do touro "Ferdinando", situação que motivou também a denuncia da Basta à empresa que distribui o filme em Portugal e que tomou as devidas diligências no sentido de alertar os promotores da Garraiada para a utilização ilegal da imagem do filme.
Mais uma vitória da causa abolicionista em nome do respeito pelos animais e do cumprimento da legislação.
Agradecemos aos nossos seguidores que nos enviem atempadamente informação de eventos semelhantes que ocorram na vossa região.
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Fonte: https://www.facebook.com/Basta.pt/photos/a.472890756075069.108951.143034799060668/1800136360017162/?type=3&theater

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Mais um exemplo de como o activismo sério e persistente dá frutos numa sociedade democrática, ajudando a sua evolução num sentido especificamente europeu, o da protecção dos mais vulneráveis.

domingo, fevereiro 11, 2018

ELITE POLÍTICO-CULTURALMENTE REINANTE INVOCA MEDO DAS «FAKE NEWS» PARA EXERCER CONTROLO SOBRE A INFORMAÇÃO

A União Europeia está a intensificar a campanha para censurar e marginalizar as vozes que discordam das suas políticas, actuando segundo as directrizes do conveniente eufemismo de combater "fake news".
"A Comissão precisa de apreciar os desafios que as plataformas da Internet promovem nas nossas democracias no que diz respeito à disseminação de informações falsas e iniciar uma reflexão sobre o que seria necessário na esfera da UE para proteger os nossos cidadãos," salientou Jean-Claude Juncker, Presidente da Comissão Europeia, em Maio de 2017. Quanta bondade e consideração de Juncker que, de forma totalitária, quer proteger os cidadãos da UE de notícias que não se encaixam nas narrativas e programas da Comissão Europeia.
Em Outubro de 2017, a Comissão Europeia anunciou as suas directrizes sobre "fake news" e como pretende "projectar soluções para abordar a disseminação de notícias falsas". De acordo com a Comissão, "«fake news» consiste na disseminação da desinformação intencional através das plataformas sociais da Internet, meios de comunicação ou os tradicionais média impressos". Além disso, de acordo com a Comissão, a política em relação às fake news da UE é guiada, entre outras coisas, "pela liberdade de expressão, pluralismo dos meios de comunicação e o direito dos cidadãos ao acesso a informações das mais variadas tendências além da confiabilidade".
Esta garantia de liberdade de expressão e pluralismo parece bastante risível: a UE já está a fazer o possível para acabar com o "pluralismo nos média e... no tocante às informações de diversas tendências e confiabilidade". Por exemplo, a UE conta com programas que já estão em vigor, como o Programa de Direitos, Igualdade e Cidadania (REC), que se debruçam pesadamente em influenciar os principais meios de comunicação europeus e seus jornalistas com os seus próprios programas, como a contínua migração em massa de África e do Médio Oriente para a Europa. Para este fim, a Comissão Europeia patrocinou recentemente a publicação de um manual com as directrizes, destinadas aos jornalistas, sobre como redigir matérias sobre imigrantes e imigração. O manual foi lançado em 12 de Outubro pelo International Press Institute (IPI), associação de profissionais de média que representam os principais veículos de comunicação de notícias digitais, impressas e de rádio e televisão em mais de 120 países. Especificamente, em relação aos muçulmanos, as directrizes recomendam o seguinte: "... Tenha cuidado para não estigmatizar mais ainda termos como "muçulmano" ou "Islão" quando associá-los a determinados actos... Não deixe que afirmações de extremistas sobre agir "em nome do Islão" fiquem sem resposta. Destaque... a diversidade das comunidades muçulmanas..."
A UE também apoia financeiramente a campanha "Média Contra o Ódio" gerida pela Federação Europeia de Jornalistas (EJF), a maior organização de jornalistas da Europa, representando mais de 320 mil jornalistas em 43 países. A campanha objectiva: "...aprimorar a cobertura dos média no tocante à imigração, refugiados, religião e grupos marginalizados... combater o discurso de incitamento ao ódio, intolerância, racismo e discriminação... aprimorar a implementação de estruturas legais que limitem o discurso de incitamento ao ódio e a liberdade de expressão..."
