sábado, junho 24, 2017

BATALHA DE S. MAMEDE, PRIMEIRO MOMENTO DA SOBERANIA NACIONAL


Tinha de ser um sóbrio monumento pétreo a celebrar a batalha da independência de Portugal. Este país nasceu dos castros, que são só rocha e névoa nos confins do extremo ocidente. Nasceu portanto bem antes de D. Afonso Henriques, antes até do seu pai vir parar ao Condado Portucalense. A primeira batalha dos Portucalenses foi a de Pedroso em 18 de Janeiro de 1071, quando Nuno Mendes morreu ao tentar alcançar a soberania de Portuscale. 
Uma Nação não é criada por um rei, seja ele qual for, porque uma Nação não é um Estado. Uma Nação é um Povo com uma língua própria e isso nem foi criado por D. Afonso Henriques nem poderia ser criado por nenhum outro líder. O Estado existe para dar soberania à Nação. O que D. Afonso Henriques fez foi dar soberania a uma Nação que em tudo o precedia.

Sobre o monumento que acima se vê (http://www.guimaraesturismo.com/pages/154?geo_article_id=118):
«Segundo a tradição de muitas gerações, foi em S. Torcato que teve início, em 24 de Junho de 1128, a Batalha de S. Mamede, na qual D. Afonso Henriques conquistou a chefia do Condado Portucalense e iniciou o processo político da independência de Portugal, ao afastar a tentativa de hegemonia galega. Não deixa de ser significativo que o nome do lugar seja o de "Campo da Ataca" - ou do ataque - designação guerreira bem sugestiva.

Em 1996 foi inaugurado o actual arranjo artístico-monumental, que celebra este acontecimento.»

Sobre a batalha:

A Batalha de São Mamede foi uma batalha travada a 24 de Junho de 1128, entre D. Afonso Henriques e as tropas dos barões portucalenses contra as tropas do Conde galego Fernão Peres de Trava, que se tentava apoderar do governo do Condado Portucalense. As duas facções confrontaram-se no campo de São Mamede, perto de Guimarães.

Antecedentes
Quando o conde D. Henrique morreu, em 1 de Novembro de 1112, fica D. Teresa a governar o condado, pois achava que este lhe pertencia por direito, mais do que a outrem, porque o seu pai lhe teria dado o território na altura do casamento. Associou ao governo o conde galego Bermudo Peres de Trava e o seu irmão Fernão Peres de Trava. A crescente influência dos condes galegos no governo do condado Portucalense levou à revolta verificada em 1128. Os revoltosos escolheram para seu líder D. Afonso Henriques, filho de D. Henrique e de D. Teresa.

Resultado
Com a derrota, D. Teresa e Fernão Peres abandonaram o governo condal, que ficou então nas mãos do infante e dos seus partidários, o que desagradou ao Bispo de Santiago de Compostela, Diogo Gelmires, que cobiçava o domínio das terras. D. Teresa desistia assim da ambição de ser senhora de Portugal. Há rumores não confirmados que ela teria sido aprisionada no Castelo de Lanhoso. Há até quem relate as maldições que D. Teresa rogou ao seu filho D. Afonso Henriques.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_S._Mamede

Para ler mais pormenores, clicar aqui: http://www.publico.pt/opiniao/jornal/guimaraes-e-a-batalha-de-s-mamede-26731714

Trecho:
Durante os sécs. XIV a XVI, os historiadores passaram a atribuir maior importância à Batalha de Ourique, ligando-a à aclamação de D. Afonso Henriques como rei, sancionada pela visão miraculosa de Cristo. Porém, a partir do séc. XIX, é restituída à Batalha de S. Mamede o significado nacional que lhe havia sido atribuído inicialmente nos referidos Anais.

CARVALHOS , CASTANHEIROS, OLIVEIRAS E SABUGUEIROS RESISTIRAM ÀS CHAMAS NUMA QUINTA QUE FICOU INCÓLUME NO MEIO DO FOGO


As chamas que se abateram sobre o centro do país estiveram muito perto da Quinta da Fonte, em Figueiró dos Vinhos. Tudo ardeu à volta, menos as árvores autóctones plantadas há décadas.
Liedewij Schieving ainda recupera do susto de sábado e domingo, quando o fogo atingiu Figueiró dos Vinhos. A viver há 10 anos em Portugal, aquela empresária holandesa nunca tinha passado por semelhante situação.
"Aqui ardeu praticamente tudo. Havia muitos eucaliptos que não resistiram às chamas", refere Liedewij Schievin.
Uma mancha verde destaca-se da paisagem negra envolvente, que retrata a violência do incêndio. "A única coisa que não ardeu foram os carvalhos, os castanheiros, oliveiras e sabugueiros", explica.
Os bombeiros "não estiveram no local" e as árvores que lá estão "há muitas décadas protegeram a quinta e sobreviveram por si", disse Liedewij Schievin.
No Facebook, a mulher, de 50 anos, publicou vídeos e fotografias da zona envolvente à propriedade, que despertaram o interesse dos cibernautas.
Já no início da semana, a foto de uma outra utilizadora, que não especificou a data nem localização da mesma, fez sucesso na internet. Novamente uma mancha verde, com carvalhos e castanheiros, destaca-se no meio de vários eucaliptos totalmente dizimados pelo fogo.
"Apesar de não ser a minha propriedade, achei importante partilhar a imagem para demonstrar que as árvores nativas podem ser muito efectivas no combate ao fogo", explicou Tania Sullivan ao JN.
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Fonte: http://www.jn.pt/nacional/interior/quinta-rodeada-de-carvalhos-e-castanheiros-escapou-ao-fogo-8583333.html

sexta-feira, junho 23, 2017

SOBRE A CELEBRAÇÃO DO «SÃO» JOÃO ESTA NOITE

No dia de Santo António fomos à procura da sua origem. A professora Magda Pinheiro lançou-nos um cenário e ficámos a saber que o grande santo popular foi sempre São João. Até em Lisboa. O culto e as festas do santo lisboeta tal como as conhecemos hoje nasceram muito tardiamente, já nos anos 60, antes eram uma organização institucional que a Igreja levava a cabo para não perder terreno face aos republicanos anticlericais.
 
Quando surge a festa e quando se separa do culto?
O culto de Santo António já é um culto tardio na cidade, só se desenvolve no século XVI. O santo padroeiro de Lisboa é o São Vicente, os cultos mais antigos são os dos santos mártires e o de São Félix, anteriores à Reconquista. Mas o culto de Santo António existe associado às pestes que grassaram a cidade e deu origem a uma procissão importante. Agora a inserção do Santo António nos santos populares é bem mais complexa.
 
Por uma razão específica?
Sim. De facto o São João era muito mais referido em todas as fontes como santo popular no século XIX. Apesar de se falar dos tronos e dos altarzinhos do Santo António.
 
Mas havia o São João também em Lisboa?
Exacto. Os festejos existem quer no passeio público pombalino, quer, por exemplo, no Campo Grande. O São João tinha uma componente mais espontânea, com as fogueiras, enfim, era uma romaria muito importante. Estas romarias são uma tentativa de catolicizar cultos pré-romanos que estão associados à chegada do Verão. O Santo António insere-se aqui um bocadinho menos nitidamente.
 
E como é que nasce a festa?
É preciso pensar que no final do século XIX, como há uma progressiva reinvenção da nação com a valorização dos artesanatos populares e toda uma série de elementos que vão constituir aquilo a que hoje chamamos a identidade portuguesa, há também a valorização dos bairros que não foram reconstruídos depois do terramoto. Nascem os bairros tradicionais. E estas festas emergem. No fim do século XIX há na cidade uma forte tendência anticlerical e nesse contexto cria-se uma comissão de comemoração de Santo António.
 
O que fazia essa comissão?
Essa comissão tem como organizadores personagens importantes como a rainha que tenta demarcar o espaço público numa tentativa de devolver à Igreja o espaço que estava a perder. A festa realiza-se já com fogo de artifício e projecção de luz.
 
Como é que depois associamos o Santo António aos casamentos, às marchas, à festa na rua, às sardinhas e por fora?
Tudo isso vai ser realizado pelo Estado Novo, que não quer imponderáveis. São festas organizadas, com direito a concursos e um pouco distante da festa de massas de hoje e da espontaneidade. É nesse contexto que, em 1932, os olissipógrafos que são clericais não esquecem a necessidade de organização de um culto à volta de Santo António.
 
São essas as festas das colectividades?
Sim, elas desenvolvem-se em pequenas comunidades e nascem as primeiras festas institucionalizadas com desfiles de marchas. Mas isso não exclui que continue a haver os tronos e as sardinhas. A institucionalização das festas é muito mal vista pela intelectualidade de esquerda e será muito mal vista até aos anos 60.
 
A seguir ao 25 de Abril há nova ruptura?
O que acontece é que colectividades que não costumavam participar começam a fazê-lo e nasce uma nova maneira da festa se implantar na cidade.
 
Já com toda a gente na rua, com a cerveja, a sangria, o vinho e as célebres sardinhas, a festa pura e dura que hoje conhecemos? 
Sim, mas essa festa que descreve penso que começa a fundar-se no final dos anos 60 e é nessa altura que o São João morre completamente.
 
Passa definitivamente para o Porto?
A componente de festa de Lisboa é mais cosmopolita do que a do Porto. E, por outro lado, há um bairrismo mais afirmativo.

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Fonte: http://www.imissio.net/v2/noticias/o-santo-antonio-de-hoje-nasceu-nos-anos-60:3404   (Artigo originariamente redigido sob o acordo ortográfico de 1990 mas corrigido aqui à luz da ortografia portuguesa.)

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Diz Teófilo Braga, na obra «O Povo Português Nos Seus Costumes, Crenças e Tradições», volume II, página 211 e seguintes:
«A festa de São João Baptista em todos os povos europeus está ligada a um fenómeno astronómico, o solstício do Verão, em 24 de Junho. O célebre ritualista Guilherme Durandus, interpretando alegoricamente a festa do Precursor, não pode ocultar o seu sentido mítico: "Faz-se girar uma roda, em certas localidades, para assim designar que o Sol não se pode elevar mais, mas torna a descer no seu círculo, assim também a fama de São João, que era olhado como um Cristo, diminuiu quando este apareceu. Alguns dizem que é porque neste tempo os dias minguam, e que crescem de novo no Natal de Jesus Cristo..."»

Ou seja, uma forma de diminuir o prestígio do Sol perante o Judeu Morto, primeiro substituindo-O por um sucedâneo («São João») e depois «integrando» na religião do Deus oriental os rituais que ao Sol são devidos. A isto se chama «cristianização».


Não é por acaso que, conforme se lê na obra «Os Solstícios - História e Actualidade», o próprio Justino o Mártir, um dos doutores da Igreja, regista que «os cristãos usurparam o dia do Sol», e que o dia da semana sagrado dos cristãos, o domingo (de «Dominus», «Senhor»), é na tradição pagã ocidental consagrado ao Sol, «Dies Solis» (que os Ingleses conservam no seu «Sunday» e os Alemães no seu «Sontag», entre outros...). Não é igualmente por acaso que o dia mais festejado da Cristandade, o Natal, coincide mais coisa menos coisa com o outro solstício, o de Inverno. Talvez porque o culto solar foi por assim uma das últimas «frentes de combate» pagãs contra o Cristianismo, e porque o primeiro imperador cristão, ou cristianizado, Constantino, era pouco antes, e se calhar ao mesmo tempo, um adorador do Sol...


Claro que durante muito tempo a Igreja tentou proibir a celebração do solstício de Verão, antes de a tentar absorver, isto é, cristianizar... Duas fontes para cada uma das duas asserções:
- no século VI, o bispo de Árles proibiu num sermão o «banharem-se nas fontes, nos pântanos e nos rios na noite de S. João e na madrugada do dia seguinte» porque tal «costume nefasto ressuscita o Paganismo»;
- no século VII, uma obra que circulou em todas as dioceses de França dizia, entre outras coisas, que o fogo de S. João é «a marca do regozijo por S. João» e que teve o seu início nos primeiros séculos do Cristianismo, quando «S. Bernardo testemunha que era mesmo praticado entre os pagãos.»

Significa isto que em não conseguindo extirpar de vez a celebração pagã, tentou apoderar-se dela, dirigindo-a, «domesticando-a», de forma a «controlar os abusos», que eram, não apenas os excessos festivos naturais, mas também as «superstições» pagãs que não pudessem ser «transformadas».