Com o intuito de promover as incipientes directrizes em relação às "fake news", a Comissão Europeia acabou de contratar 39 "especialistas" para o assim chamado "Grupo de Alto Nível (HLEG) para tratar das Fake News e desinformação na Internet": "O Grupo de Alto Nível é composto por representantes da sociedade civil, plataformas de redes sociais, organizações de órgãos de imprensa, jornalistas e representantes do mundo académico...
"O Grupo de Alto Nível orientará a Comissão sobre o alcance do fenómeno das fake news, definirá os papéis e responsabilidades das partes interessadas, compreendendo a sua dimensão internacional, avaliando os posicionamentos em questão, formulando recomendações".
Os representantes dos média foram quase exclusivamente escolhidos dentro das organizações dos grandes média, de gigantes como ARD, RTL, televisão pública da Suécia, Sky News, AFP e News Media Europe, o que torna qualquer tipo de resultado equilibrado desses "especialistas" bastante ilusório. Na medida em que eles vêem os novos média ou alternativa como ameaça, é, ao que tudo indica, do interesse dos representantes desses média rotular a concorrência dos média alternativos ou novos como "fake news". O Grupo de Alto Nível realizou a sua reunião inaugural em 15 de Janeiro de 2018.
A Comissão Europeia fará levantamentos de cidadãos da UE e realizará uma pesquisa de opinião com o Eurobarómetro a ser lançada no início de 2018 "com o objectivo de medir e analisar as percepções e preocupações dos cidadãos europeus com respeito às fake news". A Comissão também organizará uma "conferência com todos os interessados na questão Fake News", que "definirá os limites do problema, avaliará a eficiência das soluções já implementadas por plataformas de redes sociais e... concordará com os princípios fundamentais para conduzir novas actividades".
A UE não está sozinha na ameaça de acabar com a liberdade de expressão sob a máscara do combate às "fake news". Em França, o presidente Emmanuel Macron anunciou que quer introduzir uma nova legislação destinada a regulamentar as "fake news" durante o período eleitoral, incluindo "acções judiciais de emergência" que permitiriam ao governo francês remover "fake news" de um Website ou bloquear websites por completo. Macron salientou: "Se quisermos proteger as democracias liberais, devemos ser fortes e ter regras claras. Quando as fake news forem disseminadas, será possível ir até um juiz... e, se for o caso, ter o conteúdo retirado, contas de usuários excluídas e por fim, sites bloqueados".
Uma lei como esta significaria que o Estado francês ou qualquer um com autoridade para agir como patrulheiro ideológico se tornaria o árbitro do que constitui a "verdade", da mesma forma que a nova lei de censura alemã exige que as redes dos média sociais actuem como patrulheiros ideológicos privatizados do Estado alemão.
No entanto, a lei francesa proposta irá ainda mais longe do que a censura alemã, na medida em que permitirá às autoridades francesas bloquearem Websites inteiros durante os períodos eleitorais, medida draconiana que visa combater os opositores políticos, o que colocará a França em pé de igualdade de países como a China e o Irão que bloqueiam sites que não se adequam aos programas do governo.
Essa lei francesa também violará o direito à liberdade de expressão e à informação garantidas no Artigo 10 da Convenção Europeia dos Direitos Humanos, da qual a França é signatária e também a jurisprudência do Tribunal Europeu de Direitos Humanos. O Artigo 10 estabelece que todos não apenas têm o direito à liberdade de expressão, mas também "de receber ou de transmitir informações ou ideias sem que possa haver ingerência de quaisquer autoridades públicas e sem considerações de fronteiras..." Os governos não devem interferir nesse direito, com algumas excepções específicas descritas no Artigo 10, porque essa interferência constitui censura governamental.
Em geral, a Europa parece aspirar tornar o totalitarismo grande novamente.
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Judith Bergman é colunista, advogada e analista política.
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Fonte: https://pt.gatestoneinstitute.org/11859/europa-totalitarismo