Continuando, novamente com Teófilo Braga...

«É justamente uma tal concepção primitiva que faz com que a festa do solstício de Verão seja comum a todos os Povos indo-europeus, e ainda aos Povos semitas; o fenómeno é diversamente dramatizado, mas entre os povos europeus toma a expressão de um Combate de Verão expulsando o Inverno (24 de Junho), ou a sua inversa, a expulsão do Verão pelo Inverno (24 de Dezembro). (...) nos antigos prazos portugueses notou João Pedro Ribeiro, que o ano era sempre contado de São João a São João, e no Alvará de 1 de Julho de 1774, chamou-se-lhe ano irregular. (...) entre os povos eslavos é onde se apresenta mais completo, correspondendo muitas das suas particularidades a costumes portugueses (...). Por um documento da Câmara de Coimbra, de 1464, citado por Viterbo, se nota a forma de combate: "cavalhada na véspera de São João com sina e bestas muares". Em outros povos, esta cavalgada ficou simplesmente lendária, na Mesnie Furieuse, que tanto se localiza no solstício diurno (circa horam medirianam) como no solstício vernal. (...) Nos costumes provinciais conservam-se quase todas as formas dramáticas desta antiquíssima festa solsticial.
(...)



Na Beira Alta acende-se um facho no cimo dos montes (o galheiro) ou na ceira das azenhas (a roda, que ainda na Alemanha se deixa rolar dos montes). O facho, como escreve Leite de Vasconcelos, é um pouco de lenha em volta de um pau alto. Os rapazes que o vão acender levam músicas de tambores e pífaros, e grandes algazarras. O monte é além disto cercado de pinhas acesas.»
Nos Açores, fazem-se as fogueiras na rua, e os rapazes saltam por cima das labaredas; o mesmo no Algarve e no Alentejo.
»

E, como todos sabem, o mesmo se faz um pouco por toda a Europa nesta data - o salto dos jovens por cima das fogueiras, para dar força e saúde, boa sorte, etc..
Tudo isto só ajuda ao tom despreocupado e livre dos folguedos da data, que é isso que interessa. É pela noite dentro, cambada. Força nos Martelos.



É aliás curioso que o martelo se tenha tornado parte da tradição desta celebração. Consta que assim se estabeleceu nos anos sessenta. Mais do que isso não encontrei. Fico-me por salientar que em Roma e eventualmente no mundo céltico continental antigo, mais concretamente na Gália, realizava-se na altura do solstício a celebração de uma Divindade da tempestade, Sumano em Roma e, possivelmente, Taranis na Gália. Noutros pontos da Europa, mais concretamente no norte germânico e no leste balto-eslavo, o Deus do Trovão tem como arma/símbolo um martelo. Não é impossível que também no oeste europeu houvesse essa identificação. Verifica-se pelo menos que na Irlanda céltica (a área ocidental não latina mais bem conhecida nas suas tradições míticas) uma das maiores Divindades, o polivalente Dagda, sábio, fertilizador e bélico, tem como arma uma imensa clava, além de ter também um gigantesco pénis, a arrastar pelo chão. Na Gália, uma das Divindades mais adoradas seria Sucellos, o «Bom Batedor» (batedor, que bate), representado com um martelo. Ora no norte galaico, mais concretamente no sopé do monte Larouco, foi encontrada numa igreja uma imagem do que se presume ser uma Divindade do Raio, ou da Montanha, que possui, além de um gigantesco pénis, também um martelo de duas extremidades iguais, como aqui se observou: http://gladio.blogspot.pt/2012/11/a-cara-do-deus-do-raio-deste-extremo.html


UMA PRIMEIRA-MINISTRA BRANCA FALANDO SOBRE A MISTURA RACIAL


A longo prazo a miscigenação leva à diluição e desaparecimento de um Povo inteiro - quando se trata de um ideal em si, passa por isso a ser uma intenção genocida, ainda que se queira colori-la com o objectivo de «acabar com o racismo»...
Pena foi que a senhora tivesse criticado o regime de apartheid sul-africano. Ironicamente, um ano depois de sair do poder, viu o seu país a pactuar com a África do Sul a ponto de lhe poder oferecer armas nucleares...



ESCOLAS DA TURQUIA VÃO DEIXAR DE ENSINAR A TEORIA DA EVOLUÇÃO DAS ESPÉCIES

As escolas na Turquia vão deixar de ensinar a partir de 2018 a teoria da evolução das espécies de Charles Darwin, matéria que, segundo afirmou hoje o governo turco, é discutível, controversa e muito complicada para os estudantes.
A decisão do governo de Ancara foi hoje anunciada por um representante do Ministério da Educação turco, Alpaslan Durmus.
"Acreditamos que esses assuntos estão além da compreensão [dos alunos]", disse Alpaslan Durmus, que preside o conselho de educação, num vídeo publicado no 'site' do ministério turco.
"Existem questões controversas sobre as quais os alunos não dominam o contexto científico para as entender", acrescentou o responsável.
Esta decisão do governo de Ancara representa que a teoria da evolução das espécies do reconhecido naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882) deixa de constar no currículo escolar obrigatório das escolas turcas, segundo indicou o diário turco Hurriyet.
Alpaslan Durmus acrescentou que esta decisão tem o apoio do Presidente turco, o islâmico-conservador Recep Tayyip Erdogan.
Esta decisão vem ao encontro de uma proposta de lei apresentada em fevereiro passado pelo vice-primeiro-ministro turco, Numan Kurtulmus. Na altura, o representante qualificou a teoria de Charles Darwin como "cientificamente ultrapassada e pervertida".
"Nenhuma regra diz que se deve ensinar esta teoria", declarou então Numan Kurtulmus, professor de Economia na Universidade de Istambul e membro do partido islâmico de Erdogan, o Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), que governa a Turquia desde 2002.
Esta proposta provocou na altura os protestos da oposição laica turca, que pediu à liderança do AKP para "perder o medo do macaco".
Académicos das melhores universidades da Turquia também criticaram a iniciativa recordando que a Arábia Saudita, país conhecido pela sua interpretação ultra-conservadora do Islão, era o único Estado no mundo que tinha excluído a teoria da evolução do currículo escolar.
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Fonte: http://www.dn.pt/lusa/interior/escolas-na-turquia-vao-deixar-de-ensinar-a-teoria-da-evolucao-das-especies-8586762.html

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E era isto, este país a ficar cada vez mais parecido com a Arábia Saudita, que toda a elite par(a)lamentar tuga queria à força toda enfiar pela Europa adentro... Em Portugal, só o PNR se opôs sempre a tal desígnio.

TERRENOS BALDIOS VOLTAM A ESTAR MAIS PRÓXIMOS DAS POPULAÇÕES AUTÓCTONES

Os partidos de Esquerda aprovaram hoje, na Assembleia da República, uma alteração a uma lei de 2015 que põe fim à possibilidade de arrendamento de terrenos baldios.
PSD e CDS-PP, autores da lei que os projectos do BE e PCP hoje alteraram, votaram contra e o deputado do PAN, André Silva, absteve-se.
O acordo para um texto conjunto foi conseguido há duas semanas, na comissão de Agricultura e Mar, após meses de conversações e aconteceu depois de, em Setembro de 2016, o parlamento ter aprovado a baixa à comissão dos projectos do BE, PCP, PS e "Os Verdes".
A lei dos baldios - terrenos comunitários, geridos pelas populações, equivalentes a cerca de 416 mil hectares, mais concentrados a Norte e no Centro do país - foi alterada em 2015 pelo Governo PSD/CDS-PP, debaixo de críticas por poder abrir a propriedade a privados, pondo em risco o seu carácter comunitário.
O projecto de lei conjunto agora aprovado vai alterar esse diploma, que, segundo o deputado Carlos Matias, do BE, deixava "os baldios mais indefesos", incluindo-os no "direito privado, com a possibilidade de compra e venda" e admitindo a possibilidade de arrendamento.
A nova lei clarifica que os baldios são propriedades das comunidades locais, soberanas na forma de gerir, que não é regida pelo direito privado e assenta a gestão nos "usos e costumes", diferentes conforme as regiões.
"É um passo em frente da recuperação dos baldios pelos povos", afirmou Carlos Matias, deputado do BE, depois de conseguido o acordo com o PS e PCP.
João Ramos, deputado do PCP, afirmou à Lusa, também há duas semanas, ser importante que o conceito de comparte, quem pode usufruir destes baldios, seja revisto para reverter a decisão do anterior executivo, que abriu essa possibilidade a todos os eleitores das freguesias a que pertence.
Acontece que, historicamente, os baldios têm "usos e costumes", até na gestão dos terrenos, e esse princípio volta a estar contemplado no diploma conjunto do PCP, BE, PS e PEV.
"É um projecto para salvaguardar as comunidades locais. A Direita nunca teve muita simpatia pelas comunidades locais", afirmou o deputado comunista, recordando que os baldios podem significar, em algumas freguesias, um "suplemento de rendimento" para pessoas e comunidades que, assim, "financiam equipamentos sociais que de outra maneira não poderia ter".
Outro aspecto realçado por João Ramos, mas também pelos restantes deputados da Esquerda, é o facto de se impedir o arrendamento dos terrenos, voltando-se à solução da "cessão de exploração".
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Fonte: http://www.dn.pt/lusa/interior/partido-de-esquerda-mudam-lei-dos-baldios-do-psdcds-pp-e-poem-fim-ao-arrendamento-8585695.html

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É mais uma boa medida da actual maioria de Esquerda. Todo o território nacional pertence por princípio ao povo.

EM LONDRES: «PORTUGUÊS» RESISTE VIOLENTAMENTE ÀS AUTORIDADES E MORRE

As autoridades britânicas desmentiram esta quinta-feira que a morte do jovem português Edir da Costa em Londres tenha sido a fractura de pescoço ou outra lesão causada pela polícia, informações que têm sido partilhadas pela imprensa britânica e redes sociais. "A autópsia preliminar descobriu que o Sr. Da Costa não sofreu uma fractura do pescoço, nem qualquer outra lesão na coluna durante sua interacção com a polícia", vincou a Comissão Independente de Queixas contra a Polícia (IPCC). O médico legista, continuou a IPCC em comunicado emitido hoje, determinou também que não houve uma fractura da clavícula nem derrame no cérebro. A agência, que é responsável por averiguar as circunstâncias de quaisquer alegados abusos pelas forças policiais, garantiu que "investigações rigorosas sobre a causa da morte continuam, inclusive sobre o uso da força". Edir Frederico da Costa, de 25 anos, morreu na quarta-feira no hospital de Newham, onde se encontrava internado nos cuidados intensivos desde 15 de Junho, após um alegado uso de força excessiva por parte de agentes da polícia. O português de 25 anos, a residir no Reino Unido desde 1996, encontrava-se num carro com duas outras pessoas, um amigo e a mulher, quando foi abordado por polícias em Beckton, no este de Londres pelas 22:00 horas. 
O pai, Ginario da Costa, disse à agência Lusa esta semana que o filho terá resistido, alegando que não tinha feito nada de mal, mas os polícias tentaram prendê-lo e terão usado gás pimenta. "Ele caiu no chão e um polícia colocou-lhe um joelho em cima da garganta", descreveu, de acordo com relatos das pessoas que acompanhavam. Edir da Costa ter-se-á sentido mal e foi levado de urgência para o hospital, onde foi internado em estado grave, tendo acabado por morrer cinco dias depois. A IPCC disse que hoje contactou o progenitor para informá-lo do que descobriu o médico legista e "corrigir algumas informações erradas que estão a ser amplamente compartilhadas nas redes sociais". A morte do jovem português tem sido partilhada e comentada com indignação nas redes sociais, denunciando a ação da polícia. Entretanto, a Polícia Metropolitana também alertou para a "especulação" que está a circular nas redes sociais e remeteu para a IPCC o apuramento do que se passou. "Sempre que alguém morre após um contacto com a polícia, é absolutamente justo que as circunstâncias completas sejam investigadas para estabelecer exactamente o que aconteceu", indicou o comandante-chefe de Newham, Ian Larnder, num comunicado. Os agentes terão de explicar as suas acções, prometeu, admitindo que o inquérito possa demorar algum tempo. "Eu sei que a família de Edir, os amigos e a comunidade em geral querem respostas, mas é importante que a investigação seja realizada para estabelecer os fatos completos sobre o que aconteceu antes de serem feitas conclusões", vincou.
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Fonte: Ler mais em: http://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/portugues-que-morreu-em-londres-nao-tinha-fratura-no-pescoco?ref=Famosos_BlocoTopoPagina

SOBRE A ENTREGA DA SEGURANÇA DAS FLORESTAS PORTUGUESAS A UMA PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA

“Coitado do Daniel Sanches… Assinou um papel, não fez nada!” A bolha rebentara. Oliveira e Costa estava a responder no Parlamento, na primeira comissão de inquérito ao BPN, em 2009, sob escolta policial, e recebeu a pergunta do deputado comunista Honório Novo sobre o SIRESP com esta candura. “O Dr. Daniel Sanches assinou um papel. Por acaso, a única coisa que lhe disse, quando ele se foi despedir, porque ia para ministro, foi isto: ‘Eu lamento que o senhor vá para ministro, mas há uma coisa que lhe garanto: há lá um problema nosso para resolver e se, alguma vez, alguém lhe disser que lhe pedi para assinar aquilo, o senhor não aceite, porque não é verdade. Eu não peço agora e jamais lhe pedirei que faça alguma coisa por esse processo’.”
O “problema” era o SIRESP. Mas não foi preciso pedir. Três dias depois das eleições legislativas de 2005, quando o governo PSD-CDS, liderado por Santana Lopes, estava em gestão, Daniel Sanches lá assinou o papel. Era uma parceria público-privada, entre um consórcio de empresas (PT, Motorolla, Esegur, do Grupo Espírito Santo, e SLN) e o Ministério da Administração Interna para o fornecimento de um sistema de comunicações chamado SIRESP (Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal). Custo total: 540 milhões de euros.
Mas, como era habitual nessa época de ouro das PPP, o valor podia ser um pouco mais baixo, afiança o próprio Oliveira e Costa, sob juramento, no Parlamento: “Ora bem, o que se gastou para fazer o SIRESP julgo que andará à volta de 80 e tal milhões de euros.”
A discrepância entre “o que se gastou” e quanto iria custar pode parecer difícil de explicar. Mas não tanto como as coincidências deste início de história. Recapitulando: o gestor da SLN, Daniel Sanches, sai do universo de Oliveira e Costa para assumir a pasta da Administração Interna no dia 17 de Julho de 2004 (ficaria menos de um ano em funções, saindo a 12 de Março de 2005). Entretanto, o SIRESP, que esteve parado três anos na secretária dos governantes, avança no dia 23 de Fevereiro de 2005, três dias depois de o governo em funções perder as legislativas (ganhas com maioria absoluta pelo PS). Estava, portanto, em gestão. Mas um parecer do então auditor jurídico do MAI, o magistrado Gomes Dias, permitiu a adjudicação ao consórcio de que fazia parte a SLN (aliás, o único concorrente).
Entretanto, a sabedoria negocial do consórcio (PT, GES e SLN) foi criando uma dependência funcional da sua solução no Estado. O SIRESP começou a ser instalado “a título gratuito e provisório” em 11 estações de comunicações, desde as vésperas do Euro 2004 – ou seja, ainda antes de Sanches assinar o acordo. “Para aproveitar esta oferta, a PSP e a GNR terão adquirido, em 2004, inúmeros terminais em quantidade que a IGF desconhece”, lê-se num parecer, de 2005, daquele organismo público. “A GNR não comprou nada”, explicou ao PÚBLICO (em Agosto de 2005) o porta-voz da GNR, Costa Cabral, “foi o MAI que disponibilizou esse equipamento”. Ou seja, ainda antes de Sanches chegar a ministro, no mandato de Durão Barroso.
Hoje, este sistema volta a ser notícia pelos “esclarecimentos urgentes” pedidos pelo primeiro-ministro sobre o funcionamento da rede de SIRESP no incêndio de Pedrógão Grande. As falhas do SIRESP voltam a assombrar a logística do combate aos incêndios. Mas não era essa a promessa inicial…
A renegociação
Logo depois da transição de pastas, em 2005, o negócio chegou às mãos do ministro seguinte com a tutela, o socialista António Costa (actual primeiro-ministro) que, de imediato, pediu um parecer ao Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República para saber se o acto era, ou não, legítimo. Os magistrados da PGR dividiram-se. Cinco acharam que sim (entre os quais, coerentemente, o ex-auditor jurídico do MAI que deu o tal parecer favorável) e cinco acharam que não. Desempatou o próprio procurador-geral, Souto Moura, com voto de qualidade, mas uma pulga ficou atrás da orelha... A PGR concluiu que um governo em gestão não tinha o poder de aprovar o negócio SIRESP, porque não era nem um acto urgente, nem “estritamente necessário para assegurar a gestão dos negócios públicos”.
Costa aceitou o parecer da PGR e anulou, então, o despacho de Daniel Sanches. Entretanto, o novo ministro pedira mais uma série de pareceres (à Inspecção-Geral de Finanças, à ANACOM, ao Instituto de Telecomunicações e ao Instituto Superior Técnico). Todos eles levaram o ministro a decidir pela renegociação do contrato com o consórcio de que fazia parte a SLN. A IGF apontava a renegociação como forma de conseguir “novas condições contratuais, designadamente que superem as deficiências” do contrato assinado por Sanches. Se ficasse como estava, dizia a IGF, não seria “legalmente possível” concretizar o negócio. Os outros pareceres não encontraram “vícios relevantes do ponto de vista técnico”. Se os havia irrelevantes, não terão sido decisivos para decisão final…
Quem tomou conta do dossiê, politicamente, foi outro actual governante, Fernando Rocha Andrade, o actual secretário de Estado dos Assuntos Fiscais. No dia 18 de Maio de 2006, o Conselho de Ministros aprovou a adjudicação ao mesmo consórcio. António Costa justificou a decisão: “O SIRESP assegura comunicações móveis de elevada qualidade a estes operadores, bem como a possibilidade de todos comunicarem entre si, o que é decisivo em termos operacionais e não é assegurado pelos actuais sistemas de rádio.” Seria “uma pequena revolução na segurança interna”, garantia, à data, o ministro. O novo contrato teria “um valor acumulado em 15 anos” de 485,5 milhões de euros, ou seja “menos 52,5 milhões de euros” do que o contrato assinado por Sanches.
Mais uma coincidência: esta terá sido a primeira renegociação complexa de um dossiê "quente" que António Costa confiou a Diogo Lacerda Machado, o ex-consultor do primeiro-ministro que agora vai integrar a administração da TAP.
No dia 3 de Julho de 2006 começou, então, a funcionar o SIRESP (na sua versão paga). Quatro meses depois, a PJ entrou na sede da SLN para fazer as primeiras buscas, por suspeitas de tráfico de influências. Na base das suspeitas da PGR estava um facto presente no parecer do Instituto das Telecomunicações: o procedimento escolhido, consultas directas a cinco fabricantes, só teve um candidato (que integrava a SLN) que poderia ter tido “acesso a informação privilegiada”.
Em Maio de 2008, a investigação da PGR foi arquivada. Daniel Sanches não foi ouvido, nem como testemunha, mas o despacho de arquivamento refere-o: “Não resulta porém dos autos que, ao proferir o despacho de adjudicação do concurso para a criação e implementação do SIRESP já durante o Governo de gestão, isso tivesse algo a ver com as suas ligações àquelas empresas do grupo SLN."
Quem aproveitou o arquivamento para encaixar mais uma peça neste puzzle foi o ex-presidente do grupo de trabalho que estudou a criação de um sistema do tipo SIRESP, durante o governo de António Guterres. Almiro de Oliveira explicou ao PÚBLICO: “Esperei três anos pelos trabalhos e conclusões das autoridades judiciais num Estado de direito... Entendi falar agora por este ser um dever de cidadania." O que tinha para revelar talvez não seja uma surpresa para os leitores. O negócio do SIRESP foi mais caro do que podia ter sido. "No nosso relatório prevíamos um investimento inicial entre 100 e 150 milhões de euros. A isso acrescentávamos dez por cento por ano, que corresponderia ao custo de exploração", explicou aquele especialista.
Ainda não foi referido, neste texto, o nome de Manuel Dias Loureiro. Formalmente, não há nenhuma intervenção do ex-ministro neste negócio. Mas em quase todos os textos sobre a génese do SIRESP há uma referência ao seu nome. Loureiro era administrador da SLN (e da Plêiade, a sociedade em que Daniel Sanches trabalhou no grupo SLN antes de integrar o Governo que aprovou o SIRESP pela primeira vez). Era presidente da mesa do congresso do PSD e deputado (quando o acordo foi assinado e posteriormente renegociado). Terá sido sua, aliás, a sugestão de contratação de Daniel Sanches, quer como executivo da Plêiade, da SLN, quer como ministro.
Por isso, e a propósito destes negócios, o então deputado do BE Francisco Louçã acusou-o de promover negócios que dependiam da calamidade dos incêndios. Indignado, Dias Loureiro acusou Louçã de “terrorismo político” e prometeu processá-lo por difamação. Até hoje não o fez, confirma Louçã ao PÚBLICO.
O resto é a história conhecida. O BPN foi nacionalizado em Setembro de 2008 – em plena crise financeira internacional – e arrasta-se pelos tribunais desde então. A SLN foi repartida numa parte “boa” (vendida à Galilei) e uma “má” (gerida pelo Estado). Mais tarde, em 2014, foi a vez do Grupo Espírito Santo se esfumar em inquéritos, políticos e judiciais. A PT valia nos últimos dias, antes de ser comprada pela francesa Altice, cinco vezes menos do que quando fora privatizada pela primeira vez.
Do consórcio que fez a parceria público-privada com o Estado, no SIRESP, só a Motorola e a Datacomp sobreviveram a estes 11 anos que mudaram muita coisa, mas aparentemente não trouxeram os benefícios da tal “revolução” anunciada no combate aos incêndios, através de uma comunicação mais eficaz entre as forças que trabalham no terreno. Mas isso será esclarecido quando o inquérito pedido pelo primeiro-ministro mostrar os seus resultados.
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Fonte: https://www.publico.pt/2017/06/22/politica/noticia/siresp-a-historia-de-uma-parceria-publica-privada-de-transparencia-1776439

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Mais uma vez, «os mais competentes!!!!!!» não são os privados...

ESPECTÁCULO DOS «TOIROS DE FOGO» DE ONTEM FOI CANCELADO

É através do Facebook que o PAN -Pessoas - Animais - Natureza dá conta de que o evento de touros de fogo, em Benavente, foi cancelado.
"O gabinete da Câmara Municipal de Benavente comunicou ao PAN que este evento foi cancelado até porque o pedido de transporte dos animais foi indeferido pela DGAV", informou o partido que ainda aguarda a comunicação oficial das entidades envolvidas. Com este desfecho, o PAN agradece, assim, aos cidadãos e cidadãs, tal como a todas as instituições, como a Animal, a acção conjunta e de pressão ao município.
A associação Animal, de resto, havia feito um "apelo de acção urgente" tanto à GNR como à autarquia, quando tomou conhecimento de que no programa da Festa da Amizade estava incluída uma 'Picaria de Touros/Picaria à Vara Larga' no dia 24 e um espectáculo de 'Touros de Fogo'.
Este último, explica a Animal, corresponde a uma festa tauromáquica própria apenas de algumas localidades espanholas, nomeadamente Valência, nas quais os touros são presos pelos cornos a postes, sendo-lhes colocados, através de hastes, bolas de alcatrão ou pez, às quais, como material inflamável que são, é pegado fogo. Os touros são depois soltos dos postes, ficando com os cornos a arder durante o período habitual de uma hora – tempo que estas festas costumam durar.
"Segundo testemunhos de médicos veterinários e especialistas em comportamento animal, o sofrimento físico que os touros experienciam quando os seus cornos ficam a arder é muito grande, quer porque os cornos dos touros são muito sensíveis, quer ainda porque os touros acabam por ficar com os olhos, focinho, boca e língua gravemente queimados, entre outras partes do corpo. A isto acresce o sofrimento psíquico que resulta de estarem nestas circunstâncias, querendo libertar-se do fogo que arde nos seus cornos e não sendo capazes de o fazer", lê-se. 
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Fonte: https://www.noticiasaominuto.com/pais/819047/cancelado-evento-com-touros-de-fogo-em-benavente

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A ANIMAL e o PAN estão neste caso mais uma vez de parabéns por esta vitória civilizacional. Prova-se assim, novamente, que o activismo democrático resulta quando é bem organizado e persistente.

Parece entretanto que afinal os sádicos militantes violaram a lei, segundo um comunicado de há minutos na página de Facebook da ANIMAL:
«(...) Serve esta publicação para dizer que, como testemunharam, ao longo dos últimos dois dias fizemos absolutamente tudo que estava ao nosso alcance para impedir a barbaridade extrema em Benavente. Ainda assim, e mesmo com a confirmação de que não poderia acontecer, aconteceu. De forma ainda mais torpe do que seria suposto, mas parece que aconteceu mesmo.
Posto isto, accionámos já todos os meios legais que são possíveis para que ninguém saia impune. Desde a cidadania até às autoridades (in)competentes. Não sabemos no que resultará, mas deixamos a garantia de que tudo faremos. As pessoas não podem continuar a pensar que vivemos numa "República das bananas" e as autoridades a assobiarem para o lado.
Seguiremos o trabalho, que é mais do que muito, e, mal tenhamos novidades, divulgaremos.»


A ANIMAL e o PAN fizeram pois um bom trabalho mas ingenuamente confiaram na palavra das autoridades, que foram abananadas como de costume. A vergonha de Barrancos serviu para mostrar o que é a bófia local quando não há vigilância civil em condições e desta vez parece que a palhaçada criminosa se repetiu.


ÁUSTRIA, CROÁCIA E ESLOVÉNIA JUNTAM-SE AO GRUPO DOS PAÍSES DA UE QUE REJEITAM AS QUOTAS DE ALÓGENOS

A Áustria, a Croácia e a Eslovénia juntaram-se ao Grupo de Visegrado - Chéquia, Polónia, Eslováquia e Hungria - para contestar o sistema de quotas imposto pela União Europeia (UE). São agora sete os países que se opõem ao plano migratório delineado pela elite de Bruxelas. Delegados de todos estes países excepto a Polónia reuniram-se esta semana na CEDC (Cooperação em Defesa da Europa Central) para aí se pronunciarem contra a imigração maciça. A Polónia, embora ausente deste encontro, apoia esta tomada de posição contra a iminvasão. Os ministros da Defesa reunidos nesta cimeira concordaram em «facilitar a mobilização rápida e conjunta das capacidades civis, policiais e militares» para defender as fronteiras externas europeias. Comprometeram-se a engendrar um plano de actuação para concretizar a protecção fronteiriça que, entre outras coisas, avaliará a pressão migratória e proporá uma série de medidas para prevenir novas crises. O objectivo prioritário dos reunidos é a defesa das fronteiras europeias e o corte pela raiz das causas que provocam os grandes movimentos migratórios. 
O governo húngaro, liderado por Viktor Orbán, tem tido papel de destaque nesta resistência ao sistema de quotas bruxeloso. O seu intuito é declaradamente identitário: «O que queremos é um Hungria húngara e uma Europa europeia», «O meu governo não participará em experiências que buscam alterar a Hungria ou a Europa, onde as tradições e a cultura seriam substituídas por outra mescla de culturas, religiões e pontos de vista diferentes.»
Quanto ao anterior presidente checo, Vaclav Klaus, não ficou atrás de Orbán na firmeza da sua posição contra a imigração, tendo sido até mais radical que o húngaro: «É chegado o tempo de preparar o nosso país para sair da UE.» «Rejeitamos o plano da UE de usar estrangeiros para substituir os Checos e recusamos permitir que o nosso país seja transformado numa sociedade multicultural com comunidades mal ajustadas, que é o que vemos hoje em França e no Reino Unido.» «Isto para não falar nos agora quase diários ataques terroristas que estão ligados à imigração em massa.»
Para obrigar os países do Grupo de Visegrado a aceitar as quotas de alógenos, a elite da UE ameaçou com sanções e ameaça agora com corte de fundos estruturais de coesão.
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Fonte: http://gaceta.es/noticias/grupo-opositor-plan-migratorio-ue-suma-eslovaquia-austria-croacia-21062017-2035

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É de notar ue estes fundos estruturais de coesão destinavam-se a reduzir as diferenças entre os países ricos e pobres, mas parece que outro valor «mais alto» se alevanta e agora já é lícito fazer chantagem com os pobres para os obrigar a aceitar uma boa fonte de mão-de-obra barata para os ricos...
É bom sinal que haja agora mais países a juntar-se à resistência anti-imigração do Grupo de Visegrado - um sinal de verdadeira saúde europeia.


ACTIVISTAS MUÇULMANOS DA ALCAIDA E DOS TALIBÃS CERRAM FILEIRAS CONTRA A ÍNDIA

Há informações das agências de inteligência no Hindustão segundo as quais a mobilização da Alcaida contra a Índia está a crescer e prepara uma «guerra final» em todo o país. O ideal que guia esta movimentação é o da Ghazwa-e-Hind, traduzível como «a batalha final na Índia», um objectivo já antigo dos muçulmanos da região, sobretudo os do Paquistão. Trata-se de um plano para levar a cabo uma guerra «apocalíptica» na qual todos os soldados muçulmanos que morram em combate têm garantido o paraíso, segundo esta doutrina.
O grupo Alcaida, fundado por árabes, tem agora ligações com terroristas de Caxemira e com os talibãs afegãos para que a Índia venha a ser o próximo campo de batalha na guerra do «Final dos tempos». 
Fontes informativas indicam que se trata aqui de uma tendência mais vasta de grupos terroristas indianos a gravitarem em torno da Alcaida e da sua ideologia de «jihad« (guerra «santa») global. Pode neste momento estar a disseminar-se, como parte deste processo, o modelo de células autónomas difíceis de detectar e capazes de levar a cabo grandes ataques terroristas.
Soube-se entretanto que uma bandeira dos Talibã foi hasteada em Srinagar (capital de Jammu e Caxemira, norte da Índia) no ano passado e nas paredes de Hari Parbat foram lidos slogans como «Bem-vindos Talibãs». Há vídeos do braço de propaganda da Alcaida, a Al Sahab, a galvanizarem jovens de Deli, Uttar Pradesh, Bihar, Gujarat e sul da Índia para que se juntem à jihad. Foi nestas áreas que o grupo Indian Mujahideen (IM) recrutou diversos jovens e cometeu diversos atentados bombistas em locais públicos. O IM sofreu um revés com uma série de detenções efectuadas nas suas fileiras pelas autoridades, mas há indianos a lutar pelo califado ISIL que podem retornar à Índia. A IM que resta está neste momento a estabelecer laços não apenas com a Alcaida mas também com os Talibãs e o grupo terrorista Hizbut Tahrir. Multiplicam-se os contactos entre a Alcaida e islamistas de várias partes do Hindustão.
A retirada das forças norte-americanas do Afeganistão alimentou as preocupações das forças de segurança indianas no que respeita às implicações que este afastamento dos EUA pode ter no fortalecimento de islamistas de Jammu e Caxemira. 
O Paquistão é uma das fontes do terrorismo islâmico na região, uma vez que mais de duas dúzias de campos de treino de terroristas estão ainda activos neste país. As forças militares indianas atestam um aumento da eficiência e da ousadia dos terroristas muçulmanos que actuam em Caxemira.
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Fonte: http://www.dailymail.co.uk/indiahome/indianews/article-2694949/Al-Qaeda-plans-final-jihad-India-Intel-report-points-terror-recruitment-drive-targeting-nations-Muslims.html

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E isto não é culpa nem dos EUA nem de Israel nem do Ocidente nem da Europa nem das Cruzadas... isto é simplesmente o Islão a actuar, neste caso contra os Híndus, que de acordo com a doutrina islâmica são seguramente piores que os cristãos e os Judeus, dado que o Hinduísmo assenta em «shirk» (adoração de ídolos e outras Divindades que não Alá), que é um dos maiores pecados de acordo com o Islão. O cenário histórico serve bem para mostrar a imbecilidade autista de quem gosta de centrar o debate do terrorismo islâmico na questão «Ocidente X Islão», como se o mundo ocidental fosse pelo menos parcialmente responsável pela violência islamista contra si virada. Bem antes de tal elucubração palerma ser gizada já há mil e duzentos anos as hostes muçulmanas começaram a atacar a Índia para de uma maneira ou doutra não mais pararem e continuarem, até hoje, apostados em tomar por completo o subcontinente indiano, porque a partição que criou o Paquistão não era, não podia ser, suficiente para as suas ambições.

quarta-feira, junho 21, 2017

CELEBRAÇÃO SOLSTICIAL DE VERÃO NAS PROFUNDEZAS DA EUROPA






Fontes das fotos deste evento religioso, que teve lugar no norte da Polónia, região da Pomerânia, mais concretamente na localidade de Owidz:
https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=1887703498146111&id=1558835367699594
https://www.facebook.com/jarek.jasinski.121/posts/1189448544494588
https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=1965526653732294&id=1429732097311755


MANIFESTAÇÃO PAGÃ CONTRA CONSTRUÇÃO DE IGREJA EM LOCAL SAGRADO PAGÃO NA POLÓNIA


No Parque Nacional Slowinski, na Pomerânia, região do norte da Polónia, cerca de vinte pessoas manifestaram-se contra a construção de uma igreja católica no monte Rowokól, que para os católicos polacos é uma das três montanhas sagradas da Pomerânia mas que já era sagrado para os pagãos eslavos que aí viviam antes da imposição do Cristianismo. 
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Fonte: http://m.radiogdansk.pl/wiadomosci/item/61937-spor-o-gore-rowokol-w-slupsku-protesty-przeciwko-katolickiej-kaplicy

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Os manifestantes estão pois a fazer o que um dia se deverá levar a cabo por toda a Europa. Desta feita quem participou nesta iniciativa foi escasso em número, mas tudo tem de começar de algum modo e o sinal, até ver, é bom...


SOLSTÍCIO DE VERÃO CELEBRADO EM STONEHENGE COM MAIS CELEBRANTES E TAMBÉM COM POLÍCIA ARMADA


Fonte da imagem: https://www.theguardian.com/uk-news/gallery/2017/jun/21/summer-solstice-at-stonehenge-in-pictures#img-1

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Cerca de treze mil pessoas estiveram esta madrugada no monumento megalítico de Stonehenge para celebrar o Solstício de Verão, que nesta localidade se verificou às 4:52. Houve este ano mais um milhar de indivíduos que no ano passado.
Fonte: http://www.independent.co.uk/news/uk/home-news/summer-solstice-2017-first-day-of-summer-stonehenge-google-doodle-a7800711.html


De notar que este ano a patrulha policial no local foi mais numerosa e, além disso, teve de estar armada, algo muito estranho para os hábitos ingleses... é mais um sintoma do que está a acontecer ao país, pode ser que sirva para abrir os olhos a cada vez mais gente sobre as reais consequências da imigração oriunda do terceiro mundo.

Fonte: http://www.bbc.com/news/uk-england-wiltshire-40341913

SUÍÇA EXPULSA QUASE DUZENTOS FALSOS REFUGIADOS ORIUNDOS DO TERCEIRO MUNDO

O governo suíço retirou o estatuto de refugiado a cento e oitenta e nove indivíduos. A maior parte destes é oriunda do Iraque, havendo também gente do Vietname, da Turquia e da Bósnia, bem como da Tunísia e da Eritreia. Foi-lhes retirado o estatuto de refugiados porque se veio a saber que tinham viajado de volta aos seus países, nalguns casos para passar férias... Como é óbvio, um refugiado não vai passar férias ao país donde alegadamente fugiu para não morrer.
De início, a investigação das autoridades suíças centrou-se em eritreus, dada a alta taxa de pessoas desta origem que retornam ao seu país de origem para aí passar férias. Na Suíça há cerca de vinte mil eritreus. A ministra da Justiça, Simonetta Sommaruga, faz notar a dificuldade em resolver este problema, uma vez que muitos eritreus já alcançaram a cidadania suíça por viverem já há algum tempo neste país alpino.
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Fonte: http://www.lainformacion.com/mundo/Suiza-retira-permiso-refugiados-vacaciones_0_939507451.html

SOLSTÍCIO DE VERÃO DE 2017


SOLSTÍCIO DE VERÃO DE 2017 - 21 DE JUNHO, 05:24

«Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir
Seja o eco de uma afronta
O sinal de Ressurgir!
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe
Que nos guardam, nos sustêm
Contra as injúrias da sorte!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar!
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os canhões, marchar, marchar!»

In «A Portuguesa», de Henrique Lopes de Mendonça